Remissão do diabetes tipo 2: entenda o caso!

O diabetes tipo 2 – desenvolvido por conta de hábitos de vida – tem sido alvo de estudos quanto à possibilidade de poder ser revertido, o que ainda não é um consenso. 

Muitos estudos, no entanto, têm indicado nessa direção. Logo abaixo falaremos sobre alguns pontos importantes sobre isso. Confira!

O que se sabe até hoje sobre remissão do diabetes tipo 2?

O que se sabe até hoje sobre remissão do diabetes tipo 2?

A possibilidade de remissão do diabetes tipo 2 tem sido objeto de estudos e pesquisas ao longo dos anos, com resultados que destacam a influência de intervenções no estilo de vida, na melhoria dos níveis de glicose e na redução dos sintomas da doença. 

A remissão, neste contexto, refere-se à reversão dos sintomas e à normalização dos níveis de glicose, muitas vezes sem a necessidade de medicação contínua.

Alguns pontos relevantes, baseados em estudos científicos e clínicos, incluem:

Estilo de vida saudável

Intervenções significativas no estilo de vida, como mudanças na dieta, aumento da atividade física e perda de peso, têm demonstrado impactos positivos na remissão do diabetes tipo 2, como o trabalho publicado na revista científica The Lancet Regional Health, por pesquisadores da Universidade de Glasgow, na Escócia.

Perda de peso

Estudos têm mostrado que a perda de peso, especialmente quando associada à gordura visceral, está relacionada à melhoria da sensibilidade à insulina e à remissão do diabetes tipo 2.

Restrição calórica

Algumas abordagens dietéticas, incluindo a restrição calórica, têm sido associadas a melhorias nos marcadores do diabetes tipo 2 e à promoção da remissão.

Cirurgia bariátrica

Em casos mais graves, a cirurgia bariátrica tem sido uma opção que não apenas leva à perda significativa de peso, mas também pode resultar na remissão do diabetes tipo 2 em alguns pacientes, conforme alguns estudos.

Tempo no diagnóstico

Estudos indicam que a remissão pode ser mais alcançável em estágios iniciais do diabetes tipo 2, destacando a importância do diagnóstico precoce e intervenção. Em geral, pacientes com menos de 5 anos de diagnóstico têm melhores prognósticos.

Monitoramento e acompanhamento

A remissão muitas vezes requer monitoramento constante, ajustes nas abordagens de tratamento e acompanhamento médico regular para manter os resultados a longo prazo.

É crucial reconhecer que a possibilidade de remissão pode variar de pessoa para pessoa, dependendo de fatores como genética, gravidade da condição e aderência às mudanças no estilo de vida. Além disso, a remissão não implica cura definitiva, e o gerenciamento contínuo é necessário para evitar recorrências.

Como endocrinologistas tratam obesidade?

É possível ter qualidade de vida mesmo com diabetes?

É possível ter qualidade de vida mesmo com diabetes?

É absolutamente possível ter uma qualidade de vida significativa mesmo ao conviver com o diabetes, porém com cuidados importantes, que devem ser seguidos à risca, como:

Alimentação balanceada

Adote uma dieta equilibrada, rica em vegetais, frutas, grãos integrais e proteínas magras. Controle o consumo de carboidratos, monitorando as porções e escolhendo alimentos de baixo índice glicêmico.

Controle do peso

Mantenha um peso saudável por meio de hábitos alimentares adequados e atividade física regular. A perda de peso, quando necessário, pode ter um impacto significativo na gestão do diabetes.

Atividade física regular

Inclua exercícios físicos em sua rotina diária. A atividade física ajuda a controlar os níveis de glicose, melhora a sensibilidade à insulina e promove a saúde cardiovascular.

Monitoramento regular da glicose

Faça o monitoramento regular dos níveis de glicose no sangue. Isso permite ajustes nas medicações e nas escolhas alimentares conforme necessário.

Medicação adequada

Tome os medicamentos prescritos conforme as orientações do médico. É crucial seguir o plano de tratamento para manter os níveis de glicose sob controle.

Acompanhamento médico

Agende consultas regulares com seu médico endocrinologista, para monitorar seu estado de saúde e ajustar o tratamento conforme necessário.

Ao adotar esses cuidados, de maneira consistente, muitas pessoas com diabetes conseguem levar vidas ativas, produtivas e gratificantes. 

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Parte dos cuidados regulares importantes no bom controle do diabetes e suas consequências é a realização de exames de imagem.

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Como Endocrinologistas Tratam Obesidade?

O tratamento da obesidade é uma tarefa bastante desafiadora, que envolve uma abordagem integral, indo desde mudanças de comportamento ao uso de medicamentos, em alguns casos.

Nesse sentido, o médico endocrinologista surge como um importante aliado nesse processo. Mas você sabe como endocrinologistas tratam obesidade? Quais recursos esses profissionais têm à disposição para esse fim?

Logo abaixo você encontra as respostas para essas perguntas e conhece tudo o que esse profissional pode fazer por você. Confira!

Desmistificando o mito da obesidade

A sociedade muitas vezes perpetua a ideia equivocada de que a obesidade é simplesmente uma escolha, uma falta de força de vontade ou resultado de hábitos alimentares inadequados. 

No entanto, essa visão simplista ignora a complexidade da obesidade e os inúmeros fatores que contribuem para sua ocorrência.

É crucial abordar a questão da obesidade com empatia e compreensão, reconhecendo que a batalha contra o peso vai muito além do que é visível aos olhos. Dizer que alguém está obeso porque “quer” simplifica demais uma realidade multifacetada. 

Existem inúmeros fatores, de genética a hábitos aprendidos na família, que induzem ao ganho de peso e que tornam muito desafiador reverter o quadro. 

Além disso, pessoas com obesidade enfrentam mais dificuldade inclusive para realizar atividades físicas, devido à sobrecarga articular em exercícios de impacto – como para realizar corridas – e à menor mobilidade física.

Isso não quer dizer que a força de vontade não seja relevante nesse processo e que pessoas obesas não sejam responsáveis por reverter esse quadro, trata-se apenas de dimensionar essa responsabilidade para não colocar ainda mais pressão sobre pessoas que já enfrentam tantos desafios.

Remissão do diabetes tipo 2: entenda o caso!

Fatores que dificultam a perda de peso

Para exemplificar – com dados concretos – os fatores que dificultam a reversão, por conta própria, de um quadro de obesidade, vamos explorar alguns dos fatores que criam uma forte tendência à obesidade e dificultam o controle do peso.

Genética

A predisposição genética desempenha um papel significativo na susceptibilidade à obesidade. Para algumas pessoas, a carga genética torna mais desafiador manter um peso saudável, independentemente de seus esforços.

Metabolismo individual

O metabolismo varia amplamente de pessoa para pessoa. Algumas pessoas queimam calorias mais lentamente, o que pode tornar o ganho de peso mais fácil e a perda de peso mais desafiadora.

Condições médicas

Algumas condições médicas, como hipotireoidismo, síndrome dos ovários policísticos (SOP), distúrbios hormonais e condições metabólicas, podem contribuir para o aumento de peso.

Fatores ambientais

O ambiente em que vivemos desempenha um papel crucial. A acessibilidade a alimentos processados, a falta de espaços para atividade física e o estresse ambiental podem impactar negativamente os hábitos alimentares e a atividade física.

Fatores sociais e econômicos

Limitações financeiras, falta de acesso a alimentos saudáveis e o impacto do estresse socioeconômico podem influenciar as escolhas alimentares e a capacidade de manter um estilo de vida ativo.

Aspectos psicológicos

Questões emocionais, como estresse, ansiedade, depressão e transtornos alimentares, podem desempenhar um papel significativo na relação com a comida e no controle do peso.

Educação e conhecimento

A falta de educação nutricional e o desconhecimento sobre escolhas alimentares saudáveis podem contribuir para hábitos que levam ao ganho de peso.

Medicamentos

Alguns medicamentos podem causar ganho de peso como efeito colateral, dificultando o controle do peso, mesmo com hábitos saudáveis.

É essencial quebrar o estigma associado à obesidade, reconhecendo que cada jornada é única. Em vez de julgar, ofereçamos apoio, compreensão e recursos para promover hábitos de vida saudáveis. 

A obesidade é uma condição complexa que requer uma abordagem integral do indivíduo, visando não apenas a perda de peso, mas também a promoção do bem-estar integral.

Diabetes tipo 1 e 2: prevenção, sintomas e possíveis complicações!

Como endocrinologistas tratam obesidade?

Os endocrinologistas adotam uma abordagem multifacetada para o tratamento da obesidade, reconhecendo a complexidade da condição e considerando fatores genéticos, metabólicos, comportamentais e ambientais. 

Aqui estão alguns dos recursos comuns utilizados por endocrinologistas no tratamento da obesidade:

Aconselhamento nutricional

Endocrinologistas frequentemente colaboram com nutricionistas para fornecer orientações personalizadas sobre escolhas alimentares saudáveis, porções adequadas e estratégias para modificar hábitos alimentares.

Programas de exercícios

Recomendação de programas de exercícios personalizados para ajudar na perda de peso e melhorar a saúde geral. Isso pode incluir atividades aeróbicas, treinamento de resistência e outras formas de exercício.

Medicamentos antiobesidade

Em alguns casos, endocrinologistas podem prescrever medicamentos específicos que ajudam a controlar o apetite, aumentar a sensação de saciedade ou afetar o metabolismo para auxiliar na perda de peso.

Monitoramento de hormônios

Avaliação e monitoramento de hormônios relacionados ao metabolismo, como a insulina, para entender melhor como esses fatores podem estar contribuindo para a obesidade.

Cirurgia bariátrica

Em situações mais graves e quando outras abordagens não são eficazes, endocrinologistas podem encaminhar pacientes para considerar a cirurgia bariátrica. Essa opção é geralmente reservada para casos de obesidade mórbida.

Avaliação de outras condições

Investigação e tratamento de condições médicas relacionadas, que podem contribuir para o ganho de peso, como distúrbios hormonais ou condições metabólicas.

Aconselhamento comportamental

Apoio psicológico e aconselhamento comportamental para abordar questões emocionais, padrões alimentares não saudáveis e promover a mudança de comportamento.

Acompanhamento regular

Manutenção de acompanhamento regular para monitorar o progresso, ajustar planos de tratamento conforme necessário e fornecer apoio contínuo.

Educação do paciente

Educação contínua sobre a obesidade, seus fatores de risco e estratégias para promover um estilo de vida saudável.

Cada plano de tratamento é adaptado às necessidades individuais do paciente, levando em consideração sua saúde geral, histórico médico e preferências pessoais. O tratamento bem-sucedido da obesidade muitas vezes requer uma abordagem integrada e a colaboração de uma equipe multidisciplinar de profissionais de saúde.

E como parte dos possíveis recursos de tratamento, usados por endocrinologistas, estão os exames de imagem, como ecografias e densitometrias. 

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Diabetes tipo 1 e 2: prevenção, sintomas e possíveis complicações!

O diabetes é uma condição muito conhecida das pessoas, causado por uma dificuldade do organismo em regular os níveis de açúcar no sangue.

O que nem todos sabem é que existem dois tipos de diabetes – um que já nasce com a pessoa e outro desenvolvido ao longo da vida – e que trazem consigo diferentes sintomas, riscos e formas de tratamento.

Neste artigo vamos falar sobre os diabetes tipo 1 e 2, suas formas de prevenção, sintomas e possíveis complicações.

Diferenças entre diabetes tipo 1 e 2

Diferenças entre diabetes tipo 1 e 2

O diabetes mellitus (ou simplesmente diabetes) é uma condição metabólica caracterizada por níveis elevados de glicose no sangue. Existem dois tipos principais de diabetes: tipo 1 e tipo 2. 

Apesar de serem condições semelhantes, existem algumas diferenças entre elas, como causas, idade em que os sintomas têm início, tipos de tratamento e outros aspectos. Vamos iniciar falando das características do diabetes tipo 1:

  • Causa: O diabetes tipo 1 é geralmente causado por uma reação autoimune em que o sistema imunológico ataca e destrói as células beta do pâncreas. Essas células são responsáveis pela produção de insulina.
  • Idade de diagnóstico: Geralmente se manifesta cedo na vida, em crianças, adolescentes ou adultos jovens, embora possa ocorrer em qualquer idade.
  • Produção de Insulina: Nessa condição é produzida pouca ou nenhuma insulina pelo pâncreas, e os pacientes com diabetes tipo 1 dependem totalmente de injeções de insulina para controlar os níveis de glicose.
  • Fatores de Risco: Fatores genéticos e ambientais podem desencadear o diabetes tipo 1, mas não está fortemente associado a fatores de estilo de vida.
  • Tratamento: Insulina é o tratamento essencial. Os pacientes geralmente usam injeções diárias de insulina ou bombas de insulina.

Já o diabetes tipo 2 possui características diferentes, em alguns aspectos, e que devem ser destacadas, como veremos a seguir:

  • Causa: O diabetes tipo 2 está associado à resistência à insulina, onde as células do corpo não respondem eficazmente à insulina. À medida que a doença progride, a produção de insulina pelo pâncreas pode diminuir.
  • Idade de diagnóstico: Geralmente diagnosticado em adultos, mas também pode ocorrer em crianças e adolescentes, especialmente devido ao aumento da obesidade infantil.
  • Produção de insulina: Pode haver uma produção normal ou aumentada de insulina inicialmente, mas a resistência à insulina torna o corpo incapaz de usá-la eficientemente.
  • Fatores de risco: Fatores de risco incluem predisposição genética, obesidade, estilo de vida sedentário, idade avançada e histórico familiar de diabetes tipo 2.
  • Tratamento: O tratamento inicial pode envolver mudanças no estilo de vida, como dieta e exercício. Medicamentos orais e, em alguns casos, insulina, podem ser prescritos conforme a progressão da doença.

Semelhanças

Ambos os tipos de diabetes estão associados a níveis elevados de glicose no sangue, o que pode levar a complicações se não for controlado adequadamente.

Ambos os tipos podem beneficiar-se de uma abordagem de vida saudável, incluindo uma dieta balanceada, exercícios regulares e monitoramento regular da glicose.

É importante lembrar que o diabetes é uma condição séria que requer gerenciamento cuidadoso. O diagnóstico, tratamento e acompanhamento devem ser conduzidos por profissionais de saúde.

>>> Veja também – O que é pré-diabetes? Como prevenir?

Diabetes: como prevenir?

Diabetes: como prevenir?

Existem medidas que podem ajudar na prevenção tanto do diabetes tipo 1 quanto do tipo 2, embora as estratégias de prevenção sejam diferentes para cada tipo.

Diabetes tipo 1

Como o diabetes tipo 1 tem origem basicamente genética – a pessoa já nasce com essa tendência – ainda não há formas de evitar que o problema ocorra. No entanto, alguns estudos têm mostrado a introdução de alimentos sólidos ao bebê após os primeiros 4-6 meses de vida, assim como a amamentação durante pelo menos os primeiros 3-4 meses, pode estar associada a um menor risco de desenvolver diabetes tipo 1 em crianças com predisposição genética.

Diabetes tipo 2

Já a prevenção do diabetes tipo 2 – aquele desenvolvido ao longo da vida – está fortemente ligada a mudanças no estilo de vida. Aqui estão algumas estratégias eficazes:

  • Manter um peso saudável: Manter um peso corporal saudável é crucial. A obesidade é um dos principais fatores de risco para o diabetes tipo 2. A perda de peso pode melhorar a sensibilidade à insulina.
  • Dieta saudável: Adotar uma dieta rica em alimentos integrais, como grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis, pode ajudar a controlar o peso e a manter os níveis de glicose no sangue estáveis.
  • Atividade física regular: A prática regular de atividade física é fundamental. O exercício ajuda a melhorar a sensibilidade à insulina e a controlar o peso. Recomenda-se pelo menos 150 minutos de atividade física por semana.
  • Evitar o tabagismo: O tabagismo está associado a um aumento do risco de diabetes tipo 2. Parar de fumar traz benefícios significativos para a saúde.
  • Moderação no consumo de álcool: O consumo moderado de álcool não costuma trazer problemas, mas o excesso deve ser evitado, pois pode aumentar o risco de diabetes tipo 2.
  • Monitorar a pressão arterial e o colesterol: Controlar a pressão arterial e os níveis de colesterol também é importante para reduzir o risco de complicações relacionadas ao diabetes.
  • Acompanhamento médico regular: Realizar exames de rotina e consultar profissionais de saúde regularmente para monitorar a saúde geral e avaliar os fatores de risco.

Lembre-se de que, embora essas estratégias possam reduzir significativamente o risco, não há garantia de prevenção total. Fatores genéticos também desempenham um papel, e algumas pessoas podem desenvolver diabetes mesmo com um estilo de vida saudável.

A orientação de profissionais de saúde é essencial para adaptar estratégias de prevenção às necessidades individuais.

Como endocrinologistas tratam obesidade?

Quais os sintomas do diabetes tipo 1 e 2?

Quais os sintomas do diabetes tipo 1 e 2?

Os sintomas do diabetes tipo 1 e tipo 2 podem ser semelhantes em alguns casos, mas existem algumas diferenças notáveis. Vamos iniciar explorando os sintomas do diabetes tipo 1, ou seja, aquele no qual a pessoa já nasce com essa condição:

  • Sintomas iniciais: Os sintomas geralmente aparecem rapidamente e de forma mais pronunciada. Sede excessiva (polidipsia). Micção frequente, especialmente à noite (poliúria). Fome extrema (polifagia). Perda de peso inexplicada.
  • Outros sintomas: Fadiga extrema e fraqueza. Mudanças repentinas no humor. Visão embaçada. Infecções frequentes. Feridas que cicatrizam lentamente.
  • Cetose diabética: Em casos avançados, pode ocorrer cetose diabética, que se manifesta por hálito com odor de acetona, náuseas, vômitos e respiração rápida.

Já no caso do diabetes tipo 2, os sintomas são muito semelhantes, mas apresentam algumas diferenças, principalmente o fato dessa condição se desenvolver gradualmente e passar despercebida por um período. Mas também incluem sede excessiva, micção frequente e fome constante.

Também estão presentes sintomas como fadiga, visão turva, infecções frequentes, feridas que cicatrizam lentamente, dormência ou formigamento nas mãos ou nos pés.

É importante observar que muitas pessoas com diabetes tipo 2 podem não apresentar sintomas óbvios no início ou podem atribuir os sintomas a outras condições. Além disso, alguns sintomas, como fadiga e micção frequente, podem ser atribuídos a várias condições de saúde. 

Se houver suspeita de diabetes, com base nos sintomas ou fatores de risco, é essencial procurar avaliação médica para diagnóstico e tratamento adequados. 

O que pode acontecer se não tratar o diabetes?

O que pode acontecer se não tratar o diabetes?

O diabetes é uma condição crônica – ou seja, sem cura – que requer gerenciamento contínuo para manter os níveis de glicose no sangue sob controle. Se não for tratado ou gerenciado adequadamente, pode levar a várias complicações sérias que afetam diferentes partes do corpo. Algumas das complicações possíveis incluem:

Cetoacidose diabética (CAD)

Uma condição potencialmente fatal, que ocorre quando o corpo não pode usar a glicose devido à falta de insulina. Isso leva à quebra de gorduras para obter energia, resultando em altos níveis de cetonas no sangue.

As cetonas são substâncias ácidas que vão desequilibrar o Ph do sangue, ou seja, vão causar um desequilíbrio na composição sanguínea, que se não for tratado pode levar até ao coma e à morte.

Estado hiperosmolar hiperglicêmico

Uma situação de emergência, que envolve níveis extremamente elevados de glicose no sangue, desidratação grave e risco de complicações neurológicas.

Doença cardiovascular

O diabetes aumenta o risco de doenças cardíacas, como doença arterial coronariana, infarto e acidente vascular cerebral (AVC).

Doença renal (nefropatia diabética)

Danos aos rins, que podem levar à insuficiência renal.

Doença ocular (retinopatia diabética)

Lesões nos vasos sanguíneos da retina, que podem levar à perda de visão.

Danos aos nervos (neuropatia diabética)

Danos aos nervos, frequentemente nos pés e pernas, resultando em formigamento, dor e perda de sensação.

Problemas nos pés

Infecções, úlceras e problemas de cicatrização devido à neuropatia e problemas circulatórios.

Complicações bucais e gengivais

Maior risco de infecções na boca e gengivas.

Complicações na gravidez

Riscos aumentados de complicações para a mãe e o feto durante a gravidez. 

Infecções recorrentes

O diabetes pode enfraquecer o sistema imunológico, aumentando o risco de infecções.

Doença hepática não alcoólica esteato-hepatite

Acúmulo de gordura no fígado, podendo levar a inflamação e cicatrizes.

Amputações

Nos casos mais graves de neuropatia e problemas circulatórios, podem ocorrer úlceras nos pés que não cicatrizam adequadamente, aumentando o risco de infecção. Isso, por sua vez, pode levar à necessidade de amputação.

É crucial ressaltar que o tratamento e o gerenciamento eficazes do diabetes podem reduzir significativamente o risco dessas complicações. Monitorar regularmente os níveis de glicose, seguir um plano de tratamento personalizado, adotar um estilo de vida saudável e buscar cuidados médicos regulares são componentes essenciais do manejo bem-sucedido do diabetes. 

A prevenção, o diagnóstico precoce e a intervenção são fundamentais para evitar complicações a longo prazo.

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Fibroadenoma mamário: o que você precisa saber

O fibroadenoma mamário é o tipo de tumor benigno mais comum nas mulheres, representando 70% dos casos de lesões não malignas. Pode ocorrer em mulheres de todas as idades, sendo mais comum entre os 20 e os 30 anos.

A seguir você vai entender o que é um fibroadenoma mamário, quais sintomas ele causa, quando você deve procurar ajuda médica e os melhores tratamentos.

O que é um fibroadenoma mamário?

O que é um fibroadenoma mamário?

Um fibroadenoma é um tipo de tumor benigno – ou seja, não cancerígeno – da mama, que é composto principalmente por tecido glandular e tecido conjuntivo fibroso. Entenda o que é cada um desses tecidos:

Tecido glandular: tecido das glândulas, como as glândulas mamárias, que produzem substâncias como o leite materno. No contexto da mama, o tecido glandular é responsável pela produção de leite.

Tecido conjuntivo fibroso: tipo de tecido que fornece suporte e estrutura aos órgãos e tecidos. Ele é composto por fibras de colágeno e tem uma textura mais densa e resistente. No caso do fibroadenoma, ele compõe a parte mais firme do tumor.

Os fibroadenomas são os tipos de tumores benignos mais comuns nas mamas, especialmente em mulheres jovens, mas que podem surgir em qualquer idade. 

Geralmente são pequenos, mas podem variar em tamanho. A consistência pode ser firme e borrachuda, e eles são frequentemente móveis, o que significa que podem ser deslocados sob a pele.

fibroadenoma mamário

Em exames de mamografia e ecografia, geralmente aparecem como massas bem definidas e arredondadas. 

Como endocrinologistas tratam obesidade?

Quais os sintomas do fibroadenoma mamário? Como identificar?

Quais os sintomas? Como identificar?

Fibroadenomas mamários possuem características bem específicas, sendo que seus principais sintomas e características são:

Nódulo ou caroço

O sintoma mais comum é a presença de um nódulo ou caroço, que pode ser sentido ao tocar a mama. Geralmente, esses nódulos são bem definidos, móveis e têm uma consistência firme. Eles são frequentemente descritos como “bolas de borracha.”

Tamanho variável

Os fibroadenomas podem variar em tamanho, desde alguns milímetros até vários centímetros. Além disso, geralmente crescem lentamente.

Indolor

A maioria dos fibroadenomas é indolor, embora ocasionalmente possa haver algum desconforto associado a eles, principalmente se forem grandes ou estiverem pressionando outras estruturas. Ou seja, em geral não é o nódulo que dói, mas sua presença que gera sintoma em estruturas próximas.

Mudanças na mama

Em alguns casos, os fibroadenomas podem causar alterações na forma da mama ou na textura da pele que a cobre.

Mobilidade

Os fibroadenomas costumam ser móveis sob a pele. Eles podem ser deslocados quando pressionados suavemente. Esta, inclusive, é uma característica que os diferencia do câncer de mama, que costuma ser fixo, ou seja, não se movem quando tocados.

É importante notar que a presença de um fibroadenoma mamário não está geralmente associada ao câncer de mama. No entanto, qualquer alteração na mama, como um novo nódulo, deve ser avaliada por um profissional de saúde para excluir outras condições e garantir um diagnóstico adequado. 

Quando um fibroadenoma é preocupante?

Quando um fibroadenoma é preocupante?

Em geral, os fibroadenomas mamários são tumores benignos. No entanto, em algumas situações, podem ser considerados preocupantes e exigirem uma atenção especial. 

As razões para preocupação em relação a um fibroadenoma incluem:

Tamanho e crescimento: fibroadenomas que crescem rapidamente ou atingem um tamanho significativo podem causar desconforto ou preocupação, mesmo que sejam benignos. Em casos raros, um fibroadenoma gigante pode distorcer a mama ou comprimir os tecidos circundantes, o que pode afetar a função mamária e a estética.

Mudanças na textura ou dor: se um fibroadenoma, que era indolor, começar a causar dor ou apresentar mudanças significativas na textura, isso pode ser motivo de preocupação e deve ser avaliado por um médico.

Idade: é importante avaliar qualquer nódulo mamário em mulheres de qualquer idade, porém como os fibroadenomas são mais comuns em mulheres jovens, a presença de nódulos em mulheres após os 40 anos é motivo de ainda mais atenção, já que é quando o câncer de mama se torna mais frequente.

História familiar: Mulheres com história familiar de câncer de mama podem ter um risco ligeiramente aumentado de também ter. Portanto, mesmo que um nódulo seja considerado um fibroadenoma, a avaliação cuidadosa é importante.

Outros sintomas: sintomas como secreção do mamilo (especialmente se for sanguinolenta), mudanças na pele da mama, retrações ou ulcerações da pele, devem ser investigados com atenção.

Mudanças nos exames de imagem: em alguns casos, exames de imagem, como a ultrassonografia ou a mamografia, podem mostrar características atípicas que justificam uma avaliação mais aprofundada.

É importante ressaltar que a maioria dos fibroadenomas não é preocupante e não está relacionada ao câncer de mama. No entanto, a avaliação por um médico é fundamental para determinar o diagnóstico correto e tomar decisões apropriadas quanto ao tratamento ou monitoramento. 

Qual o tratamento para fibroadenoma na mama?

Qual o tratamento para fibroadenoma na mama?

O tratamento para fibroadenomas mamários depende de vários fatores, incluindo o tamanho do fibroadenoma, os sintomas que ele causa e as preocupações da paciente. 

A maioria dos fibroadenomas não requer tratamento ativo e pode ser simplesmente observada ao longo do tempo. No entanto, existem várias opções de tratamento disponíveis, conforme necessário:

Observação

Muitas vezes, os fibroadenomas podem ser observados ao longo do tempo, especialmente se forem pequenos, indolores e não causarem preocupações. O médico pode recomendar exames regulares e monitoramento para detectar quaisquer mudanças.

Remoção cirúrgica (cirurgia de excisão)

Se o fibroadenoma for grande, doloroso, crescer rapidamente, causar desconforto ou preocupação significativa, o médico pode recomendar a remoção cirúrgica. A cirurgia de excisão é um procedimento em que o fibroadenoma é removido da mama. A remoção cirúrgica também pode ser realizada para fins diagnósticos para garantir que o nódulo seja, de fato, um fibroadenoma.

Ablação por radiofrequência

Outra opção de tratamento minimamente invasiva para fibroadenomas é a ablação por radiofrequência. Esse procedimento envolve o uso de energia de radiofrequência para destruir o tecido do fibroadenoma, preservando a mama circundante. Pode ser uma alternativa à cirurgia para algumas pacientes.

É importante discutir as opções de tratamento com um médico especializado em saúde mamária (mastologista), que levará em consideração as características do fibroadenoma, as preocupações da paciente e outros fatores clínicos para recomendar a abordagem mais apropriada. 

Biópsia assistida a vácuo

A biópsia assistida à vácuo , ou Mamotomia,  é um tipo de biópsia, em que fragmentos do fibroadenoma são retirados por uma agulha grossa , acoplada a um aparelho que proporciona um mecanismo de sucção através de um corte mínimo na pele , realizado com anestesia local.Além de demonstrar a natureza benigna ou maligna de um nódulo,  ela pode retirar completamente nódulos pequenos, já permitindo o tratamento.  

Vale ressaltar que o tratamento de um fibroadenoma não é uma garantia de que não ocorrerão novos fibroadenomas no futuro. Mulheres que desenvolvem um fibroadenoma também devem continuar fazendo exames de mama regulares para detectar qualquer outra alteração mamária potencialmente preocupante.

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