Exame eletrocardiograma e ecocardiograma: conheça as diferenças

Dentre os exames capazes de avaliar a saúde cardiovascular, o ecocardiograma e o eletrocardiograma são escolhas frequentes da maioria dos cardiologistas.

As principais razões são a qualidade e precisão das informações geradas por esses exames, que são muito úteis para esclarecer e monitorar diversos problemas cardíacos, além de serem exames não invasivos e livres de radiação, podendo ser indicados para todo tipo de paciente.

Apesar de terem semelhanças (principalmente nos nomes), o ecocardiograma e o eletrocardiograma são exames bem diferentes, feitos de formas distintas e buscam investigar diferentes alterações cardíacas.

Neste artigo você confere as finalidades de cada um desses exames tão importantes para a saúde do seu coração.

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Veja neste artigo: 

Diferenças entre exame eletrocardiograma e ecocardiograma?

Descubra abaixo um pouco mais sobre cada um dos exames, quando eles são recomendados e onde você pode realizá-los. 

Exame Eletrocardiograma (ECG)

O que é? 

O eletrocardiograma, também chamado de ECG, é um exame de análise cardíaca que mede o ritmo cardíaco e os impulsos elétricos que estimulam o músculo cardíaco.

Em geral, um coração saudável em repouso mantém uma frequência cardíaca em torno de 60 a 90 batimentos por minuto. E tanto a frequência quanto o ritmo e a intensidade dos batimentos são monitorados por esse exame.

O aparelho eletrocardiógrafo capta essas informações e as registra em forma de gráficos, que serão interpretados pelo cardiologista.

Existem três modalidades do exame, que poderão ser utilizadas para avaliar aspectos distintos: ECG padrão, de esforço e o Holter. Dentre as três, a mais comum é o ECG padrão, que trataremos no decorrer deste artigo. 

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Como é feito o Exame ECG? 

O eletrocardiograma padrão é um procedimento simples, que leva de 5-10 minutos para ser feito.

Com o paciente deitado em uma maca e a parte de cima desnuda, são posicionados pequenos adesivos sobre a pele (eletrodos), responsáveis pela emissão de pequenas descargas elétricas.

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Além de serem posicionados na área do tórax, logo acima do coração, os eletrodos também poderão ser colocados nas pernas e braços, para captar a pulsação de maneira ainda mais eficiente. A partir daí, o trabalho é por conta do eletrocardiógrafo.

De maneira geral, não é necessária uma preparação específica para a realização do exame, mas é recomendado estar em repouso por pelo menos 10 minutos e não ter fumado imediatamente antes do exame.

Quando é indicado o exame Eletrocardiograma? 

O eletrocardiograma é um exame que costuma ser recomendado como parte da rotina do check-up anual para homens e mulheres, geralmente a partir dos 35-40 anos

Em geral, o ECG é realizado para investigar problemas cardíacos como:

  • Arritmia: alterações na frequência de batimentos cardíacos.
  • Pericardite: inflamação do pericárdio, que é a membrana que reveste o coração.
  • Infarto: confirma ou descarta essa ocorrência.
  • Miocardite: inflamação do músculo cardíaco.

De maneira geral, o exame não apresenta contraindicações, podendo ser realizado por todo tipo de paciente, à exceção de alguns casos em que o paciente tenha dificuldade em permanecer imóvel, como pacientes com doença de Parkinson, por exemplo. 

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Ecocardiograma 

O que é? 

Também conhecido como ultrassonografia cardíaca, o ecocardiograma se diferencia do eletrocardiograma desde sua forma de captar as informações. Enquanto o ECG funciona baseado nos impulsos elétricos do coração, o ecocardiograma emite sons de alta frequência.

Esses sons, quando direcionados ao coração, é capaz de construir imagens nítidas e detalhadas de toda a estrutura cardíaca, como válvulas, câmaras, principais veias e artérias. 

A principal diferença para o eletrocardiograma é que, enquanto este tem o foco principal nas funções do coração (frequência, ritmo, intensidade), ecocardiograma é feito para avaliar a anatomia, a estrutura do coração e o que isso pode indicar.

Quando acompanhado da função doppler, o exame se torna ainda mais detalhado, tornando-se capaz de analisar também o fluxo sanguíneo e a vascularização da região.

Assim como o eletrocardiograma, o ecocardiograma apresenta quatro principais variações, acompanhadas ou não por doppler, sendo 

  • ecocardiograma transtorácico;
  • ecocardiograma sob estresse;
  • ecocardiograma transesofágico;
  • ecocardiograma fetal.

Dentre essas modalidades, o ecocardiograma transtorácico é o mais comum e o que será considerado neste artigo. 

Como é feito? 

O procedimento é simples, não invasivo e indolor, durando por volta de 20 minutos

O exame não requer qualquer tipo de preparo especial e pode ser feito assim que o paciente chega à clínica. Geralmente o paciente é orientado a remover jóias e objetos metálicos e a vestir uma roupa cirúrgica para facilitar a realização do exame. 

Em seguida, o paciente é posicionado deitado em uma maca, após aplicação de um gel à base d’água, o cardiologista irá mover o transdutor sobre a região torácica. As imagens são captadas e visualizadas em tempo real no monitor, de onde o médico vai selecionar as melhores imagens para inserir no laudo. 

Os resultados ficam disponíveis no mesmo dia. Após o exame, o paciente pode voltar às suas atividades cotidianas. 

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Quando é indicado? 

Este exame possui diversas indicações dentro da cardiologia. Por não apresentar contraindicações, o ecocardiograma pode ser utilizado tanto para consultas de rastreio (check-up) e investigação de sintomas, quanto para monitorar doenças cardíacas já existentes ou congênitas (desde o nascimento).

Em geral, o ecocardiograma é realizado para investigar problemas cardíacos como:

  • Sopros cardíacos: problema indicativo de alterações em válvulas do coração.
  • Arritmias: alterações na frequência dos batimentos, podendo levar a desmaios e síncopes.
  • Tamanho do coração: avalia pessoas com coração maior que o normal, assim como o tamanho das cavidades cardíacas.
  • Potência do coração: avalia se o músculo cardíaco está forte ou fraco e se está bombeando o sangue com a devida pressão.
  • Pós-infarto: avalia os danos deixados no coração por um infarto do miocárdio.

Como você viu, o ecocardiograma é capaz de fornecer um mapa completo do coração. Por isso é uma das técnicas mais usadas pelos cardiologistas para a investigação de sintomas.

Onde realizar os exames de eletrocardiograma e ecocardiograma em Brasília-DF? 

Como vimos neste artigo, apesar de terem nomes parecidos, ecocardiograma e eletrocardiograma são exames bem diferentes, tanto no funcionamento quanto nos objetivos de cada exame.

O que não tem diferença é que se trata de dois exames fundamentais para avaliação da saúde do seu coração.

Por conta disso, a escolha do local para realizar seus exames é um fator importante para garantir a segurança e precisão dos resultados. 

Na Clínica Viver, oferecemos aos nossos pacientes os mais modernos recursos e equipamentos do mercado. Além disso, todos os exames são realizados por médicos. Assim, garantimos profissionalismo e segurança durante a realização de seus exames, com a entrega de resultados no menor tempo possível. 

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Ecocardiograma com doppler: o que é, como é feito e para que serve

O ecocardiograma com doppler é o exame mais eficiente para analisar e diagnosticar diversas condições cardíacas.

A função doppler adiciona ao procedimento mais um grau de análise, incluindo a ampla avaliação da circulação sanguínea e da vascularização da região. 

Esse exame – também conhecido como ultrassonografia do coração – se utiliza de ondas sonoras de alta frequência (inaudíveis ao ouvido humano) que, em contato com nosso corpo, é capaz de gerar imagens de várias estruturas do coração.

Se você (ou alguém próximo) recebeu a indicação de fazer este exame e quer saber mais sobre ele, este artigo trará as respostas que você procura.

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O que é e para que serve o ecocardiograma com doppler

O ecocardiograma com doppler é um exame de imagem que, ao contrário de outros exames, como radiografias e tomografias, não expõe o paciente a qualquer tipo de radiação, podendo ser realizado por qualquer pessoa.

Por meio da captação dos ecos gerados pelos ultrassons, o exame é capaz de revelar diversas informações sobre o coração, como:

  • tamanho do órgão;
  • tamanho das câmaras cardíacas (átrios e ventrículos);
  • espessura da parede do coração (se é grossa ou fina);
  • funcionamento das válvulas cardíacas (se estão abrindo e fechando normalmente);
  • nível de contração e relaxamento do músculo cardíaco;
  • pressão de bombeamento do sangue;
  • histórico de infarto do miocárdio.

Com isso, o ecocardiograma com doppler é uma ferramenta muito importante dentro da cardiologia, para investigação de diversas condições cardíacas.

Confira abaixo as principais situações em que este exame é solicitado:

1. Investigação de sintomas

O ecocardiograma com doppler pode ser indicado para investigar sintomas tipicamente associados a disfunções cardíacas, como:

  • dores no peito;
  • falta de ar;
  • tontura e/ou desmaios;
  • cianose nas mãos, pés e lábios;
  • inchaço nas pernas.
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2. Parte da rotina de check-up / rastreio

Exatamente por ser um exame sem efeitos colaterais e sem emissão de radiação, o ecocardiograma com doppler pode ser realizado anualmente, sem qualquer prejuízo ao paciente.

Em alguns casos, o cardiologista pode solicitar que esse exame seja incluído na bateria anual de exames para determinados grupos de pacientes, como:

  • hipertensos;
  • diabéticos;
  • mulheres no climatério (menopausa);
  • gestantes;
  • pessoas acima dos 60 anos.

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3. Diagnóstico de doenças cardíacas

Como vimos até aqui, o ecocardiograma com doppler é capaz de diagnosticar diversas alterações cardiológicas. Dentre as doenças e condições cardíacas que este exame é capaz de diagnosticar, podemos citar: 

  • doenças do pericárdio;
  • dilatação da aorta;
  • insuficiência cardíaca;
  • tumores e coágulos;
  • sopro cardíaco;
  • cardiopatias e doenças congênitas (desde o nascimento);
  • malformações.

4. Monitoramento de cardiopatias

As cardiopatias são doenças cardíacas congênitas, ou seja, originadas de malformações presentes desde o período intraútero.

Apesar de em geral não terem cura, essas doenças podem e devem ser tratadas para garantir melhor qualidade de vida e diminuir o risco de acidentes vasculares ou insuficiência cardíaca aguda. 

O monitoramento periódico garante um acompanhamento mais eficiente, capaz de apontar medidas de tratamento mais eficientes e rápidas. 

Alguns exemplos de cardiopatias que podem ser monitoradas pelo ecocardiograma:

  • atresia tricúspide;
  • anomalia de Ebstein;
  • tetralogia de Fallot;
  • DSAV (defeito do septo atrioventricular);
  • transposição de grandes artérias.

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Como é feito o exame de ecocardiograma com doppler

O ecocardiograma com doppler é um procedimento simples, indolor, não invasivo, que leva cerca de 20 minutos para sua realização.

O paciente pode ser instruído a retirar jóias e roupas acima da cintura, e costuma ser oferecida uma roupa cirúrgica, para facilitar o acesso do médico à área cardíaca.

Para a realização do exame, o paciente é geralmente deitado do lado esquerdo, sendo orientado a manter o braço esquerdo apoiado atrás da cabeça, para que o médico possa movimentar livremente o transdutor para captação das imagens, o que é feito com o uso de um gel que facilita a movimentação.

Durante o exame, o paciente poderá ser solicitado a realizar algumas ações, como prender a respiração, beber água ou mudar de posição, para a visualização do coração em diferentes ângulos e situações.

As imagens são transmitidas em tempo real para um computador ligado ao ecógrafo, onde elas serão digitalizadas e as imagens projetadas no monitor, para visualização do médico. Assim que obtém as imagens necessárias, o médico as imprime e coloca em um laudo, juntamente com suas impressões sobre o que foi observado.

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Onde fazer o ecocardiograma com doppler em Brasília? 

Neste artigo você pôde conhecer um pouco mais sobre a importância do ecocardiograma com doppler para o diagnóstico e o acompanhamento de diversas alterações cardíacas. 

Aliada à capacidade do ecocardiograma de avaliar toda a estrutura cardíaca, a técnica doppler acrescenta ainda mais utilidade ao exame, ao permitir ainda a avaliação do fluxo sanguíneo cardíaco. 

Como você também viu, este exame está frequentemente presente nas avaliações de rotina e nos check-ups cardiológicos. Por isso, caso você se encaixe em alguma das condições citadas neste artigo, não se descuide das avaliações e dos exames periódicos, como o ecocardiograma.

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