Reposição hormonal masculina: como funciona?

A reposição hormonal masculina é um tratamento baseado na reposição sintética da testosterona, que pode decair por diversos fatores, como obesidade, problemas de saúde, estresse psicológico, medicamentos ou como consequência natural do envelhecimento (andropausa).

Como resultado dessa queda nos níveis da testosterona, os homens costumam apresentar diminuição da libido, ganho de peso, insônia, disfunção erétil, calvície, irritabilidade, perda de massa muscular e óssea, dentre outros sintomas. 

Quais são as recomendações para a reposição hormonal masculina e como ela funciona? Acompanhe o artigo para descobrir. 

Quando a reposição é recomendada?

Quando a reposição hormonal masculina é recomendada?

Como vimos acima, a queda nos níveis de testosterona pode ser causada por vários fatores, mas na maioria dos casos, trata-se de um processo natural do envelhecimento.

A queda acentuada de níveis de testosterona é conhecida, ocorrida geralmente após os 40 anos, recebe o nome de andropausa, em referência à fase semelhante apresentada pelas mulheres (menopausa).

Ao contrário das mulheres, nos homens esse processo não traz sintomas tão acentuados nem afeta todos os indivíduos com a mesma intensidade.

Os médicos geralmente indicam a reposição quando a queda da testosterona está prejudicando a qualidade de vida do paciente ou oferecendo riscos à sua saúde.

O início do tratamento se dá após a realização de exames de sangue que comprovem a queda, juntamente com a análise pelo urologista ou endocrinologista, considerando prós e contras específicos de cada paciente. 

Quais exames medem o nível da testosterona? 

Quais exames medem o nível da testosterona? 

Os níveis de testosterona no organismo podem ser avaliados por meio de exames de sangue, como a testosterona livre (disponível no organismo para absorção e uso imediato) e a testosterona total (testosterona livre + testosterona associada a proteínas). 

Não existe atualmente um consenso geral quanto a um nível de testosterona considerado um mínimo saudável.

No Brasil, contudo, diretrizes formuladas em 2014 pela Associação Médica Brasileira (AMB) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) classificam que valores de testosterona total inferiores a 300 ng/dl são considerados insuficientes e passíveis de tratamento. 

Além dos exames para avaliar os níveis da testosterona propriamente dita, o médico também poderá requisitar outros exames de sangue para melhor análise e consideração do tratamento de reposição hormonal.

Entre os exames complementares mais frequentes estão o LH, o FSH, o PSA e a prolactina.

Como funciona o tratamento? 

Como funciona o tratamento? 

O principal objetivo da reposição hormonal masculina é normalizar os níveis de testosterona na corrente sanguínea, promovendo um alívio de sintomas e melhora na qualidade de vida do paciente. 

A reposição de testosterona poderá ser feita por meio da via oral, transdérmica ou injetável, de acordo com as recomendações da Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA). 

Suplementações vitamínicas também poderão auxiliar no tratamento, atuando na manutenção da saúde e estimulando o corpo a produzir o hormônio naturalmente, como acontece no caso de suplementação da vitamina D

Reposição por via oral 

Essa forma de tratamento pode ser feita através do uso de comprimidos como o  undecanoato de testosterona para ingestão diária. 

De modo geral, não é uma abordagem clínica muito popular, especialmente devido à grande quantidade de pílulas que os pacientes precisam tomar, tornando-se um tratamento mais caro e menos prático de ser mantido. 

Via transdérmica

O tratamento por via transdérmica (pela pele) engloba os medicamentos da modalidade adesivo e gel. É um método bastante popular, especialmente por ser barato e fácil de ser interrompido, caso o tratamento apresente qualquer efeito colateral mais sério.

Os adesivos de testosterona podem ser colocados sobre ou embaixo da pele. Inclusive essa forma subcutânea costuma ser menos utilizada, justamente por ser mais trabalhosa de interromper em caso de efeitos colaterais. 

Via injetável 

Um dos métodos mais utilizados, devido ao seu baixo custo, é a aplicação de testosterona injetável.

As aplicações geralmente são feitas em intervalos de 15 em 15 dias, se usadas as substâncias mais comuns, ou até em intervalos de 3 meses, no caso de medicações mais concentradas, como o undecilato de testosterona. 

Por qual forma devo optar?

Por qual forma devo optar?

A definição da melhor forma para a realização da reposição hormonal deverá ser decidida em conjunto com seu urologista ou endocrinologista, levando em conta fatores como custo, conforto e o próprio tipo de medicação sugerida, que pode só estar disponível em determinadas opções. 

Mantenha em mente que não existe uma técnica melhor ou pior. Todas elas apresentam benefícios e defeitos.

O ideal é alinhar suas necessidades e expectativas juntamente com as opções oferecidas pelo seu médico, a fim de obter os melhores resultados. 

Quais são os benefícios da reposição hormonal masculina? 

Quais são os benefícios da reposição hormonal masculina?

O principal benefício da reposição hormonal masculina é a melhora na qualidade de vida do paciente, que experimentará uma diminuição em todos os sintomas desencadeados pela andropausa.

Esses sintomas vão muito além de problemas sexuais (queda da libido, disfunção erétil e fertilidade reduzida). Os efeitos podem afetar o estado mental (ansiedade, depressão, fadiga, irritabilidade) e físico do homem (redução de massa muscular, óssea e aumento da gordura abdominal). 

Alguns estudos também relacionam baixos níveis de testosterona ao desenvolvimento do Alzheimer e reconhecem na reposição hormonal uma medida de prevenção adicional para o desenvolvimento da doença.

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Quais são as contraindicações? 

A reposição hormonal não é indicada para homens que apresentem suspeita ou diagnóstico de câncer de próstata, câncer de mama, apneia do sono severa, e sintomas urinários intensos devido ao aumento benigno da próstata (hiperplasia prostática benigna).

Apesar de não causar câncer ou favorecer o aparecimento de tumores, a reposição hormonal de testosterona pode agravar casos já existentes. 

Para garantir mais segurança ao tratamento, é recomendável que se faça a avaliação do exame de PSA e de toque retal antes do início da reposição, além de outros exames solicitados pelo médico, para assegurar que seu organismo está preparado para receber novas cargas hormonais sem prejuízos para a saúde. 

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Que tal um plano de apoio? 

Que tal um plano de apoio?

Se você está se perguntando, existem sim medidas naturais que você pode tomar para ajudar seu corpo a manter a produção mais eficiente de testosterona com a chegada da idade. A boa notícia é que se trata de ações simples, que você pode empregar no dia-a-dia. 

A primeira delas é a prática regular de atividades físicas, principalmente aeróbicas, por pelo menos 150 minutos por semana.

Além disso, também é recomendado o consumo de zinco e das vitaminas A e D.

Outro grande aliado na manutenção de bons níveis de testosterona são os vegetais crucíferos, como brócolis, rúcula, couve, e todos os outros dessa família.

Dormir bem, controlar o estresse, abandonar o tabagismo e reduzir o consumo de bebidas alcoólicas também vão ajudar seu tratamento de reposição hormonal, permitindo que você observe resultados mais rápidos. 

Sua saúde em primeiro lugar 

Sua saúde em primeiro lugar

O fator mais importante de toda essa equação é você!

Caso você esteja percebendo os sintomas típicos da queda da testosterona, o primeiro passo é procurar um urologista ou endocrinologista. Esses profissionais vão te avaliar e orientar sobre as causas de seus sintomas e, se for o caso, indicar a terapia de reposição hormonal.

Lembre-se: a andropausa, assim como a menopausa, é um processo natural e marca apenas o início de uma nova fase da sua vida. Mas com acompanhamento médico, exames em dia e os tratamentos indicados, é possível manter a saúde e a qualidade de vida.

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O Novembro Azul é o mês de conscientização para a saúde masculina. Aproveite para ficar em dia com seus exames e sua prevenção.

Se você está em Brasília e tem exames solicitados, agende conosco. Você pode fazer tudo com toda facilidade do seu celular ou computador.

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Punção da tireoide é dolorosa? Saiba como é feito o exame

A PAAF (Punção aspirativa por agulha fina) ou simplesmente Punção da tireoide é o exame mais eficiente para determinar a natureza de tumores da tireoide: isto é, se são benignos ou malignos. 

Além de ser um procedimento simples e rápido, apresenta um altíssimo nível de sensibilidade (que chega a ser de 90%), garantindo diagnósticos extremamente eficientes.

Trata-se de um procedimento que remove uma pequena amostra de tecido da glândula tireoide, sendo removido por meio de uma agulha e a amostra é enviada para análise laboratorial. Acompanhe mais a seguir.

Como é feita a Punção da tireoide? 

Como o próprio nome diz, a punção aspirativa por agulha fina da tireoide se utiliza de uma agulha muito fina para coletar material orgânico dos nódulos identificados na tireoide. A utilização da sonda de ultrassom associada à agulha, auxilia na precisão do procedimento e é fortemente recomendada que seja sempre utilizada durante o procedimento.

Com o paciente deitado, a inserção da agulha no nódulo é feita pelo médico e, por meio de alguns movimentos de vai-e-vem da agulha, o material (líquido ou sólido) é coletado, disposto em uma lâmina que será entregue ao paciente e levada à análise laboratorial. 

Depois do procedimento, faz-se um curativo na área da punção. Terminado o procedimento, o paciente poderá voltar à realizar suas atividades cotidianas normalmente, sem quaisquer restrições.  

Clique aqui para conhecer ainda mais sobre o exame de PAAF na Clínica Viver

Quando a punção da tireoide é recomendada? 

A Punção da tireoide (PAAF) é recomendada apenas para alguns tipos de nódulos da tireoide. São eles:

  • Nódulos iguais ou maiores que 1 cm, sólidos ou não sólidos, com microcalcificações.
  • Nódulos maiores que 0,5 cm com características de malignidade ao ultrassom.
  • Nódulos mistos com características de malignidade ao ultrassom.
  • Nódulos que apresentem um aumento de 50% em seu volume durante a fase de acompanhamento. 

Os nódulos totalmente líquidos não necessitam da PAAF para o diagnóstico, uma vez que são sempre benignos. Porém, ela pode ser utilizada para o esvaziamento desses nódulos e melhora dos sintomas associados. 

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Nódulos na tireoide: sintomas e características

O exame Punção da tireoide dói? 

Essa percepção varia de paciente para paciente; o que podemos antecipar é que, em geral, o exame pode causar um desconforto leve somente no momento em que é realizado, sem demandar qualquer tipo de preocupação. 

O profissional responsável pelo procedimento estará monitorando seu exame para garantir que você não passe por desconfortos desnecessários.

Em alguns casos pontuais, a aplicação de anestesia local é permitida. Isso pode ser ou a pedido do paciente ou médico ou até mesmo devido à necessidade de se realizar a punção em mais de um nódulo. 

Quanto tempo demora o exame? 

A punção da tireoide é um exame rápido que costuma durar poucos minutos até que seja concluído. Por isso, apresenta excelente diagnóstico com o mínimo de desconforto para o paciente. 

Como esses resultados são avaliados? 

Os resultados da PAAF são avaliados laboratorialmente e classificados dentro do Sistema Bethesda. Esse sistema classifica os tumores de tireoide entre I e VI, indicando aos profissionais de saúde qual a medida a ser tomada em seguida. 

A classificação I se refere a uma punção da tireoide que foi inconclusiva sobre os resultados, isto é, precisa ser repetida. Existe uma margem que varia de 2 a 20% dos casos em que uma repetição da punção precisa ser feita. 

A classificação II se refere a um tumor benigno e a VI, a um tumor maligno. Acompanhe o vídeo abaixo para conhecer mais sobre o exame e o sistema de Bethesda. 

Veja como é feito e para que serve o exame de Ultrassonografia da Tireoide Com Doppler!

Qual a possibilidade de ser câncer? 

Uma das coisas que mais preocupa os pacientes ao se deparar com um nódulo na tireoide é a possibilidade de se tratar de uma manifestação de câncer.

Porém, é importante ressaltar que, de acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), estima-se que 60% da população terá alguma ocorrência de nódulo na tireoide durante a vida. Porém, dessas estatísticas, apenas 5% dos casos concretiza um caso de câncer. 

Os nódulos da tireoide costumam, estatisticamente, ser cancerígenos em oito a cada 100 homens e em quatro a cada 100 mulheres. 

Perceber um nódulo em qualquer parte do corpo nunca é uma experiência tão tranquila: existem muitos receios sobre procedimentos e diagnósticos, bem como o medo de um diagnóstico não desejado. 

Por isso, nós estamos aqui para tornar essa experiência o mais simples e confortável para você, te instruindo durante todo o caminho. Clicando aqui, você poderá agendar seu exame de punção da tireoide com um de nossos profissionais.

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Biópsia: pra que serve, tipos e como é feita

Torção testicular: sintomas, diagnóstico e tratamento

A torção testicular pode apresentar sintomas como: dor aguda, súbita e localizada em um dos testículos, uma ocorrência médica que deve ser tratada o mais rápido possível, pelo risco de perder o testículo.

Dados da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) mostram que 65% dos casos de torção testicular ocorrem na faixa de idade dos 12 aos 18 anos, mas podendo ocorrer também em homens adultos.

É um quadro que costuma assustar o paciente e sua família, pela intensidade dos sintomas, sendo às vezes diagnosticado (erroneamente) como cólica renal.

Para entender melhor os sintomas, as causas, como é feito o diagnóstico e o tratamento da torção testicular, acompanhe o artigo! 

Veja neste artigo

  • O que pode causar a torção testicular 
  • Quais os sintomas
  • O que fazer em casa de torção testicular
  • Diagnóstico da torção testicular
  • Tratamento

O que pode causar a torção testicular?

Dentro da bolsa escrotal, os testículos estão fixados na posição correta, por duas estruturas principais: a bolsa testicular (inferior) e o cordão espermático (superior). 

Em boa parte das vezes, o quadro de torção testicular ocorre enquanto o paciente está dormindo, sendo então acordado pela dor intensa. Também é comum acontecer durante a prática de atividades físicas ou como resultado de um trauma na região.

A torção testicular ocorre devido a problemas de fixação, fazendo com que o testículo gire em seu próprio eixo, torcendo o cordão espermático e promovendo uma interrupção ou diminuição drástica na vascularização (irrigação sanguínea) do testículo afetado.

Essa má fixação da bolsa testicular é uma deficiência de formação que acontece no processo de gestação. Essa anomalia, denominada também de “badalo de sino”, torna os testículos mais móveis que deveriam, aumentando o risco de girarem ao redor do cordão espermático.

O quadro resulta em isquemia testicular e redução de sangue rico em oxigênio na glândula. 

sintomas da Torção testicular
Fonte: Children’s Hospital of Philadelphia

Conheça como funciona e para que serve o exame de Ecodoppler de Carótidas e Vertebrais!

Quais são os sintomas torção testicular? 

A torção testicular está associada principalmente à dor aguda, súbita e localizada em um dos testículos. Devido ao caráter muito intenso da dor, não é raro que irradie pela região abdominal inferior, podendo ainda causar náuseas e vômitos. 

Testículos afetados pela torção testicular também podem aparecer mais elevados e inchados, se comparados ao outro. Além disso, alterações também podem acometer toda a bolsa escrotal, que às vezes ficam vermelhas, escuras e inchadas. 

Caso identifique esses sintomas, em você ou em seus filhos, procure atendimento médico imediatamente! O tempo é um fator essencial no tratamento da torção testicular. 

A torção testicular não é a única condição de saúde que pode causar dor nos testículos: inflamações, hidrocele, orquite e epididimite e até mesmo o câncer testicular estão entre as outras possíveis causas de dores nessa região. 

Porém, o que diferencia a torção testicular desses outros quadros é a dor súbita, muito intensa e unilateral.

Aprenda a identificar os sintomas e as causas de outras doenças comuns entre os homens, e como se proteger, em mais este conteúdo do blog:

Doenças comuns entre os homens e como evitá-las

Reposição hormonal masculina: como funciona?

O que fazer em caso de torção testicular? 

O tempo é um fator essencial no diagnóstico e tratamento da torção testicular. 

Quando o paciente é tratado em até 6 horas do ocorrido, o índice de recuperação total da glândula pode chegar a 100%. Porém, ultrapassadas essas seis horas, as chances de salvar o testículo diminuem cada vez mais, podendo chegar à redução significativa (atrofia) ou perda total (morte testicular) da glândula, caso nada seja feito.

Infecções e infertilidade também são possíveis riscos associados à torção testicular. 

A torção de testicular pode ter repercussões muito sérias se não for tratada com rapidez. Fique atento aos sinais do seu próprio corpo e de seus filhos, para o caso de qualquer queixa de dor nessa região. 

Como identificar torção testicular?

Acontece por meio do exame clínico e realização de ultrassom ou ecografia da bolsa escrotal com doppler.

Vejamos cada um deles!

1. Exame Clínico 

No exame clínico, o médico vai avaliar as queixas referidas pelo paciente e buscar sinais típicos da torção testicular, como:

  • inchaço;
  • endurecimento;
  • vermelhidão da bolsa escrotal;
  • elevação do testículo afetado;
  • ausência do reflexo cremastérico (uma contração involuntária do músculo cremaster, localizado na bolsa escrotal). 

2. Ecografia da bolsa escrotal com doppler

A ecografia ou ultrassonografia da bolsa escrotal é um exame de imagem rápido, indolor e não invasivo, capaz de diagnosticar uma série de condições testiculares, como: orquite, hidrocele, seminoma, epididimite, tumores testiculares, câncer de testículo, varicocele e torção testicular

O exame permite a ampla visualização das estruturas internas da bolsa escrotal, dos testículos e do epidídimo. O procedimento não apresenta radiação, podendo ser feito em qualquer idade.

Com o auxílio do doppler, é possível uma ampla visualização do estado de vascularização da área, permitindo ao médico dar com segurança o diagnóstico de torção testicular. 

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Ecografia de bolsa escrotal com doppler

Como resolver torção testicular?

O tratamento para a torção testicular será sempre cirúrgico, mesmo nos casos em que o urologista consiga desfazer a torção manualmente. 

A necessidade de cirurgia é justificada pelo caráter anatômico de má fixação dos testículos, que causa a torção testicular: assim, é muito provável que, mesmo que a torção tenha sido desfeita manualmente, ela acabará acontecendo de novo. 

A cirurgia é um procedimento simples, feito com anestesia local e realizado nos dois testículos, visando corrigir os problemas de fixação em ambos os lados, para prevenir a ocorrência de casos futuros.

O tempo de recuperação pós-operatório fica entre 2 a 6 semanas, com repouso parcial. 

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BIRADS: Classificação de Lesões Encontradas nos Exames

O BIRADS é a acrônimo formado pelas primeiras letras do termo, em inglês, Breast Imaging Reporting and Data System (em português, “Sistema de Relatório de Dados de Imagens da Mama”). Em suma, a classificação BIRADS estima a chance de uma lesão visualizada em exames de mama ser um câncer de mama.

Se você está com dúvidas sobre esse termo, o que pode indicar, se é preocupante ou não, continue lendo este artigo.

Vamos explicar melhor esse sistem e o que você precisa saber sobre ele. Confira!

Veja no artigo:

Exames de Imagem em Taguatinga-DF, agende o seu exame agora!

Caso prefira ver este conteúdo em vídeo, a Dra. Nubia, da Clínica Viver de Imagens Médicas, preparou um vídeo especial sobre BIRADS, esclarecendo cada classificação e o que significam.

Por que a classificação BIRADS é tão importante?

Na Medicina, a padronização é um procedimento importantíssimo, pois estrutura a análise. Ela gera a produção de checklists, listas de ações ordenadas por prioridade; auxilia na produção de protocolos, que são listas de procedimentos obrigatórios em um tratamento, exame, consulta ou pesquisa; enfim, cria padrões de trabalho.

Dessa forma, é possível, por exemplo, que o relatório de um médico, de qualquer lugar do mundo, seja fonte de informação para qualquer outro médico.

Com isso em mente, foi criado o padrão BIRADS, para laudos de mamografias e outros exames de mamas.

O BIRADS categoriza as lesões, de acordo com diversas análises, em 6 categorias.

Entenda melhor sobre as categorias do BIRADS e o que significam abaixo.

Veja também: Ecografia transvaginal

O que significa e o que indica cada categoria do BIRADS?

Veja a tabela abaixo e a explicação de cada classificação, recomendações a se seguir e o risco de câncer:

O que significa e o que indica cada categoria do BIRADS?

BIRADS 0: Exame Inconclusivo

Está se perguntando se BIRADS 0 (zero) é perigoso?

A imagem encontrada necessita de avaliação por outros métodos, como a ecografia mamária, ou que sejam realizados outros exames adicionais.

resultado de birads 0 - Exame Inconclusivo

Essa categoria indica que as imagens colhidas não são suficientes para um diagnóstico preciso. Assim, exames complementares são necessários para a produção do laudo.

Veja também: Sintomas e como prevenir a gordura no fígado!

BIRADS 1: Exame normal ou negativo

Isso significa que o médico não encontrou nenhuma alteração. Lembrando que negativo, em termos de exame, significa que está tudo bem. Essa categoria indica que nada de mau foi encontrado.

resultado de birads 1 - Exame normal ou negativo

O risco de malignidade é zero e é indicado apenas o rastreamento mamográfico periódico, de rotina.

BIRADS 2: Achados mamográficos benignos

Isso significa que o médico encontrou algumas alterações na sua mama, mas que estas são 100% benignas.

resultado de birads 2 - Achados mamográficos benignos

Dentre estas alterações podemos citar: linfonodos (que são ínguas dentro das mamas), calcificações do tipo benignas, nódulos de gordura, implantes de silicone, fibroadenomas calcificados, dentre outros.

Leia também:

O Que São Linfonodos, Mais Conhecidos Como Gânglios Linfáticos?

Há Relação entre Prótese de Silicone e Câncer de Mama?

BIRADS 3: Achados provavelmente benignos

Isso quer dizer que o médico encontrou alterações com grande chance de benignidade, isto é, maior que 98%.

Aqui se incluem os nódulos com contorno todo definido, assimetrias (pequenas alterações nas formas) muito próximas do tecido mamário normal e calcificações, redondas e uniformes, agrupadas.

resultado de birads 3 - Achados provavelmente benignos

No caso de as lesões encontradas serem da categoria 3, reduz-se o espaço de tempo entre uma mamografia e outra. Então, a conduta, nestes casos, é repetir a mamografia em 6 meses.

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BIRADS 4: Achados mamográficos suspeitos

Neste caso a lesão encontrada tem a chance de malignidade entre 2 e 95%.

resultado de birads 4 - Achados mamográficos suspeitos

Essa categoria foi subdividida, já que o campo percentual de malignidade abrangido é muito amplo:

  • BIRADS 4A – lesões com risco baixo de malignidade, entre 2% a 10%;
  • BIRADS 4B – com risco moderado, entre 11 a 50%;
  • BIRADS 4C – lesões com risco alto, entre 51 a 95%.

Independentemente da subcategoria, todos os casos desta categoria devem ser submetidos à biópsia.

Aqui podem ser incluídas os agrupamentos de calcificações finas e irregulares, heterogêneas grosseiras, calcificações amorfas (sem forma definida), distorções arquiteturais e os nódulos mal definidos.

Tem dúvidas sobre como é feita uma biópsia? Confira este outro artigo.

BIRADS 5: Achados altamente suspeitos

Neste caso, as lesões têm chance de malignidade maior que 95%.

resultado de birads 5 - Achados altamente suspeitos

Aqui estão incluídos os nódulos espiculados e as calcificações pleomórficas, ou seja, de formas irregulares e tamanhos e densidade variadas. A conduta de ordem é a biópsia de mama.

Saiba mais em:

Biópsia de mama: quando é indicada?

BIRADS 6: Exame com lesão com malignidade confirmada, mas que não foi completamente retirada

Esta categoria engloba os pacientes que estão em tratamento com quimioterapia com a finalidade de reduzirem a lesão, antes da cirurgia definitiva.

Aqui o paciente já está fazendo, ou deve fazer imediatamente, tratamento oncológico do câncer de mama. Pode-se até fazer a biópsia, mas dificilmente uma cirurgia para remoção completa da lesão deixará de ser necessária.

O resultado é definitivo? A classificação BIRADS pode mudar?

A classificação BIRADS pode variar com o passar do tempo, de acordo com a melhora ou piora do quadro da paciente. 

No caso de diagnóstico inicial de câncer de mama, indicado por BIRADS 4 ou 5 (achados suspeitos ou altamente suspeitos), a classificação pode mudar após a conclusão do tratamento, em que os exames passam a apontar uma nova categoria, como BIRADS 2 (achados benignos), por exemplo, confirmando a cura do tumor maligno.

birads 2 - Achados mamográficos benignos

O contrário também pode acontecer. Uma paciente que realizou os exames e recebeu a classificação inicial como BIRADS 3 (achados provavelmente benignos) pode evoluir no quadro com o tempo, desenvolvendo o câncer, e a lesão passa a ser reclassificada nos exames como BIRADS 4 ou 5.

A classificação BIRADS pode variar de acordo com o exame realizado?

Sim, exames diferentes podem apontar categorias BIRADS diferentes, pois a classificação é feita de forma independente para cada exame e resultado, de acordo com suas características individuais.

Sendo assim, uma mamografia pode indicar BIRADS 2, enquanto a ecografia realizada na mesma mama e na mesma época pode apontar BIRADS 3. Nesses casos, cabe ao médico avaliar os exames e oferecer o laudo mais adequado.

Leia também:

Mamografia ou Ecografia Mamária? Qual o melhor exame para mim?

Dúvidas frequentes

Quando o Câncer de Mama é considerado avançado?

O câncer de mama é considerado avançado quando atingiu o estágio 4, sendo denominado câncer metastático. Nesse estágio, o câncer de mama já se espalhou para outros órgãos, como fígado, pulmões, ossos, cérebro, entre outros.

Qual o tipo de Câncer de Mama mais grave?

O tipo de câncer de mama que pode ser considerado o mais grave é o câncer inflamatório. Esse tipo de câncer mamário é raro e agressivo, causa a inflamação da mama e possui altas chances de se espalhar para outras partes do organismo.

O que é Birads?

BI-RADS (Breast Imaging-Reporting and Data System) é uma ferramenta de avaliação de risco e garantia de qualidade desenvolvida pela American College of Radiology que fornece uma classificação amplamente aceita e um esquema de relatório para imagens da mama.

Neste artigo, para esclarecer o que significam as diversas classificações BIRADS, abordamos os seguintes conceitos:

  • BIRADS 0: resultado inconclusivo, em que as imagens obtidas não são suficientes para um diagnóstico preciso. São necessários exames complementares.
  • BIRADS 1: exame normal ou negativo, o que significa que não foram encontradas alterações na mama.
  • BIRADS 2: foram encontradas alterações na mama, chamados de achados mamográficos benignos, como o nome diz, são totalmente benignas.
  • BIRADS 3: foram encontradas alterações na mama com acima de 98% de chances de serem benignas.
  • BIRADS 4: foram encontradas lesões na mama que possuem entre 2 e 95% de chances de serem malignas.
  • BIRADS 5: foram encontradas lesões na mama com mais de 95% de chances de serem malignas.
  • BIRADS 6: indica a presença do câncer de mama já em tratamento.

Também é importante lembrar que a classificação BIRADS pode mudar com o tempo, de acordo com evolução do quadro da paciente.

Possui mais alguma dúvida? Coloque nos comentários deste artigo!

Para saber mais sobre questões relacionadas ao câncer de mama e à saúde da mulher, recomendamos que leia estes conteúdos:

Clínica de exame de imagem Viver em Brasília-DF

A Clínica Viver de Imagens Médicas, em Brasília (DF), já se consolidou como referência em exames por imagem, porque preza pela experiência e credibilidade de seu corpo clínico, pelo constante aperfeiçoamento das suas equipes médicas e de atendimento, e pela disponibilidade de equipamentos de última geração.

Nosso compromisso é proporcionar a quem nos procura um atendimento humano e ético, garantindo um diagnóstico seguro e rápido.

Nós dispomos de ambiente amplo e confortável, composto de grande área de recepção e espera, com área para crianças e 3 banheiros, com 9 salas de ultrassonografia (ecografia), sendo uma delas com ecógrafo para ecodoppler fetal, além de mamografia digital e densitometria óssea.

Temos também consultórios para fazer punções e biópsias, de mama e tireoide. Todos os nossos equipamentos são recentes e de última geração.

Nossa equipe de mamografia, ecografia e punção mamária (PAAF de Mama ou Core Biopsy de Mama) conta com profissionais altamente qualificados, pois são treinados para as particularidades do atendimento ao público feminino.

Fazemos, também, punções guiadas por ultrassonografia de tireoide (punção de tireoide) e mama (core biopsy de mama), além de biópsias e consultas médica nas especialidades de Endocrinologia, Mastologia, Ginecologia e Obstetrícia.

Prezamos também pela agilidade na marcação de consultas e exames, assim como na entrega dos resultados. Nossos laudos ecográficos são entregues minutos após o término do exame, enquanto os laudos de mamografias e densitometrias ósseas em até 3 dias, sempre com checagem dupla. Teremos grande prazer em receber você na nossa clínica.

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Tipos de Cistos no Ovário Maligno (Não Funcionais) e Funcionais

Nesse artigo iremos abordar um assunto importante dentro da saúde da mulher: tipos de cistos no ovário não funcionais e funcionais.

É comum cistos se desenvolverem em um dos ovários. Muitas mulheres desenvolverão pelo menos um cisto durante a vida e, na maioria dos casos, os cistos são indolores e não causam sintomas.

Leia o artigo ou veja o vídeo no final da página que preparamos para você sobre o assunto!

O que são Cistos Ovarianos não funcionais?

Cistos não funcionais são aqueles que não têm relação com o ciclo menstrual e que não apresentam regressão espontânea.

Esta é a segunda parte dessa série sobre cistos no ovário. Clique, a fim de acessar a parte 1 – Cisto de Ovário é Perigoso?

Tipos de Cistos no Ovário não Funcionais

tipos de cistos

Leia também: A perigosa relação entre o Coronavírus e as doenças cardiovasculares.

São diversos os tipos de cistos no ovário não funcionais, assim, vamos caracterizá-los:

  • Cisto Dermoide ou Teratoma Maduro

Primeiramente, você deve saber que Cisto Dermoide ou Teratoma Maduro são tumores benignos e muito frequentes em mulheres jovens. Este tipo de cisto no ovário não funcional pode apresentar células dos 3 folhetos embrionários, que podem conter cabelo, dente, gordura, músculos, pele e, inclusive, tecido tireoidiano.

Em 10% dos casos os cistos dermoides (ou teratomas maduros) podem ser bilaterais.

Geralmente não apresentam sintomas, a não ser se atingirem grandes dimensões, quando podem ocasionar dores abdominais e alterações urinárias e/ou digestivas.

Quando estes cistos não funcionais se tornam grandes tumores a situação piora, pois existe o risco de torção, situação em que a paciente sente dores abdominais muito intensas, e deve ser encaminhada para cirurgia de urgência.

O diagnóstico é feito, geralmente, por meio de ultrassonografia transvaginal. Este exame vai demonstrar um tumor misto, com o aspecto característico de gordura em seu interior. Em alguns casos, pode ser necessária a realização de ressonância magnética, a fim de confirmarmos o diagnóstico.

O tratamento é cirúrgico, e para as pacientes que desejam engravidar, uma maior preservação do ovário é indicada.

A cirurgia pode ser feita via laparoscopia, que é a introdução de uma cânula pelo umbigo, com uma câmera em sua extremidade e pequenas incisões na parede abdominal onde são introduzidas pinças, a fim de promover a retirada do tumor. Esse tipo de cirurgia permite uma recuperação mais rápida, além de melhor resultado estético.

Conheça como funciona e para que serve o exame de Ecodoppler de Carótidas e Vertebrais!

  • Cistoadenoma seroso e mucinoso

São tumores benignos, que podem atingir grandes dimensões, principalmente os mucinosos.

Seu pico de incidência ocorre entre os 20 e 50 anos.

Os cistoadenomas serosos ou mucinosos são cistos que costuma apresentar septos (divisões) e projeções sólidas em seu interior.

Nas ecografias, estes cistos também são similarmente chamados de cistos complexos ou multiloculares.

Os cistoadenomas mucinosos podem apresentar grande quantidade de material gelatinoso em seu interior. Quando eles se implantam na cavidade abdominal, podem causar a produção de grande quantidade de liquido no abdome.

As pacientes acometidas por estes tipos de cistos no ovário não funcionais podem permanecer sem sintomas (assintomáticas) ou apresentar dor abdominal, além de aumento do volume abdominal, irregularidade menstrual e alterações urinárias ou digestivas.

O diagnóstico é realizado por meio de ultrassonografia com dopplerfluxometria (doppler), porque avalia as características e a vascularização do tumor e a dosagem no sangue dos marcadores tumorais, como o CA 125, CA 19.9, alfafetoproteína e da gonadotrofina coriônica humana.

Os tumores benignos não apresentam marcadores tumorais positivos, em geral. Entretanto, é importante saber que várias condições benignas podem aumentar o Ca 125, como diverticulite, infecções pélvicas, endometriose, gravidez, hepatite crônica, cirrose hepática, inflamações da vesícula, etc.

O tratamento dos cistoadenomas serosos ou mucinosos é cirúrgico, com preservação máxima do ovário em mulheres que ainda não tiverem filhos.

Indica-se a remoção dos ovários quando esses cistos aparecerem após a menopausa.

Leia também: Futuras mamães: tirem as suas principais dúvidas sobre gravidez e coronavírus

tipos de cistos
  • Cisto endometriótico ou endometrioma

Esses tipos de cistos ovarianos não funcionais ocorrem na endometriose, quando células do endométrio, o tecido que reveste o útero internamente descamam com a menstruação, desprendem-se e se implantam nos ovários, formando cistos com conteúdo espesso, hemorrágico.

Veja o artigo, com vídeo, sobre a endometriose, a fim de saber mais.

Os cistos endometrióticos são a principal causa de dor em baixo ventre, relacionada à menstruação. Essa dor  costuma piorar com o tempo, e causam dor também nas relações sexuais.

Os cistos endometrióticos são mais comuns em pacientes jovens.

Os cistos endometrióticos são apenas uma manifestação da endometriose, uma doença complexa, porque pode comprometer intestino, trato urinário, vagina, ligamentos e, ainda, causar aderências e infertilidade.

Os cistos endometrióticos são diagnosticados por meio da ultrassonografia transvaginal, onde observamos cistos com conteúdo espesso, por meio de exame laboratorial, que mostrará a dosagem do CA 125, que estará aumentada.

A laparoscopia é realizada para diagnóstico e tratamento, onde são retirados os cistos, removidos os focos de endometriose em outros órgãos e as aderências.

Tipos de Cistos no Ovário Funcionais ou Benignos

Os cistos de ovário mais comuns são chamados de cistos funcionais, que são benignos. Eles são menos preocupantes, já que estão relacionados à ovulação e costumam regredir espontaneamente.

Leia também: Autoexame das mamas: por que e como fazer

Os principais tipos de cistos no ovário funcionais são categorizados como:

Cistos foliculares

Ocorrem quando o folículo, que é um pequeno cisto com o óvulo em seu interior, não se rompe durante o processo de ovulação e acumula líquido em seu interior.

Geralmente medem entre 3 cm a 6 cm e desaparecem espontaneamente, pois estão relacionados ao ciclo menstrual.

Normalmente, não causam sintomas, a não ser quando maiores que 6 cm, já que nessa situação podem se romper, causando dor abdominal.

Na ultrassonografia aparecem como uma bolinha preta, homogênea, com conteúdo apenas líquido.

Cistos de corpo lúteo

São aqueles que ocorrem após a ovulação e produzem progesterona, um hormônio que prepara o útero para receber o embrião.

Geralmente são assintomáticos, a não ser quando maiores que 5 cm, quando, por causa de seu volume, podem causar dor no baixo ventre.

Os cistos de corpo lúteo costumam apresentar regressão espontânea em até 3 semanas.

Na ultrassonografia com doppler fluxometria, esse tipo de cisto ovariano apresenta um aspecto muito característico, que é a presença de artérias formando um anel em volta do cisto.

Cistos hemorrágicos

É o cisto de corpo lúteo em que ocorreu um pequeno sangramento em seu interior. Na grande maioria das vezes, não é necessária intervenção, já que também costumam regredir espontaneamente. Além disso, podem causar uma dor discreta no baixo ventre, do lado afetado.

Igualmente, quando maiores que 6 cm, podem vir a se romper, derramando líquido na cavidade abdominal, o que pode causar dor intensa.

Na ultrassonografia, o cisto hemorrágico apresenta conteúdo espesso, com um aspecto de teia de aranha em seu interior.

Leia também: O que a ecografia transvaginal pode diagnosticar?

Resumo

Assim, podemos guardar algumas dicas importantes da parte 2 desta série de artigos sobre os ovários:

  • A grande maioria dos cistos não funcionais nas mulheres de 20 a 40 anos são benignos, já após a menopausa 30% são malignos.
  • Os tumores benignos geralmente são assintomáticos, mas podem causar dor abdominal, irregularidade menstrual, e quando maiores que 6 cm, aumenta o risco de ruptura ou torção.
Tipos de Cistos no Ovário Não Funcionais
  • Apenas 2% dos cistos constituídos só de liquido e sem divisões (uniloculares) são malignos, ao passo que quando apresentam parte sólida, septos grossos, e multiloculares aumenta a chance de malignidade, que vai para 43%.
  • O diagnóstico é feito com a ultrassonografia com dopplerfluxometria e dosagem de marcadores tumorais no sangue.
  • A cirurgia dos tumores benignos vai depender:
  1. Do tamanho do tumor,
  2. Das células presentes,
  3. Da idade da paciente e
  4.  Se já teve filhos ou não.

Leia também: Cartão Conviver: como solicitar e vantagens de aderir

Prefere saber mais sobre cistos não funcionais de ovário em vídeo? Assista o vídeo que a Dra. Nubia, da Clínica Viver preparou para você:

No próximo artigo, falaremos do câncer de ovário. Clique, a fim de acessá-lo.

A Clínica Viver

Nós, da Clínica Viver de Brasília, consideramos que, acima de tudo, a informação é sua melhor companheira na busca por uma vida saudável.

Estamos sempre à disposição para responder suas dúvidas, ainda que você não esteja em Brasília.

Oferecemos, igualmente, vídeos com informações importantes em nosso canal de saúde, no Youtube.

Se você está em Brasília, estamos sua disposição. Será um prazer cuidar da sua saúde.

A Clínica Viver de Imagens Médicas, em Brasília, tem os mais modernos aparelhos de ultrassonografia, mamografia digital e densitometria óssea. Igualmente, realizamos punções de tireoide e mama, além de biópsias.

Além disso, temos profissionais experientes e preparados para consultas nas especialidades de Endocrinologia, Ginecologia, Obstetrícia e Mastologia, a fim de cuidar de seus exames e da sua saúde.

Ligue para a Viver. Conseguimos agendar sua consulta e/ou exame até para o mesmo dia.

Saiba Mais

Gostou de saber mais sobre cisto não funcional no ovário? Leia, igualmente, as partes 1 e 3 da série sobre problemas no ovário que está disponível no blog. Comente, pergunte e, acima de tudo, participe das nossas discussões a fim de aprimorarmos nossas informações.

Aguardamos e agradecemos sua participação.

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Ultrassom Transvaginal: o que é e como é feito?

O Ultrassom Transvaginal ou ecografia é um exame de imagem gerado a partir do “eco” nos órgãos, produzido pelas ondas sonoras características do procedimento. Por meio da ultrassonografia transvaginal é possível realizar o diagnóstico de diversas doenças ginecológicas como: ovários policísticos, endometriose , miomas , e tumores benignos e malignos .

Além disso, trata-se de um exame muito utilizado tanto para confirmar a gravidez, quanto para checar seus diferentes desenvolvimentos. 

Acompanhe o artigo para descobrir mais sobre o exame. 

O que é ultrassom transvaginal e como funciona?

O ultrassom transvaginal é um exame de diagnóstico comumente solicitado pelos ginecologistas, uma vez que é indolor e gera resultados preciosos sobre a região uterina da mulher.

Então, se você é mulher e tem por hábito cuidar da sua saúde preventivamente, certamente irá realizar o procedimento várias vezes ao longo da vida. Nesse sentido, acompanhe o artigo e tire suas dúvidas sobre a ultrassonografia transvaginal.

Com o auxílio de uma sonda introduzida no canal vaginal, imagens são geradas por meio de ondas sonoras emitidas dentro do corpo da mulher. 

Toda a imagem gerada pode ser vista pelo ginecologista imediatamente em um monitor conectado ao aparelho. 

transvaginal

O que o Ultrassom Transvaginal irá analisar? 

O Ultrassom Transvaginal analisa a anatomia dos órgãos reprodutores femininos ovários, útero e colo do útero. Esse exame é baseado na emissão de ondas sonoras a partir de um transdutor que é inserido na cavidade vaginal da mulher. É um exame rápido e indolor.

Leia também:

Entenda como é feita a ecografia transvaginal para pesquisa de endometriose

Quando o exame é recomendado? 

Não há fatores de risco conhecidos associados à ultrassonografia transvaginal. A realização do ultrassom em mulheres grávidas também é segura, tanto para a mãe quanto para o feto. Isso ocorre porque nenhuma radiação é usada nesse tipo de exame.

Quando o transdutor é inserido na vagina, você irá sentir uma pressão e, em alguns casos, desconforto. O desconforto deve ser mínimo e desaparece quando o procedimento for concluído.

Recomenda-se, portanto, esse exame:

Mediante aparecimento de sintomas

O ultrassom Transvaginal pode ser recomendada mediante a aparição de sintomas reportados pela própria mulher; a ocorrência dedores no pé da barriga”, sangramentos irregulares, cólicas muito intensas , suspeita de gravidez, dentre outros. 

Leia mais: Quais as doenças que podem causar dor em baixo ventre em mulheres?

Check-up

Esse exame também é utilizado como forma preventiva e é comum que seja requisitado em check-ups. Isso acontece devido ao alto grau de detalhamento que ele pode fornecer, permitindo que condições silenciosas (assintomáticas) sejam diagnosticadas o mais rápido possível. 

Leia também: Que médico procurar para um check-up?

Mulheres na menopausa

Devido a extensa lista de alterações que ocorrem no corpo decorrentes da diminuição de produção dos hormônios reprodutivos femininos progesterona e estrogênio, a ultrassonografia transvaginal se torna uma grande aliada para garantir que a saúde da mulher esteja em dia. 

Leia mais:

Check-up na menopausa: 6 exames que não podem faltar

O exame não só diagnostica uma série de doenças, como também avalia a situação geral dos órgãos reprodutores, auxiliando na avaliação de processos como a reposição hormonal, por exemplo. 

Mulheres com DIU

Recomenda-se que mulheres que tenha um DIU (Dispositivo intrauterino) realizem o exame de ultrassom transvaginal logo após o procedimento,  e  cerca de seis meses após a colocação para verificar o posicionamento na cavidade uterina. Depois disso, a checagem desse dispositivo não precisa ser tão constante a não ser que se observem sintomas que possam apontar para um possível deslocamento.

Mulheres em tratamento de fertilização

Por meio do procedimento, realizado de dois em dois dias durante o período de estimulação ovariana, o médico poderá analisar a efetividade das medidas tomadas e identificar o melhor momento para a fertilização. 

Ultrassom Transvaginal na gravidez: é recomendado?

Sim; o exame é muito utilizado não só na ginecologia, como também na obstetrícia, sendo o principal exame para acompanhar o desenvolvimento do feto

A Ultrassonografia Obstétrica Transvaginal do 1° Trimestre, por exemplo, é um exame muito importante para a avaliação do embrião em seus primeiros estágios de desenvolvimento. Por meio dele, é possível medir o comprimento do embrião, os batimentos cardíacos fetais, a placenta e o saco gestacional. Neste exame pode ser avaliada a prega ou translucência nucal, cujo espessamento pode indicar aumento de risco para Síndrome de Down e cardiopatias congênitas.

Saiba mais sobre a Ecografia Obstétrica Transvaginal do 1° Trimestre clicando aqui.

Pelo procedimento também é possível confirmar a gravidez, caso exista a suspeita. 

A ultrassonografia transvaginal pode machucar o bebê? 

Não, pode ficar tranquila! O transdutor não chega até a cavidade uterina, deixando o bebê bem protegido. 

Quando a Ultrassonografia Transvaginal não é recomendada? 

As contraindicações do procedimento são muito escassas; ele é um procedimento seguro,  que não apresenta risco de radiação, não costuma ser acompanhado de dor e não irá interferir de forma potencialmente perigosa com nenhum órgão ou a saúde da mulher. 

Porém, por ser um exame de introdução na cavidade vaginal, não costuma ser recomendado para pacientes virgens. 

Como é feito o Ultrassom Transvaginal? 

Com a paciente deitada em uma cadeira ginecológica, com os joelhos dobrados e pernas abertas, o médico introduzirá o transdutor ou sonda do ultrassom no canal vaginal. Esse aparelho é um tubo, envolto em um preservativo e embebido com lubrificante para facilitar a entrada. 

Com o transdutor bem posicionado, o médico poderá realizar pequenos movimentos para a melhor captação das imagens. Auxiliado de um computador que traduzirá os ecos em imagens, ele realizará a medição dos órgãos reprodutores, bem como de possíveis cistos que possa encontrar para auxiliar no processo de diagnóstico. 

Quanto tempo dura? 

O exame é muito rápido, durando, em sua totalidade, entre 15 e 20 minutos para ser realizado. Os resultados também são rápidos e costumam ser entregues no mesmo dia, poucos minutos depois da realização do exame. 

Como me preparar? 

A ultrassonografia transvaginal não requer nenhuma preparação prévia, apenas a ida da paciente ao laboratório de imagem. Esse exame também não prevê a administração prévia de nenhum medicamento para a sua realização. 

Geralmente, não se recomenda a ecografia transvaginal durante o período menstrual, a não ser que seja por uma recomendação médica específica. 

A ecografia transvaginal dói? 

O procedimento costuma ser indolor, podendo gerar um certo incômodo para algumas mulheres. A ocorrência de dor intensa durante o procedimento é rara e indica a ocorrência de alguma anomalia que deve resultar na interrupção imediata do exame para averiguação das causas. 

Quais doenças a ultrassonografia transvaginal poderá diagnosticar? 

Devido ao seu alto nível de detalhamento e capacidade de análise, a ultrassonografia é capaz de detectar a maior parte dos distúrbios ginecológicos que possa acometer a mulher

Podemos destacar: cistos ovarianos , pólipos uterinos,  infecções, gravidez ectópica (gravidez nas trompas), ovários policísticos, endometriose, mioma uterino e câncer do endométrio, que é a camada que reveste o útero internamente. 

Muitas dessas condições podem passar despercebidas no dia a dia por apresentarem sintomas muito leves em seus primeiros estágios, como é o caso do câncer  de endométrio. Por essa razão é essencial que não deixe de fazer parte da bateria de exames anuais (check-up). 

O que achou do artigo? Ficou alguma dúvida? Nós da Clínica Viver queremos te ajudar a estar 100% saudável sempre! 

Para colocar seu check-up em dia ou agendar a sua ultrassonografia transvaginal, clique aqui e conte conosco no seu diagnóstico!

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7 fatores de risco para o câncer de próstata

O câncer de próstata é o segundo tipo mais comum no Brasil, atrás apenas do câncer de pele. Estima-se que 1 em cada 6 homens desenvolverá a doença, que é responsável por cerca de 14 mil óbitos todos os anos.

O diagnóstico precoce é o fator mais decisivo para a cura. Por isso, conhecer os fatores de risco para o câncer de próstata é algo sempre importante, já que quando a doença é identificada em estágios iniciais, as chances de cura passam de 90%. 

O diagnóstico precoce está diretamente ligado à realização regular de consultas e exames, os quais podem ser antecipados de acordo com os fatores de risco. 

Neste artigo você confere uma lista com esses fatores que pedem mais atenção. 

Os fatores de risco para o câncer de próstata

Fatores de risco são definidos como predisposições, isto é, cenários mais propícios para o desenvolvimento da doença.

É importante lembrar que o câncer de próstata é uma doença multifatorial, cujas causas ainda não foram completamente compreendidas pela medicina, apesar dos avanços. 

Assim, caso você apresente um ou mais fatores de risco listados abaixo, não significa que você necessariamente irá desenvolver a doença. Significa apenas que, devido à maior predisposição, recomenda-se mais atenção e cuidado com sua prevenção. 

O acompanhamento médico e a realização dos exames de rotina são os cuidados mais importantes, já que muitas doenças, como o câncer de próstata, são silenciosas em seu início e podem ser tratadas com maior eficiência se forem descobertas mais cedo.

A seguir, vamos ver os principais fatores de risco conhecidos.

Idade

As mutações que levam à reprodução desordenada de células, que caracteriza o câncer de maneira geral, muito frequentemente estão relacionadas ao envelhecimento e às mudanças que o organismo enfrenta durante esse período.  

Não é diferente para o câncer de próstata, em que aproximadamente 75% dos casos são diagnosticados em homens com mais de 65 anos, segundo o INCA

A correlação é tão forte que instituições de saúde como a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomendam a realização de exames anuais de rotina (PSA e exame de toque retal) para a prevenção do câncer de próstata já a partir dos 50 anos.

Leia mais: 

Diagnóstico de câncer de próstata: principais exames

Hereditariedade

Estatisticamente, o câncer de próstata de caráter hereditário compreende uma parcela pequena de casos, ficando entre 5-10% do total de ocorrências. 

Porém, apesar de ser mais raro, os números também mostram que as chances de desenvolver a doença são maiores em caso o pai ou algum irmão tenha apresentado a doença. E esse risco aumenta caso haja mais casos na família. 

Ainda é necessário observar a idade de diagnóstico dos casos de câncer de próstata da família. Diagnósticos feitos antes dos 60 anos aumentam ainda mais a possibilidade de desenvolvimento de câncer de próstata pelo paciente. 

Em casos assim, geralmente recomenda-se a realização precoce dos exames de rastreio anuais, iniciando-os aos 45 anos, em vez dos 50. 

Raça 

Estudos mostram uma maior propensão ao desenvolvimento de câncer de próstata em homens com ascendência africana e caribenha

Ainda que a medicina ainda não consiga explicar com clareza as razões para esses dados, estima-se que o risco de câncer de próstata para homens negros seja 2 a 3 vezes maior, se comparado ao restante da população masculina. 

Por isso, as recomendações de consultas e exames regulares são essenciais para garantir a melhor adequação a cada caso.

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Ecografia de próstata

Mutações genéticas

Podendo ser hereditárias ou não, as mutações genéticas, especialmente em genes como o  BRCA2, estão associadas a uma maior propensão ao desenvolvimento do câncer de próstata. 

O sequenciamento genético é um exame geralmente recomendado para pessoas com histórico próximo de câncer de próstata familiar e funciona como uma medida de vigilância. 

É importante lembrar que, muitas vezes, mesmo apresentando alterações nesses genes, estamos falando de predisposição e não da certeza de que o paciente irá desenvolver o câncer. 

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Alimentação 

A relação entre o câncer de próstata e a alimentação ainda é inconclusiva.

Porém, observou-se em alguns estudos que o consumo, em grande quantidades, de carne, leite e gorduras estaria associado a uma predisposição maior para a doença.

Em contrapartida, uma alimentação rica em legumes, frutas, grãos, vitaminas (A, D e E) e alguns minerais como o selênio, estaria relacionada a um efeito protetor em relação ao câncer de próstata. 

Apesar de não se poder dizer com certeza que a alimentação é um fator decisivo no desenvolvimento do câncer de próstata, pode-se dizer que a adoção de uma dieta mais saudável ajuda o organismo não só a prevenir o câncer, como também outras doenças. 

Por essa razão, recomenda-se uma boa alimentação como medida preventiva contra o câncer de próstata.

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Obesidade 

A obesidade é uma doença que pode agir desencadeando diversas condições de saúde ou no agravamento de condições já existentes. 

Estudos mostram que pacientes obesos ficaram mais propensos a desenvolver quadros de câncer de próstata mais agressivos, e as razões para isso, apesar de não serem completamente claras para a medicina, podem estar fortemente associadas aos danos que a obesidade causa ao corpo. 

A manutenção de um peso saudável auxilia na manutenção da saúde de modo geral e atua na prevenção de diversas outras condições de saúde, como doenças cardiovasculares, respiratórias, circulatórias e motoras. 

Pelos seus diversos benefícios à saúde em geral, médicos recomendam a vigilância em relação ao peso como uma medida preventiva ao câncer de próstata. Isso pode ser feito com a adoção de uma dieta balanceada e uma rotina regular de exercícios. 

Tabagismo e consumo de álcool 

Ainda que não estejam diretamente ligados ao desenvolvimento do câncer de próstata, estudos mostram que pacientes com câncer de próstata que fumam apresentam taxas de mortalidade mais altas que pacientes que não fumam. 

O consumo excessivo de álcool também foi associado a maior predisposição para desenvolver a doença e a graus mais elevados de malignidade. 

Mesmo que ainda não haja uma comprovação científica da ligação do câncer de próstata com esses dois hábitos, é bastante conhecida a relação do excesso de álcool e fumo com diversas outras doenças.

Fatores de risco pedem mais cuidado

Agora que você já conhece os principais fatores de risco para o câncer de próstata, saiba que a função mais importante desse tipo de alerta é conscientizar o paciente para uma rotina de cuidados. E os principais são as consultas e exames regulares.

Como vimos neste texto, o câncer de próstata tem uma alta possibilidade de cura, caso seja descoberto em estágios iniciais. Ao mesmo tempo, torna-se uma doença muito difícil de tratar em fases mais avançadas.

Você identificou algum fator de risco para você na nossa lista? Está em dia com sua prevenção? Se estiver em Brasília, agende seus exames conosco

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Há 14 anos a Clínica Viver é uma referência em Brasília em exames de imagem. Nós trabalhamos para unir tecnologia e atendimento humanizado. Nossos profissionais, sempre em constante capacitação, realizam um trabalho baseado em ética, valorização e respeito ao paciente.

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Novembro Azul: a prevenção começa pelo check-up em dia

O mês de novembro chegou e, com ele, reflexões importantes sobre a saúde masculina. Trata-se do Novembro Azul, o movimento de conscientização sobre as doenças que acometem os homens, com foco na prevenção e no diagnóstico precoce, especialmente do câncer de próstata. 

E essa causa não poderia ser mais necessária. O câncer de próstata atinge 1 em cada 6 homens, sendo responsável por cerca de 14 mil óbitos por ano, apenas no Brasil, segundo dados do INCA.

Esses números, sem dúvida, poderiam ser menores: apesar de ser uma doença grave, o câncer de próstata costuma evoluir de forma lenta e apresenta um prognóstico de recuperação que fica em torno de 90%, se diagnosticado precocemente. 

E o mesmo vale para outras doenças: quanto mais cedo o diagnóstico, mais rápido e eficiente se torna o tratamento. 

Neste artigo, você vai aprender os cuidados que precisa ter para se prevenir e quais exames precisa fazer para se proteger do câncer de próstata e de várias outras doenças.

Siga por aqui!

Exames para diagnóstico de câncer de próstata

Assista ao vídeo a seguir para conhecer os principais exames com uma informação detalhada da Dra. Nubia, médica radiologista da Clínica Viver.

PSA 

É um exame de sangue, que avalia os níveis da proteína PSA (antígeno prostático específico) no organismo. Um resultado alterado desse exame pode indicar alterações no tamanho e nas condições da próstata e, ainda que não confirme ou negue a presença de alguma doença específica, indica a necessidade de uma melhor investigação

Algumas condições associadas a alterações no PSA são: inflamações da próstata (prostatite), aumento da próstata (hiperplasia) e o próprio câncer de próstata

Os valores de PSA considerados normais costumam ficar abaixo de 4 ng/ml. Contudo, estima-se que cerca de 15% de casos de câncer de próstata aconteçam sem qualquer alteração no PSA.

Por essa razão, realizar apenas o exame de PSA não garante um diagnóstico definitivo sobre a condição de saúde do paciente, e é então que o médico urologista pode sugerir a complementação com o exame do toque retal.

Exame do toque retal

O exame do toque retal permite ao médico acessar e avaliar a próstata de maneira direta, através da inserção de um dedo pela via retal do paciente. Por meio desse procedimento, o urologista é capaz de avaliar a consistência, tamanho e textura da próstata, podendo palpar e classificar eventuais nódulos encontrados. 

A identificação de um nódulo potencialmente maligno deverá ser investigada através da biópsia de uma pequena parte do tecido prostático, com posterior análise em laboratório para a confirmação diagnóstica. 

O procedimento é muito rápido (cerca de 10 segundos) e, apesar de poder causar certo desconforto, costuma ser indolor. Ele pode também ser realizado com sedação,  com um anestesista presente na sala. 

Apesar dos diversos avanços tecnológicos na área médica, o exame do toque continua sendo um método essencial e importantíssimo, não só para investigação de alterações na próstata, mas também para o diagnóstico de outros problemas, como fissuras anais, hemorróidas e alterações urinárias.

Ainda não há recomendação para a substituição do exame de toque retal por nenhum outro exame, especialmente para o diagnóstico do câncer de próstata.

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Doenças comuns entre os homens e como evitá-las

Ecografia de próstata 

A ecografia ou ultrassonografia da próstata é um exame de imagem capaz de avaliar o volume da próstata, da bexiga e das vesículas seminais. Ele é feito com o auxílio do ecógrafo e pode ser realizado tanto por via abdominal quanto transretal. 

A duração do exame é de cerca de 15 minutos, e a ecografia fornecerá imagens detalhadas sobre as estruturas avaliadas, sem que o paciente precise ser submetido a qualquer tipo de radiação, podendo ser realizado em qualquer idade

A ecografia de próstata (especialmente em sua modalidade transretal) é capaz de identificar nódulos de maneira eficiente, classificando-os como malignos ou benignos de acordo com suas características ecográficas. 

Para a realização do exame, existe a possibilidade de sedação parcial do paciente, tornando a experiência completamente indolor. 

No nosso blog você encontra um conteúdo completo e específico sobre o exame de ecografia da próstata. Você pode acessá-lo aqui.

Outros exames importantes

Além de garantir a saúde da próstata, o homem também precisa estar em dia com outros exames para ficar realmente saudável.

Veja alguns muito importantes:

  • Colonoscopia, para investigação de câncer de reto e do intestino.
  • Check-up cardiológico, com realização de eletrocardiograma, ecocardiograma, medida da pressão arterial, teste ergométrico, dentre outros.
  • Teste de glicemia, para investigação de diabetes.
  • Exames periódicos para ISTs (infecções sexualmente transmissíveis).
  • Avaliação do peso e do diâmetro abdominal.
  • Avaliação da gordura androide e do tecido visceral adiposo, que é aquele  que fica entre as vísceras e aumenta o risco de diabetes, doenças coronárias e AVC. O exame padrao ouro é a densitometria de corpo inteiro para avalição de massa corporal .
  • Ecodoppler de carótidas e vertebrais,  que pode identificar precocemente placas de gordura nas principais artérias que irrigam o cérebro,  e também é marcador para doença  coronária . 
  • Check-up oftalmológico.

Cada paciente tem seu histórico e suas predisposições a determinadas condições de saúde. E sua frequência regular aos retornos médicos é que dará ao profissional que o acompanha condições de indicar quais e com que frequência realizar cada exame. 

Como se prevenir diariamente?

A Ciência já sabe que a adoção de uma dieta rica em frutas, legumes e grãos, a redução do consumo de gorduras e o consumo regular de vitaminas (A,E,D) auxiliam na prevenção ao câncer de próstata.

Particularmente o consumo dos chamados vegetais crucíferos, como brócolis, couve, rúcula, repolho, dentre outros, tem um efeito direto na prevenção do câncer de próstata, devido à ação da substância indole-3-carbinol presente nesse grupo de alimentos. 

Além disso, níveis elevados de gordura corporal estão associados a maior risco de câncer de próstata. Sendo assim, a adoção de hábitos saudáveis e a prática de atividades torna-se fundamental para se prevenir.

A indicação da Organização Mundial da Saúde é de, ao menos, 150 minutos de atividades físicas por semana. Com um pouco de organização, você consegue tirar 30 minutinhos, 5 vezes por semana!

Outra medida recomendada é diminuir o consumo de bebidas alcoólicas e de cigarros, e isso não só com relação ao câncer de próstata, mas para sua saúde como um todo.

Novembro Azul

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Diagnóstico de Câncer de Próstata – Principais Exames

Quando realizar o check-up preventivo?

De maneira geral, Instituições de Saúde dedicadas ao combate de câncer de próstata, como a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomendam que o check-up preventivo deva ser realizado anualmente por homens a partir dos 50 anos de idade

Para homens com histórico próximo de câncer na família (irmãos, pais, avós), a recomendação para o início dos exames é aos 45 anos

Contudo, converse com seu urologista para tirar suas dúvidas sobre a frequência ideal no seu caso específico. Esta é sempre a melhor conduta em relação a isso.

Onde realizar o check-up preventivo?

A escolha do profissional e do local onde você será avaliado pode influenciar diretamente nas opções de investigação e na eficiência dos resultados e procedimentos diagnósticos. Esteja atento para escolher locais que ofereçam boa estrutura, equipamentos modernos e profissionais qualificados. 

Há 14 anos a Clínica Viver trabalha para unir tecnologia e atendimento humanizado. Nossos profissionais, sempre em constante capacitação, mantêm um trabalho baseado em ética, valorização e respeito ao paciente. Investimos constantemente para ter equipamentos de ponta para sermos reconhecidos como referência em qualidade e confiança em diagnósticos.

Se você está em Brasília, agende online seus exames e faça seu check up geral de saúde conosco. 

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Para facilitar o acesso aos pacientes, a Clínica Viver disponibiliza o Cartão Conviver para facilitar ainda mais os pagamentos de exames realizados na clínica, com descontos exclusivos e especiais.

Ovários Micropolicísticos: o que é, sintomas e tratamento

A Síndrome dos Ovários Micropolicísticos ou policísticos, também chamada de SOP, é responsável por 30 a 40% dos casos de infertilidade, pela grande maioria dos casos de amenorreia, que é a ausência de menstruação, e pelos ciclos menstruais irregulares.

Além disso, esta síndrome responde por cerca de 80% dos casos de aumento de pelos na face, seios e queixo das mulheres, o hirsutismo.

Acompanhe esse artigo que preparamos para você sobre o assunto!

Diferença entre ovários micropolicísticos, policísticos e a Síndrome dos Ovários policísticos (SOP)

Uma confusão comum entre as mulheres é entender a diferença entre ter ovários policísticos e ter sido diagnosticada com a síndrome do ovário policístico (SOP).

Ovários policísticos se referem a uma imagem de ultrassom dos ovários que parecem ser policísticos (ovários contendo alta densidade de folículos parcialmente maduros).

A SOP é uma condição metabólica que pode ou não vir com ovários policísticos. Na verdade, para ser diagnosticada com SOP, uma mulher precisa ter 2 dos seguintes itens:

  1. Ovários policísticos aparecem na ultrassonografia.
  2. Períodos menstruais irregulares.
  3. Aumento do hormônio masculino no exame de sangue ou sintomas associados, como crescimento de pelos ou acne.

Portanto, se uma mulher tem período menstrual irregular e hormônio masculino acima do normal, ela pode ter SOP sem que seus ovários sejam micropolicísticos.

O que é a Síndrome dos Ovários policísticos? 

É uma doença que se caracteriza pelo aumento dos hormônios masculinos nas mulheres, principalmente da testosterona e da androstenidiona. Estes hormônios, na síndrome,  produzidos principalmente nos ovários, sob comando da hipófise.

Por isso, como os pequenos folículos não se desenvolvem, a ovulação não ocorre. Formam-se vários pequenos cistos na periferia dos ovários, que dão um aspecto bem característico nas ultrassonografias.

Síndrome do Ovários Micropolicísticos

Calcula-se que este problema atinja entre 7 e 8% da população feminina em fase fértil.

Sintomas da Síndrome dos Ovários Micropolicísticos (SOP)

Sem ovulação, a menstruação ou não ocorre ou fica extremamente irregular. Por isso, e pelas diversas condições que acompanham a síndrome, a SOP demanda tratamento.

São problemas comuns, relacionados à Síndrome dos Ovários Micropolicísticos:

  • A redução na frequência das menstruações, que normalmente passa a ocorrer em intervalos maiores que 35 dias, que chamamos de oligomenorreia.
  • Hemorragias também são comuns nessa situação.
  • O hirsutismo, aumento nos pelos na face, seios, queixo , tórax e abdome, é bastante comum na SOP.
  • Casos de acne,  seborreia, alopecia (queda de cabelos) principalmente nas áreas frontal e temporal.
  • A infertilidade é outra queixa bastante frequente nas pacientes com Síndrome dos Ovários Micropolicísticos, visto que resulta da falta de ovulação.
  • Há, também, maior tendência ao abortamento precoce em comparação com a população em geral.
  • A Síndrome dos Ovários Micropolicísticos também produz complicações nas gravidezes, como diabetes gestacional, pré-eclâmpsia e partos prematuros.
  • A distribuição da gordura tende a acumular-se na região central do corpo, a gordura androide,  que é a mais prejudicial.
  • Na Síndrome dos Ovários Micropolicísticos ocorre também a resistência à insulina, que faz com que a glicose aumente no sangue, causando obesidade, aumento do colesterol e hipertensão, a chamada Síndrome Metabólica. As pacientes tem também maior risco de desenvolver diabetes tipo 2.
  • As mulheres com esta patologia podem apresentar, ainda, Acantose Nigricans, que são manchas escuras nas axilas, mamas, nuca e face interna .

Diagnóstico da Síndrome dos Ovários policísticos

O diagnóstico é feito por meio de exames clínico, pela análise de histórico descrito pela paciente; de imagem, no caso, ecografias pélvicas ou transvaginais; e exames de laboratório, como pesquisa da dosagem de testosterona, androstenediona, LH e FSH.

É importante salientar que a mera identificação de ovários micropolicísticos nas imagens das ecografias não é suficiente para o diagnóstico da Síndrome dos Ovários Micropolicísticos. Além disso, a paciente deve apresentar também anovulação (ausência de ovulação) ou hiperandrogenismo (excesso de hormônios masculinos), comprovados por exame clínico ou laboratorial.

Veja o video que a Dra Núbia preparou sobre este assunto.

Tratamento para Ovários policísticos (síndrome)

Na definição do tratamento, é importante saber se a paciente deseja ou não a gravidez.

Para as pacientes que não desejam engravidar, utilizam-se anticoncepcionais, preferencialmente os que têm propriedades anti-androgênicas.

Para combater a infertilidade, a primeira escolha é o citrato de clomifeno, visto que é um indutor da ovulação. As gonadotrofinas são alternativamente indicadas nas pacientes que não respondem ao citrato de clomifeno.

O hirsutismo é tratado com espironolactona ou com finasterida, anticoncepcionais anti-androgênicos.

Para os casos de diabetes relacionada à Síndrome dos Ovários Micropolicísticos, por resistência à insulina, utiliza-se a metformina.

Em todos os casos, é muito importante salientar a importância de uma dieta adequada e exercícios físicos, para fins de redução de peso, já que algumas pacientes conseguem retornar a ter uma ovulação normal apenas com a perda de peso.

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