Imunidade baixa: causas e como fortalecê-la

Causada por uma série de razões, a imunidade baixa pode a pessoa vulnerável a diversos riscos, que vão desde simples resfriados até maior risco de alguns tipos de câncer.

Entender por que isso ocorre, quais os riscos envolvidos e, principalmente, o que fazer para se proteger é algo extremamente importante.

Se você se interessa por esse assunto, este artigo traz todas as informações que você precisa.

Confira!

Quais os riscos da imunidade baixa?

O sistema imunológico é uma rede complexa de células, tecidos e órgãos que trabalham juntos para proteger o corpo contra infecções e doenças. Ele detecta e responde a uma variedade de agentes patogênicos, como vírus, bactérias e parasitas, bem como células do corpo que se tornaram malignas ou anormais. 

O sistema imunológico é dividido em duas partes principais:

Imunidade inata: a primeira linha de defesa e reage rapidamente aos patógenos.

Imunidade adaptativa: desenvolve uma resposta mais específica e duradoura contra os agentes invasores. 

Essas defesas incluem barreiras físicas (como a pele), células especializadas (como leucócitos) e proteínas (como anticorpos), que juntos formam uma rede de proteção para manter o corpo saudável.

Quando essa rede de proteção fica comprometida, pode expor uma pessoa a uma série de riscos à saúde, incluindo:

Infecções frequentes

Pessoas com imunidade baixa são mais suscetíveis a infecções bacterianas, virais, fúngicas e parasitárias. Estas infecções podem ocorrer mais frequentemente, ser mais graves e durar mais tempo do que em pessoas com um sistema imunológico normal.

Complicações de infecções comuns

Infecções rotineiras, como gripes e resfriados, podem evoluir para condições mais graves, como pneumonia ou bronquite. Outras infecções, que normalmente seriam controladas pelo sistema imunológico, podem se tornar oportunidades para o desenvolvimento de doenças mais sérias.

Dificuldade na recuperação de doenças

A baixa imunidade pode retardar o processo de recuperação de doenças, fazendo com que a pessoa fique doente por períodos mais longos. Isso também inclui uma recuperação mais lenta de feridas e cortes.

Maior risco de câncer

Algumas formas de câncer são mais prováveis em pessoas com sistemas imunológicos comprometidos, especialmente aqueles relacionados a infecções virais que não são adequadamente controladas pelo corpo, como o câncer associado ao HPV ou ao vírus Epstein-Barr.

Efeito colateral de tratamentos médicos

Indivíduos com imunidade baixa podem ter uma resposta reduzida a tratamentos médicos, incluindo vacinas e procedimentos cirúrgicos. Eles também são mais suscetíveis a desenvolver reações adversas a medicamentos.

Doenças autoimunes

Em alguns casos, a imunidade baixa pode estar relacionada a distúrbios do sistema imunológico que atacam tecidos saudáveis do corpo, como ocorre em doenças autoimunes.

Estes riscos tornam crucial uma vigilância e cuidado médico regular para pessoas com imunidade baixa, a fim de monitorar e tratar qualquer sinal de doença rapidamente.

Quais as suas causas?

As causas da imunidade baixa podem variar bastante, dependendo de uma série de fatores, incluindo condições médicas, fatores genéticos e até comportamentais. Aqui estão algumas das causas mais comuns:

✅ Condições genéticas – Algumas pessoas nascem com defeitos no sistema imunológico, conhecidos como imunodeficiências primárias. Exemplos incluem a agamaglobulinemia ligada ao X e a imunodeficiência combinada grave (IDCG).

✅ Doenças crônicas – Condições como diabetes, câncer, HIV/Aids e doenças renais crônicas podem comprometer o sistema imunológico.

✅ Desnutrição – A falta de nutrientes essenciais pode afetar a capacidade do corpo de produzir e manter células imunológicas adequadas. 

✅ Envelhecimento – O sistema imunológico tende a se tornar menos eficiente com a idade, um fenômeno conhecido como imunossenescência. Isso aumenta o risco de infecções e de algumas doenças crônicas em idosos.

✅ Medicamentos – Certos medicamentos – como imunossupressores usados para tratar doenças autoimunes ou evitar a rejeição de transplantes – podem reduzir deliberadamente a atividade do sistema imunológico.

✅ Estresse crônico e fadiga – O estresse prolongado pode prejudicar a função imunológica ao alterar a produção de hormônios que afetam a resposta imune. A falta de sono e a fadiga crônica também têm efeitos semelhantes.

✅ Infecções recorrentes – Algumas infecções podem causar danos duradouros ao sistema imunológico, reduzindo sua capacidade de combater novos patógenos.

✅ Exposição a toxinas ambientais – Toxinas, como poluentes, produtos químicos industriais e certos pesticidas podem prejudicar o sistema imunológico.

Identificar a causa específica da baixa imunidade é crucial, pois isso pode ajudar a determinar a melhor maneira de monitorar e gerenciar a saúde, bem como de adotar medidas que melhorem as defesas do organismo, como veremos no próximo tópico.

Como fortalecer a imunidade?

Fortalecer o sistema imunológico envolve uma combinação de práticas saudáveis, que promovem uma função imunológica eficaz e resiliente. Aqui estão algumas estratégias recomendadas:

Alimentação saudável

Consumir uma dieta rica em frutas, verduras, grãos integrais e proteínas magras pode fornecer os nutrientes essenciais que o sistema imunológico precisa para funcionar adequadamente. Nutrientes como vitamina C, vitamina D, zinco e antioxidantes são particularmente importantes.

Exercício físico regular

A atividade física regular pode ajudar a melhorar a circulação, o que facilita a mobilidade das células do sistema imunológico pelo corpo. Recomenda-se pelo menos 150 minutos de exercício moderado por semana.

Manter um peso saudável

Estar acima ou abaixo do peso ideal pode afetar negativamente a imunidade. Manter um peso saudável pode ajudar a otimizar a função do sistema imunológico.

Sono adequado

Dormir o suficiente é crucial para a saúde do sistema imunológico. Adultos devem buscar ter entre 7 a 8 horas de sono por noite, enquanto crianças e adolescentes geralmente precisam de mais.

Hidratação adequada

Manter-se hidratado ajuda a produzir linfa, um fluido vital para transportar células imunológicas e outras substâncias pelo corpo.

Reduzir o estresse

Práticas como meditação, ioga, técnicas de respiração profunda e atividades de lazer podem reduzir o estresse e melhorar a função imunológica.

Evitar o tabagismo e o consumo excessivo de álcool

Fumar e consumir bebidas alcoólicas em excesso são hábitos conhecidos por comprometer a saúde do sistema imunológico. Não fumar e beber moderadamente certamente irá beneficiar as proteções do organismo.

Higiene pessoal

Práticas como lavar as mãos regularmente, evitar tocar o rosto com as mãos não lavadas e manter uma boa higiene pessoal podem prevenir a entrada de patógenos no corpo, o que evita pôr à prova seu sistema imunológico.

Vacinação

Manter as vacinas em dia é uma das maneiras mais eficazes de fortalecer o sistema imunológico contra infecções conhecidas e prevenir a incidência de doenças.

Estas práticas não apenas fortalecem a função imunológica, mas também contribuem para uma saúde geral melhor e mais robusta.

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Check-up cardiológico: quando fazer e quais os principais exames?

O check-up cardiológico é um dos cuidados de saúde mais importantes que alguém pode ter. A maioria das doenças cardiovasculares têm, por característica, não darem muitos sinais de que estão ocorrendo, o que as torna ainda mais perigosas.

Por tudo isso, listamos a seguir os principais exames do check-up cardiológico e quando é mais indicado fazer.

Acompanhe!

Check-up cardiológico: qual a importância e quando fazer?

O check-up cardiológico é um conjunto de exames e avaliações médicas destinadas a investigar a saúde do coração e identificar precocemente quaisquer problemas cardiovasculares. 

Essa avaliação é crucial para prevenir doenças cardíacas, bem como para diagnosticar e tratar condições cardiovasculares existentes antes que elas se tornem graves. Aqui estão algumas das principais razões pelas quais o check-up cardiológico é importante:

Prevenção de doenças cardiovasculares

Muitas doenças cardiovasculares podem ser prevenidas ou controladas com mudanças no estilo de vida e tratamento médico adequado. O check-up cardiológico pode ajudar a identificar fatores de risco, como pressão arterial elevada, colesterol alto, obesidade e diabetes, permitindo que medidas sejam tomadas antes que problemas mais graves ocorram.

Detecção precoce

Às vezes, algumas condições cardiovasculares já estão estabelecidas, mas isso não torna o check-up cardiológico menos importante.

Algumas doenças, como doença arterial coronariana, arritmias cardíacas e insuficiência cardíaca, podem não apresentar sintomas óbvios nos estágios iniciais. O check-up cardiológico pode identificar essas alterações no seu início, permitindo intervenções médicas antes que eles se tornem graves.

Avaliação do estado atual

O check-up cardiológico inclui uma série de exames, como eletrocardiograma (ECG), teste de esforço, ecocardiograma e exames de sangue para avaliar a saúde do coração e sua função. Esses testes podem fornecer informações valiosas sobre a saúde cardiovascular geral e ajudar na determinação do risco individual de desenvolver doenças cardíacas.

Orientação sobre estilo de vida

Durante o check-up cardiológico, os médicos podem oferecer orientações personalizadas sobre hábitos de vida saudáveis, incluindo dieta, exercício físico, controle do estresse e interrupção do tabagismo. Essas orientações podem ajudar a reduzir o risco de doenças cardíacas e melhorar a saúde geral do coração.

Quando devo fazer o check-up cardiológico?

Em termos de quando fazer um check-up cardiológico, as diretrizes médicas geralmente recomendam que adultos saudáveis realizem avaliações cardíacas regulares a partir dos 40 anos de idade

No entanto, se você tiver fatores de risco conhecidos para doenças cardiovasculares, como histórico familiar de doenças cardíacas, hipertensão, diabetes, colesterol alto ou tabagismo, pode ser recomendado que você comece a fazer check-ups cardiológicos mais cedo e com mais frequência. Sempre consulte um médico para obter orientações específicas com base em sua idade, histórico médico e fatores de risco pessoais.

Principais exames do check-up cardiológico

Os principais exames que fazem parte do check-up cardiológico visam avaliar a saúde do coração e dos seus vasos sanguíneos, identificar precocemente quaisquer problemas cardiovasculares e determinar o risco individual de desenvolver doenças cardíacas. 

Aqui estão alguns dos exames mais comuns e sua importância:

Eletrocardiograma (ECG)

Um eletrocardiograma registra a atividade elétrica do coração, fornecendo informações sobre a frequência cardíaca, ritmo e qualquer anormalidade na condução elétrica do coração. 

Isso pode ajudar a identificar arritmias cardíacas, como fibrilação atrial, taquicardia ou bradicardia, bem como sinais de lesão cardíaca aguda, como um infarto do miocárdio.

Teste de esforço (ergometria)

O teste de esforço é realizado em uma esteira ergométrica ou bicicleta ergométrica, enquanto o paciente é monitorado por um ECG. Ele avalia como o coração responde ao esforço físico, ajudando a detectar a presença de doença arterial coronariana ou arritmias induzidas pelo exercício. 

Isso pode ajudar a determinar a capacidade aeróbica, identificar limitações funcionais e orientar a prescrição de exercícios.

Ecocardiograma

O ecocardiograma é um ultrassom do coração, que fornece imagens em tempo real das estruturas cardíacas, incluindo as câmaras do coração, válvulas e fluxo sanguíneo. 

Ele pode ajudar a diagnosticar problemas estruturais do coração, como defeitos congênitos, doença valvular, hipertrofia ventricular ou insuficiência cardíaca. Além disso, o ecocardiograma também pode avaliar a função cardíaca, como fração de ejeção, que é importante para determinar a saúde do coração.

MAPA de 24h (monitorização ambulatorial da pressão arterial por 24h)

O MAPA de 24h é um exame que realiza a medição da pressão arterial a cada 15 minutos, durante 24 horas. É feito através de um manguito fixado ao braço do paciente, que é acoplado a um pequeno aparelho fixado na cintura.

Esse aparelho registra a medida da pressão arterial durante todo o dia, enquanto o paciente exerce suas atividades rotineiras, bem como durante o sono. 

É um exame muito importante para o diagnóstico da em condições nas quais a avaliação ambulatorial fica prejudicada – como os casos de hipertensão noturna, “hipertensão do jaleco branco” e “hipertensão mascarada” – e ainda serve para avaliar a eficácia de medicações anti-hipertensivas.

O paciente é orientado a anotar horários de refeições, sono e episódios de estresse. Tudo isso permite um diagnóstico muito preciso e tratamento adequado.  

Holter de 24h 

O Holter de 24h é um registro da atividade elétrica do coração durante 24h, ou seja, um eletrocardiograma realizado durante 24 horas. 

Neste exame, eletrodos são fixados no tórax do paciente e conectados a um pequeno aparelho que é fixado à cintura. Esse aparelho registra os batimentos cardíacos durante todo o dia e durante o sono.

Ele permite a avaliação da frequência dos batimentos cardíacos, podendo detectar taquicardias (aumento dos batimentos acima de 100 bpm), bradicardia (redução dos batimentos abaixo de 60 bpm), arritmias, bloqueios cardíacos e até infartos. 

É um exame importante, que é indicado para pacientes que apresentam desmaios, tonturas, falta de ar e palpitações. Também é importante na avaliação de marcapassos e medicações.  

Exames de sangue

Os exames de sangue – como perfil lipídico, glicemia e marcadores cardíacos – ajudam a avaliar fatores de risco para doenças cardiovasculares, como alterações nos níveis de colesterol (total, LDL e HDL), triglicerídeos e glicose. 

Além disso, os marcadores cardíacos, como troponina e CK-MB, são avaliados para detectar sinais de lesão cardíaca aguda, como um infarto do miocárdio.

Esses exames são fundamentais para a avaliação da saúde do coração e são frequentemente incluídos em um check-up cardiológico de rotina. Eles fornecem informações valiosas, que ajudam cardiologistas e clínicos gerais a diagnosticar precocemente problemas cardiovasculares, determinar o risco individual de desenvolver doenças cardíacas e orientar o tratamento e a prevenção de condições cardíacas.

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