Endometriose pode virar câncer?

A endometriose afeta 1 em cada 10 mulheres no Brasil. Um levantamento que analisou dados dos últimos 10 anos mostrou que, nesse período, 119.467 internações por endometriose.

Essa condição pode ser extremamente limitante e afastar as mulheres de suas atividades diárias, como estudar e trabalhar, além de causar diversas dores e incômodos.

Um dos maiores medos das mulheres, no entanto, é se a endometriose pode virar câncer; especialmente na região do útero, que é onde o problema ocorre.

Confira as informações abaixo para esclarecer essa dúvida de uma vez!

Afinal, o que é a endometriose?

A endometriose é uma condição médica em que o tecido que normalmente reveste o interior do útero, chamado endométrio, cresce fora do útero. Esse tecido pode se desenvolver em áreas como os ovários, trompas de Falópio, superfície externa do útero, intestinos ou outros órgãos pélvicos. 

fA endometriose é uma condição crônica e muitas vezes dolorosa, que afeta principalmente mulheres em idade reprodutiva, embora também possa ocorrer em mulheres após a menopausa.

Os sintomas da endometriose podem variar de uma mulher para outra, e algumas mulheres podem não apresentar sintomas significativos. No entanto, os sintomas comuns incluem:

Dor pélvica crônica, que pode variar de leve a intensa.

✅ Dor durante a menstruação (dismenorreia).

✅ Dor durante ou após a relação sexual.

Sangramento menstrual excessivo ou irregular.

✅ Dor ao urinar ou defecar, especialmente durante o período menstrual.

✅ Fadiga crônica.

✅ Problemas de fertilidade.

Já entre os diversos riscos que estão associados à endometriose, podemos incluir:

✅ Infertilidade: A endometriose pode interferir na capacidade de concepção, embora muitas mulheres com a condição ainda possam engravidar e ter filhos.

✅ Complicações durante a gravidez: As mulheres com endometriose têm um risco ligeiramente maior de complicações durante a gravidez, como parto prematuro ou aborto espontâneo.

✅ Impacto na qualidade de vida: A dor crônica e outros sintomas da endometriose podem afetar significativamente a qualidade de vida das mulheres, interferindo nas atividades diárias, no trabalho e nos relacionamentos.

✅ Formação de cicatrizes e aderências: Em casos mais graves, a endometriose pode levar à formação de tecido cicatricial e aderências nos órgãos pélvicos, o que pode causar dor e complicações adicionais.

O acompanhamento médico regular é fundamental para gerenciar a condição e ajudar a melhorar a qualidade de vida das mulheres com endometriose.

Endometriose pode virar câncer?

Uma das principais dúvidas e preocupações de mulheres que apresentam essa condição é se a endometriose pode virar câncer.

🚨É importante esclarecer que a endometriose não é considerada uma condição pré-cancerígena. 

Embora em casos muito raros a endometriose possa estar associada a certos tipos de câncer – como o carcinoma de células claras ou o adenocarcinoma endometrioide – essas ocorrências são extremamente incomuns e representam uma pequena fração dos casos de endometriose.

A maioria das mulheres com endometriose nunca desenvolverá câncer relacionado à condição. 

A endometriose é uma doença benigna, o que significa que não é cancerosa. No entanto, é importante que as mulheres com endometriose mantenham um acompanhamento médico regular para monitorar a condição e garantir que quaisquer mudanças suspeitas ou sintomas incomuns sejam investigados adequadamente.

As mulheres com endometriose devem estar cientes dos sinais de alerta de possíveis complicações, como aumento repentino da dor, sangramento anormal ou sintomas gastrointestinais persistentes, e devem relatar esses sintomas ao seu médico imediatamente para avaliação adicional.

Em resumo, embora exista uma associação muito pequena entre a endometriose e certos tipos raros de câncer, a grande maioria das mulheres com endometriose não desenvolverá câncer relacionado à condição. 

Como tratar a endometriose? É possível prevenir?

O tratamento da endometriose pode variar dependendo da gravidade dos sintomas, dos planos reprodutivos da paciente e de outros fatores individuais. Alguns dos métodos de tratamento comuns incluem:

Medicamentos para alívio da dor

Analgésicos de venda livre ou prescritos podem ser utilizados para ajudar a aliviar a dor associada à endometriose. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) podem ser eficazes para muitas mulheres. 

Além disso, medicamentos específicos para endometriose, como os moduladores seletivos dos receptores de progesterona ou os agonistas de GnRH, também podem ser prescritos para reduzir a dor e a inflamação.

Terapia hormonal

A terapia hormonal pode ajudar a controlar os sintomas da endometriose ao suprimir a produção de estrogênio, o que pode ajudar a reduzir o crescimento do tecido endometrial fora do útero. 

Isso pode ser alcançado através do uso de pílulas anticoncepcionais, dispositivos intrauterinos (DIUs) liberadores de progesterona, injeções de hormônios ou implantes subcutâneos.

Cirurgia

Em casos mais graves de endometriose, especialmente quando há formação de cistos ovarianos (endometriomas) ou aderências que causam sintomas significativos, a cirurgia pode ser necessária. Ela também está indicada no caso de obstrução intestinal,  infertilidade e quando a endometriose atinge o apêndice ou causa obstrução no fluxo de urina dos rins. A cirurgia laparoscópica é frequentemente realizada para remover o tecido endometrial ectópico e quaisquer aderências associadas. 

Em alguns casos, pode ser necessária uma cirurgia mais extensa, como a histerectomia (remoção do útero) ou a ooforectomia (remoção dos ovários), especialmente em mulheres que não desejam mais ter filhos.

🚨É crucial que o tratamento da endometriose seja iniciado o mais cedo possível após o diagnóstico, pois isso pode ajudar a controlar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida da paciente. A endometriose é uma condição crônica e progressiva, e a demora no tratamento pode levar ao agravamento dos sintomas e à possível progressão da doença.

É possível prevenir a endometriose?

Quanto à prevenção da endometriose, infelizmente não há uma maneira conhecida de evitar completamente o desenvolvimento da condição. No entanto, algumas estratégias que podem ajudar a reduzir o risco incluem:

Manter um peso saudável: Estudos sugerem que o excesso de peso ou obesidade pode aumentar o risco de desenvolver endometriose. Manter um peso saudável através de uma dieta equilibrada e exercícios físicos regulares pode ajudar a reduzir esse risco.

Evitar exposição a substâncias tóxicas: Alguns estudos sugerem uma possível ligação entre a exposição a certos produtos químicos ambientais, como dioxinas e poluentes orgânicos persistentes, e o desenvolvimento de endometriose. Evitar a exposição a essas substâncias tanto quanto possível pode ajudar a reduzir o risco.

Terapia hormonal: Algumas evidências sugerem que o uso prolongado de contraceptivos hormonais, como pílulas anticoncepcionais, pode reduzir o risco de desenvolver endometriose em algumas mulheres. No entanto, o uso de terapia hormonal para esse fim deve ser discutido com um médico, levando em consideração os potenciais benefícios e riscos individuais.

Em resumo, enquanto o tratamento da endometriose é crucial para controlar os sintomas e prevenir complicações, infelizmente não há uma maneira garantida de evitar completamente o desenvolvimento da condição. No entanto, adotar um estilo de vida saudável e evitar a exposição a substâncias tóxicas podem ajudar a reduzir o risco em algumas mulheres.

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Enxaqueca: como tratar?

A enxaqueca afeta mais de 1 bilhão de pessoas no mundo, causando sofrimento e afastando as pessoas de suas atividades.

Se você (ou alguém próximo) já passou por esse tipo de quadro, sabe o quão limitante é essa condição, mas felizmente hoje existem inúmeros recursos para tratar e, muitas vezes, resolver o problema.

Pensando nisso, a gente te explica a seguir os principais tipos de enxaqueca e quais os melhores tratamentos disponíveis hoje.

Confira!

Quais os tipos de enxaqueca?

O termo “enxaqueca” é algo genérico, que se refere a diversas variações desse problema, com características, intensidades e sintomas diferentes. Confira abaixo os principais tipos:

Enxaqueca sem aura (enxaqueca comum)

Esse é o tipo mais comum de enxaqueca, afetando a maioria das pessoas que sofrem de enxaqueca. 

Geralmente, a dor de cabeça é unilateral, pulsátil e moderada a grave. No entanto, em alguns casos, pode afetar ambos os lados da cabeça. A dor é frequentemente acompanhada por outros sintomas, como sensibilidade à luz (fotofobia), sensibilidade ao som (fonofobia), náuseas e vômitos.

Uma crise de enxaqueca sem aura pode durar de algumas horas a vários dias.

Já os fatores que disparam novas crises podem incluir estresse, alterações hormonais, falta de sono, certos alimentos ou bebidas, mudanças climáticas, entre outros.

Enxaqueca com aura

A aura é um conjunto de sintomas neurológicos que ocorrem antes ou durante a enxaqueca. Pode incluir sintomas visuais, como linhas em ziguezague, pontos cegos ou luzes piscantes, além de sintomas sensoriais, como formigamento ou dormência em uma parte do corpo, e sintomas de linguagem, como dificuldade de fala ou compreensão.

A aura geralmente dura de 5 a 60 minutos e é seguida pela dor de cabeça.

Os fatores que provocam as crises de enxaqueca com aura podem ser semelhantes aos da enxaqueca sem aura, mas a presença da aura pode adicionar outros fatores desencadeantes, como alterações visuais ou estresse adicional.

Enxaqueca vestibular

Este tipo de enxaqueca está associado a sintomas vestibulares, como vertigem intensa, tontura, náuseas e vômitos, que podem ocorrer antes, durante ou após a dor de cabeça.

Os ataques de enxaqueca vestibular podem durar de minutos a horas.

Já os gatilhos que provocam crises podem incluir fatores semelhantes aos da enxaqueca comum, mas também podem incluir movimentos bruscos ou mudanças de posição.

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Enxaqueca hemiplégica

Esta é uma forma rara de enxaqueca caracterizada por fraqueza temporária ou paralisia em um lado do corpo, antes ou durante a dor de cabeça. Outros sintomas neurológicos, como distúrbios visuais e dificuldades de fala, também podem estar presentes.

Os sintomas geralmente melhoram dentro de algumas horas a dias após o início da crise.

Os desencadeadores podem ser semelhantes aos de outros tipos de enxaqueca, embora certos fatores desencadeantes, como estresse extremo ou trauma físico, possam desencadear ataques de enxaqueca hemiplégica em alguns casos.

Enxaqueca retiniana

Este tipo de enxaqueca envolve sintomas visuais semelhantes aos da aura, mas os sintomas ocorrem exclusivamente em um olho e podem incluir pontos cegos, visão embaçada ou perda parcial da visão em um ou ambos os olhos.

Os sintomas geralmente duram de alguns minutos a uma hora e, em seguida, desaparecem.

Os desencadeadores podem ser semelhantes aos de outros tipos de enxaqueca, embora o estresse visual, como leitura prolongada ou exposição a telas brilhantes, possa ser um fator desencadeante comum.

Enxaqueca crônica

Este termo é usado quando alguém tem enxaqueca em pelo menos 15 dias por mês, com pelo menos oito dias de enxaqueca com características típicas por mês, por um período de três meses ou mais.

Os sintomas podem variar em intensidade e duração, mas a pessoa afetada enfrenta uma carga significativa de dor de cabeça na maioria dos dias do mês.

Além das causas habituais, como nos outros tipos de enxaqueca, outros gatilhos incluem o uso excessivo de medicamentos para dor de cabeça, que acredita-se poder contribuir para a enxaqueca crônica.


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Enxaqueca: como tratar?

Existem várias abordagens de tratamento para enxaqueca, que podem incluir medidas de estilo de vida, medicamentos agudos (para tratar os ataques de enxaqueca quando ocorrem) e medicamentos preventivos (para reduzir a frequência e a gravidade dos ataques). Aqui estão algumas opções comuns de tratamento:

Medicamentos para quadros agudos

Medicamentos como paracetamol, ibuprofeno ou aspirina podem ser eficazes para aliviar a dor leve a moderada em alguns casos.

Já a classe dos Triptanos são medicamentos que ajudam a aliviar a enxaqueca e outros sintomas associados, trabalhando para reduzir a inflamação e contrair os vasos sanguíneos dilatados no cérebro.

Outro grupo de medicamentos são os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), que também podem ser eficazes no alívio da dor de cabeça em alguns casos.

Medicamentos preventivos

Um grupo de medicamentos preventivos que costumam ser usados são os betabloqueadores, já que podem ajudar a reduzir a frequência e a gravidade dos ataques de enxaqueca, atuando para regularizar os padrões de fluxo sanguíneo e neurotransmissores no cérebro.

Além disso, os antidepressivos tricíclicos podem ser úteis na prevenção de enxaquecas, especialmente em pessoas que também têm depressão ou distúrbios do sono.

Alguns medicamentos originalmente desenvolvidos para tratar convulsões podem ser eficazes na prevenção de enxaquecas.

Finalmente, os antagonistas dos receptores de CGRP são uma nova classe de medicamentos específicos para prevenção de enxaquecas que têm se mostrado eficazes em muitos pacientes.

Terapias não medicamentosas

Nem só de medicamentos depende o tratamento da enxaqueca, apesar de serem uma escolha frequente nesses casos. Outras opções que podem ser usadas são:

✅ Tratamentos como terapia cognitivo-comportamental (TCC), biofeedback e relaxamento muscular progressivo podem ajudar a reduzir o estresse e a ansiedade, que são fatores desencadeantes comuns para alguns pacientes com enxaqueca.

✅ Exercícios de alongamento, fisioterapia e manipulação quiroprática podem ser úteis para algumas pessoas na prevenção e no alívio da enxaqueca.

✅ Evitar fatores desencadeantes conhecidos, como determinados alimentos, falta de sono, estresse excessivo e exposição a estímulos sensoriais intensos (como luzes brilhantes ou odores fortes), pode ajudar a reduzir a frequência e a gravidade dos ataques de enxaqueca.

✅ Alguns estudos sugerem que a acupuntura pode ser eficaz na redução da frequência e da gravidade das enxaquecas em algumas pessoas.

✅ Alguns suplementos, como magnésio, riboflavina (vitamina B2) e coenzima Q10, têm sido estudados como possíveis tratamentos preventivos para enxaqueca.

É importante ressaltar que o tratamento ideal para a enxaqueca pode variar de pessoa para pessoa, e pode ser necessário experimentar diferentes abordagens para encontrar a combinação mais eficaz. Sempre consulte um médico para obter orientação e tratamento adequados, especialmente se você estiver considerando o uso de medicamentos preventivos.

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Como é feita a cirurgia de próstata

A cirurgia de próstata é a unica solução realmente efetiva quando os problemas de próstata avançam e passam a gerar incômdos ou risco ao paciente.

Com as novas tecnologias – como as cirurgias a laser ou robóticas – esse tipo de tratamento tem se tornado cada vez mais seguro e confortável.

A seguir você vai conhecer como é feita a cirurgia de próstata, quando ela é indicada e quais exames são feitos para essa definição.

Confira!

Quando é indicada a cirurgia de próstata?

Existem várias condições que podem levar o urologista – especialista no tratamento de problemas urinários e da próstata – a indicar a realização de uma cirurgia.

Entre os principais, podemos citar:

Hiperplasia prostática benigna (HPB)

Se um homem apresenta sintomas significativos relacionados a um aumento benigno (não cancerígeno) da próstata, como dificuldade para urinar, fluxo urinário fraco, micção frequente, necessidade urgente de urinar ou retenção urinária, uma cirurgia de próstata pode ser considerada para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida.

Complicações urinárias

Caso a hiperplasia prostática benigna tenha causado complicações, como infecções do trato urinário recorrentes, formação de pedras na bexiga ou retenção urinária persistente, uma cirurgia de próstata pode ser necessária para resolver essas complicações e prevenir danos adicionais.

Presença de sangue na urina

Homens que apresentam a presença de sangue na urina (hematúria) devido a condições como HPB avançada ou câncer de próstata, também costumam ser candidatos a uma cirurgia para avaliar e tratar a causa relacionada.

Câncer de próstata

Em alguns casos de câncer de próstata – localizado ou avançado – a cirurgia pode ser recomendada como parte do tratamento para remover o tumor e prevenir a disseminação da doença. Geralmente, outras medidas também são tomadas.

Obstrução urinária grave

Se um homem apresenta uma obstrução urinária grave devido a condições como estreitamento uretral (estenose uretral) ou compressão da uretra pela próstata aumentada, uma cirurgia de próstata pode ser necessária para restaurar o fluxo urinário adequado.

Essas são algumas das situações em que a realização de uma cirurgia de próstata pode ser considerada. No entanto, é importante ressaltar que a decisão de realizar uma cirurgia deve ser individualizada e discutida com um urologista, levando em consideração o estado de saúde geral do paciente, a gravidade dos sintomas e os potenciais riscos e benefícios do procedimento.

Quais exames são feitos antes?

Existem diversos exames e avaliações que um médico pode solicitar para avaliar a necessidade de uma cirurgia de próstata. Alguns dos exames mais comuns incluem:

Exame de toque retal

O exame de toque retal permite ao médico avaliar o tamanho, a consistência e a forma da próstata, bem como detectar a presença de anormalidades, como nódulos ou áreas endurecidas. Este exame é uma parte importante da avaliação para problemas de próstata, incluindo câncer de próstata.

Dosagem do antígeno prostático específico (PSA)

O PSA é uma proteína produzida pela próstata, e níveis elevados podem indicar a presença de problemas na próstata, como hiperplasia prostática benigna (HPB) ou câncer de próstata. O PSA é frequentemente utilizado como um marcador para ajudar a determinar a necessidade de realizar outros exames, como biópsia da próstata.

Ultrassonografia transretal

Este exame utiliza ondas sonoras para criar imagens detalhadas da próstata, permitindo ao médico avaliar o tamanho, a forma e a textura da glândula. A ultrassonografia transretal é frequentemente utilizada para guiar a realização de biópsias da próstata.

Exame de urina

Um exame de urina pode ser realizado para detectar a presença de sangue na urina (hematúria) ou sinais de infecção urinária, que podem estar associados a problemas na próstata.

Urofluxometria

Este exame mede o fluxo urinário e pode ajudar a avaliar a presença e a gravidade da obstrução do trato urinário inferior, muitas vezes causada por condições como hiperplasia prostática benigna (HPB).

Exames de imagem

Além da ultrassonografia, outros exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética, podem ser realizados para avaliar a extensão de problemas na próstata e guiar o planejamento cirúrgico, especialmente em casos de câncer de próstata.

Estes são alguns dos exames mais comuns utilizados para avaliar a necessidade de uma cirurgia de próstata. O médico poderá solicitar outros exames específicos, dependendo da situação clínica de cada paciente.

Como é feita a cirurgia de próstata?

Existem diferentes procedimentos cirúrgicos para tratar problemas na próstata, cada um com suas indicações específicas. Aqui estão algumas das formas mais comuns de cirurgia de próstata:

Ressecção transuretral da próstata (RTUP)

A RTUP é um procedimento minimamente invasivo, realizado através da uretra, sem a necessidade de incisões externas. 

Durante o procedimento, um instrumento especial, chamado de ressectoscópio, é inserido pela uretra até a próstata. O médico então remove o tecido prostático excessivo que está causando obstrução no fluxo urinário. 

A RTUP é frequentemente utilizada para tratar a hiperplasia prostática benigna (HPB).

Prostatectomia aberta

A prostatectomia aberta é uma cirurgia mais invasiva, que envolve a remoção de parte ou de toda a próstata através de uma incisão na região abdominal. 

Este procedimento é geralmente reservado para casos de próstatas muito grandes ou quando há complicações associadas à cirurgia transuretral.

No câncer de próstata,  além de se retirar a próstata,  são removidas as vesículas seminais e os gânglios linfáticos infiltrados.

Laserterapia

Existem várias técnicas de laserterapia que podem ser utilizadas para tratar problemas na próstata. Estas incluem a vaporização da próstata com laser (vaporização fotosseletiva da próstata – PVP), a enucleação da próstata com laser (enucleação da próstata com laser – HoLEP) e a ablação da próstata com laser (ablação da próstata com laser – TULSA-PRO).

Estes procedimentos utilizam energia laser para destruir o tecido prostático excessivo e aliviar os sintomas urinários.

Implante de stents

Em alguns casos de obstrução uretral devido a um estreitamento ou compressão da uretra pela próstata, pode ser realizado o implante de um stent uretral para manter a passagem da urina aberta.

Cirurgia laparoscópica da próstata  

Nesse caso, são feitos pequenos cortes, de 1 cm a 3 cm, na parede do abdome, por onde são introduzidos os instrumentos cirúrgicos e a câmera. Com esses instrumentos, o urologista pode realizar a retirada parcial ou total da próstata.

A cirurgia laparoscópica permite um menor sangramento, menor tempo de hospitalização e recuperação mais rápida.

Cirurgia robótica

A cirurgia robótica pode ser utilizada para realizar prostatectomias com precisão e controle melhorados. Neste procedimento, o cirurgião controla um sistema robótico, que auxilia na remoção da próstata. A cirurgia robótica é frequentemente utilizada para tratar o câncer de próstata. É o método mais avançado de que dispomos atualmente,  permitindo uma visualização melhor da pelve e movimentos cirúrgicos mais amplos . Assim como na laparoscopia , a recuperação do paciente é mais rápida. 

Cada um desses procedimentos tem suas próprias vantagens e limitações, e a escolha do melhor método dependerá das características específicas do paciente, da gravidade do problema prostático e das preferências do médico. 

É importante discutir as opções de tratamento com um urologista para determinar a melhor abordagem para cada caso individual.


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Sintomas de câncer de tireoide: diagnóstico e tratamento

O câncer de tireoide, segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), entre 2020 e 2022, foram diagnósticado 13.780 novos casos por ano no Brasil – 1.830 homens e 11.950 mulheres.

Como vemos, é um tipo de câncer relativamente frequente e, por isso, requer cada vez mais atenção das pessoas, especialmente as mulheres; principal alvo dessa condição.

Por tudo isso, abaixo vamos te mostrar o que é o câncer de tireoide, quais os principais sinais de alerta, como é feito o diagnóstico e as formas de tratamento.

Acompanhe!

Entenda o câncer de tireoide

Entenda o câncer de tireoide

A tireoide é uma pequena glândula, em forma de borboleta, localizada na base do pescoço, logo abaixo da laringe (caixa vocal). 

Essa glândula endócrina desempenha um papel crucial na regulação de numerosos processos metabólicos no corpo, através da produção e liberação de hormônios tireoidianos, principalmente a tiroxina (T4) e a triiodotironina (T3). 

Esses hormônios são essenciais para o controle do metabolismo, afetando quase todos os órgãos do corpo e influenciando funções como o consumo de energia, a regulação da temperatura corporal, o crescimento e o desenvolvimento e até a frequência cardíaca.

A função da tireoide é regulada pelo hormônio estimulante da tireoide (TSH), que é produzido pela glândula pituitária (ou hipófise), localizada na base do cérebro. Um delicado equilíbrio entre esses hormônios garante o funcionamento adequado do metabolismo corporal.

O que causa o câncer de tireoide?

O câncer de tireoide ocorre quando células anormais começam a crescer na glândula tireoide. Diferentemente de muitas outras formas de câncer, o câncer de tireoide muitas vezes é diagnosticado em estágios iniciais e, geralmente, tem um bom prognóstico.

Existem vários tipos de câncer de tireoide, classificados de acordo com o tipo de célula da qual se originam e suas características. Os principais tipos incluem:

✅ Carcinoma papilífero: É o tipo mais comum, representando cerca de 80% de todos os casos de câncer de tireoide. Tende a crescer lentamente e, na maioria dos casos, é altamente tratável.

✅ Carcinoma folicular: Inclui variantes como o carcinoma de Hürthle, sendo o segundo tipo mais comum. Geralmente tem um bom prognóstico, embora possa ser mais propenso a se espalhar para outras partes do corpo em comparação com o carcinoma papilífero. Representa 10 a 30% dos casos .

✅ Carcinoma medular: Origina-se das células C da tireoide, responsáveis pela produção de calcitonina, que participa da formação dos ossos.Este tipo de câncer pode se espalhar mais rapidamente do que o carcinoma papilífero ou folicular. Representa 5% dos casos .

✅ Carcinoma anaplásico: Um tipo raro e agressivo de câncer de tireoide, que cresce rapidamente e é mais difícil de tratar. Representa 2% dos casos . 

A ocorrência do câncer de tireoide tem aumentado em várias partes do mundo, embora as razões exatas para esse aumento não sejam completamente compreendidas. A detecção precoce e os avanços no tratamento contribuíram para as altas taxas de sobrevida para muitos pacientes com câncer de tireoide.

Quais os primeiros sinais de câncer na tireoide?

Quais os sintomas do câncer de tireoide? Como perceber?

O câncer de tireoide frequentemente não apresenta sintomas nos estágios iniciais, o que pode tornar sua detecção precoce desafiadora. Contudo, à medida que a doença progride, alguns sinais e sintomas podem começar a surgir. 

É importante ressaltar que muitos desses sintomas podem também ser causados por condições benignas da tireoide ou outras doenças. Portanto, a presença de um ou mais desses sintomas não significa necessariamente que alguém tenha câncer de tireoide.

Ainda assim, é importante investigá-los para um diagnóstico correto. Os possíveis sintomas e sinais incluem:

Nódulo no pescoço

O sinal mais comum é a presença de um nódulo na região da tireoide, que pode ser percebido ao toque ou, em alguns casos, visível ao engolir. A maioria dos nódulos tireoidianos não é cancerígena, mas a presença de um nódulo deve ser avaliada por um médico.

Mudanças na voz

Rouquidão ou outras mudanças na voz que não desaparecem podem ser um sinal, especialmente se não houver uma causa óbvia, como uma infecção respiratória.

Dificuldade para engolir ou respirar

Um nódulo ou inchaço na tireoide pode pressionar a traqueia ou o esôfago, causando dificuldade para engolir ou respirar.

Dor no pescoço ou garganta

Dor – que não melhora – na região da tireoide ou no pescoço pode ser um sintoma, embora seja menos comum. A dor pode se estender até os ouvidos.

Inchaço dos linfonodos

Nódulos linfáticos inchados (as populares ínguas) no pescoço podem indicar a propagação do câncer de tireoide.

Tosse persistente

Uma tosse persistente, que não está relacionada a um resfriado ou alergia, pode ser um sinal, especialmente se acompanhada por outros sintomas.

É importante lembrar que esses sintomas não são exclusivos do câncer de tireoide e podem ser atribuídos a várias outras condições de saúde. No entanto, se você notar um ou mais desses sinais, especialmente se persistirem ou piorarem, é aconselhável procurar avaliação médica – de preferência com endocrinologista – para um diagnóstico adequado. 

Como é feito o diagnóstico do câncer de tireoide

O diagnóstico do câncer de tireoide envolve várias etapas e exames, que ajudam a determinar a presença de células cancerígenas e a extensão da doença. Aqui está um resumo dos principais métodos usados no diagnóstico do câncer de tireoide:

Exame físico e histórico médico

O processo de diagnóstico começa com um exame físico, por meio do qual o médico procura por nódulos ou inchaços na tireoide, bem como sinais de inchaço nos linfonodos do pescoço.

Também pode ser perguntado sobre o histórico médico do(a) paciente, incluindo quaisquer sintomas experimentados, histórico familiar de câncer de tireoide ou outras condições tireoidianas, além de exposição a fatores de risco.

Exames de sangue

Testes de sangue podem avaliar o funcionamento da tireoide, medindo os níveis de hormônios tireoidianos (como TSH, T3 e T4) e, em alguns casos, a presença de anticorpos antitireoidianos.

Ecografia da tireoide

O exame de ecografia (ou ultrassonografia) é frequentemente usado para ajudar a detectar nódulos na tireoide e determinar suas características, como tamanho, localização e se são sólidos ou contêm líquido.

Esse exame é totalmente indolor e não invasivo e ajuda a avaliar a necessidade de procedimentos adicionais.

Punção por agulha fina

Se um nódulo suspeito é identificado, uma punção aspirativa por agulha fina (PAAF) pode ser realizada. Durante este procedimento, uma agulha fina é inserida no nódulo para coletar amostras de tecido ou células para análise microscópica.

O passo seguinte é avaliar as amostras colhidas em laboratório de patologia. Este é o exame mais confiável para determinar se um nódulo é cancerígeno.

Exames de imagem

Caso o tumor maligno seja mesmo confirmado por meio da biópsia, outros exames de imagem, como tomografia computadorizada (TC), ressonância magnética (RM) ou cintilografia da tireoide, podem ser usados para avaliar a extensão do câncer ou investigar a presença de metástases em outros órgãos.

Testes genéticos

Em alguns casos, testes genéticos podem ser realizados em amostras de tecido coletadas durante a biópsia para identificar mutações genéticas que possam influenciar o tratamento.

Laringoscopia

Em situações nas quais a voz do(a) paciente é afetada, pode-se realizar uma laringoscopia para verificar se o câncer de tireoide afetou as cordas vocais.

Tratamentos para câncer de tireoide

O tratamento do câncer de tireoide varia de acordo com o tipo e estágio do câncer, bem como a idade do(a) paciente e outras condições de saúde existentes. Os tratamentos podem ser utilizados isoladamente ou em combinação, a fim de abordar a doença de forma eficaz. 

Aqui estão os possíveis tratamentos para o câncer de tireoide:

Tireoidectomia total ou parcial

A remoção cirúrgica da tireoide é o tratamento mais comum para o câncer de tireoide. A tireoidectomia total remove toda a glândula tireoide, enquanto a tireoidectomia parcial (ou lobectomia) remove apenas a parte afetada. A extensão da cirurgia depende do tamanho do tumor e da presença de doença em ambos os lóbulos da tireoide.

Caso o câncer tenha se espalhado para os linfonodos, eles também podem ser removidos durante a cirurgia.

Terapia com iodo radioativo

Após a cirurgia, a terapia com iodo radioativo pode ser recomendada para destruir qualquer tecido tireoidiano remanescente, bem como células cancerígenas que possam ter se espalhado para outras partes do corpo. 

Terapia de reposição hormonal

Após a remoção da tireoide, os pacientes precisarão tomar hormônio tireoidiano sintético pelo resto da vida para substituir os hormônios que a glândula produzia e para ajudar a suprimir a produção de TSH.

Terapia-alvo

Para tipos específicos de câncer de tireoide, especialmente aqueles que não respondem bem à terapia com iodo radioativo, medicamentos que visam mutações genéticas específicas nas células cancerígenas podem ser usados. Estes medicamentos podem bloquear o crescimento e a disseminação do câncer.

Radioterapia externa

A radioterapia externa, que utiliza feixes de radiação de alta energia para matar células cancerígenas, pode ser usada em casos em que o câncer se espalhou para áreas que não podem ser tratadas com cirurgia ou iodo radioativo, ou para aliviar sintomas de câncer avançado, principalmente os mais agressivos,  como os anaplásicos .

Quimioterapia

A quimioterapia não é comumente usada para tratar o câncer de tireoide, mas pode ser recomendada em casos de câncer anaplásico de tireoide ou quando o câncer não responde a outros tratamentos.

O plano de tratamento ideal para cada paciente será determinado por uma equipe multidisciplinar de especialistas em saúde, incluindo endocrinologistas e oncologistas.

Veja também:
Gordura no fígado: sintomas, causas e como eliminar?
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Alzheimer: sintomas, diagnóstico e tratamentos

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência no Brasil e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Em todo o mundo, o número chega a 50 milhões de pessoas.

Esses números impressionantes mostram a importância de se informar mais sobre esse tema que, direta ou indiretamente, quase todos nós ainda teremos contato.

Abaixo você vai entender o que é o Alzheimer, seus sintomas, diagnóstico e formas de tratamento.

Acompanhe!

Afinal, o que é o Mal de Alzheimer?

O Mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva e a forma mais comum de demência entre idosos. Caracteriza-se pela deterioração contínua das funções cognitivas, afetando principalmente a memória, a capacidade de raciocínio, o julgamento, a linguagem e eventualmente a habilidade de realizar as tarefas mais simples do dia a dia.

Na essência da doença de Alzheimer está a degeneração e morte de neurônios cerebrais, processo que acarreta uma diminuição significativa do tecido cerebral e afeta a funcionalidade dos neurotransmissores, que são substâncias químicas essenciais para a comunicação entre as células nervosas. À medida que a doença avança, observa-se uma redução na massa cerebral, especialmente nas regiões associadas à memória e ao pensamento.

Embora a causa exata do Mal de Alzheimer ainda não esteja completamente entendida, acredita-se que envolva uma combinação de fatores genéticos, ambientais e do estilo de vida, que contribuem para o desenvolvimento da doença. Pesquisas identificaram a formação anormal de placas beta-amiloides e emaranhados neurofibrilares dentro e ao redor das células cerebrais, como marcas distintas da condição, interferindo nas funções neuronais e levando à morte celular.

O Mal de Alzheimer é tipicamente uma doença de início tardio, com a maioria dos casos ocorrendo em pessoas com 65 anos ou mais. No entanto, existe uma forma menos comum, conhecida como “Alzheimer de início precoce”, que pode afetar indivíduos tão jovens quanto na faixa dos 30 a 60 anos. Esta forma tende a ter uma progressão mais rápida e frequentemente tem uma base genética mais clara.

A doença tem um impacto significativo não apenas nos pacientes, mas também em seus familiares e cuidadores, exigindo uma abordagem multidisciplinar para o manejo e apoio ao longo de sua progressão.

Quais os principais sintomas? Como identificar?

Os sintomas do Mal de Alzheimer variam ao longo de suas fases, começando sutilmente e tornando-se mais severos com o tempo. Aqui estão os principais sintomas e sinais de alerta que indicam a necessidade de investigação profissional:

Sintomas iniciais

Os primeiros sinais da demência de Alzheimer, e que costumam passar despercebidos, são:

Perda de memória de curto prazo: Dificuldade em reter informações recentes, como esquecer conversas, compromissos ou onde objetos foram colocados.

Dificuldades de linguagem: Problemas em encontrar as palavras certas durante conversas, substituição de palavras por outras inapropriadas ou uso de frases genéricas para descrever objetos específicos.

Desorientação temporal e espacial: Perder-se em lugares familiares, confundir datas e ter noção imprecisa do tempo.

Dificuldade em tomar decisões: Problemas em julgar situações que requerem decisão, como gerenciar finanças ou seguir instruções de receitas.

Alterações de humor e comportamento: Mudanças repentinas de humor sem uma razão clara, incluindo irritabilidade, ansiedade ou apatia.

Sintomas moderados

À medida que os sintomas evoluem – especialmente quando não são identificados e tratados – outros sinais passam a surgir, como:

Dificuldades cognitivas mais acentuadas: Problemas com a fala, compreensão e realização de sequências de tarefas.

Esquecimento de eventos ou informações pessoais importantes: Como esquecer o próprio endereço, telefone ou eventos significativos da vida pessoal.

Confusão sobre lugar e tempo: Não reconhecer sua própria casa ou confundir noite com dia.

Dificuldade em reconhecer familiares e amigos: Falha em reconhecer rostos familiares, podendo até confundir pessoas.

Alterações de personalidade e comportamento: Sintomas como paranoia, agitação, agressividade ou andar sem direção aparente.

Sintomas avançados:

Já no estágio final da doença, o quadro se agrava bastante, tornando o paciente extremamente dependente e limitado. Nesse estágio, os sinais costumam ser:

Incapacidade de comunicar-se: Dificuldade severa ou incapacidade de falar, ler ou escrever.

Dependência total de cuidados: Necessidade de assistência contínua para atividades diárias, como se vestir, tomar banho e comer.

Problemas de mobilidade: Dificuldade para caminhar, mudar de posição ou necessidade de cadeira de rodas.

✅ Problemas de saúde geral: Aumento do risco de infecções, problemas de pele, dificuldades alimentares e perda de peso.

Como dito, no início alguns sinais podem ser bastante sutis, o que leva ao atraso na busca por ajuda médica e tratamento precoce. No entanto, alguns sinais de alerta devem ser observados para buscar uma investigação profissional, como dificuldade notável em lembrar novas informações, lidar com tarefas cotidianas, resolver problemas simples, usar linguagem corretamente, entender imagens visuais e julgamentos espaciais, mudanças no julgamento ou decisão, retraimento social e alterações de humor ou personalidade sem causas aparentes.

Quando esses sintomas começam a afetar significativamente a vida diária de uma pessoa, é crucial buscar avaliação médica. Um diagnóstico precoce pode abrir caminhos para o manejo dos sintomas e planejamento para o futuro, além de possibilitar que o paciente e seus familiares busquem recursos e suporte adequados.

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Alzheimer: diagnóstico e tratamentos

O diagnóstico de Alzheimer é complexo e envolve a exclusão de outras possíveis causas de demência. Não existe um único teste que confirme a doença, então o processo diagnóstico combina avaliação clínica detalhada com uma série de exames complementares.

Em relação ao diagnóstico, o processo costuma incluir:

Histórico médico e avaliação de sintomas: Inclui conversas com o paciente e familiares para entender os sintomas, histórico de saúde, medicamentos utilizados e mudanças comportamentais.

Exames físicos e neurológicos: Avaliação da função neurológica para verificar reflexos, força muscular, movimento dos olhos, coordenação e equilíbrio.

Testes cognitivos e de memória: Avaliações padronizadas que medem memória, capacidade de resolver problemas, atenção, linguagem e outras habilidades mentais.

Exames de imagem: Ressonância magnética ou tomografia computadorizada do cérebro podem ajudar a identificar mudanças cerebrais típicas da doença de Alzheimer, como atrofia do hipocampo ou presença de placas senis e emaranhados neurofibrilares. A tomografia por emissão de pósitrons (PET) também pode ser usada em casos selecionados.

Testes Laboratoriais: Exames de sangue para descartar outras condições que podem causar sintomas semelhantes, como deficiências vitamínicas ou problemas de tireoide.

👉 Como funciona o tratamento?

Atualmente, não há cura para o Mal de Alzheimer, mas existem tratamentos disponíveis que podem ajudar a gerenciar os sintomas da doença.

Medicamentos

Inibidores da colinesterase: esses medicamentos podem ajudar a melhorar os sintomas cognitivos (memória, comunicação e julgamento) em pessoas com Alzheimer leve a moderado.

Antagonistas dos receptores NMDA: essa classe de medicamentos, usada para tratar os sintomas de Alzheimer moderado a grave, pode melhorar a memória, atenção, razão, linguagem e a capacidade de realizar tarefas simples.

Intervenções não medicamentosas

Terapias cognitivo-comportamentais: Para ajudar a gerenciar comportamentos problemáticos e promover um ambiente tranquilo e seguro.

✅ Atividades estimulantes: Como jogos de memória, música, artes e exercícios físicos que podem melhorar o bem-estar e retardar o declínio cognitivo.

✅ Suporte nutricional e controle de fatores de risco: Dieta equilibrada, controle de hipertensão, diabetes e colesterol, que podem influenciar a progressão da doença.

Apoio a cuidadores e familiares

Educação sobre a doença, estratégias de manejo comportamental, suporte emocional e orientação sobre serviços de apoio disponíveis são essenciais para cuidadores e familiares.

Embora o tratamento atual se concentre na gestão dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida, a pesquisa continua avançando na busca por tratamentos mais eficazes, incluindo abordagens para retardar ou interromper a progressão da doença.

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Prolapso da válvula mitral: sintomas, causas e tratamentos

O prolapso de válvula mitral é uma alteração na estrutura e funcionamento do coração, que, na maioria das vezes, não traz maiores riscos e, por isso, não exige nenhuma abordagem médica, além do acompanhamento regular.

No entanto, em alguns casos, essa alteração pode provocar sintomas e trazer riscos importantes para os pacientes.

Para que você entenda mais sobre o prolapso de válvula mitral, a seguir vamos falar o que é essa condição, seus sinais e sintomas típicos, suas causas e possíveis tratamentos.

Aproveite a leitura! 

O que é prolapso de válvula mitral?

O prolapso da válvula mitral (PVM) é uma condição na qual os folhetos da válvula mitral do coração não fecham adequadamente

A válvula mitral está localizada entre o átrio esquerdo e o ventrículo esquerdo do coração. Em uma situação normal, esta válvula permite que o sangue flua em uma única direção – do átrio para o ventrículo. 

Já no contexto de um prolapso da válvula mitral, uma ou ambas os  folhetos da válvula se projetam (prolapsam) para o átrio esquerdo durante a contração do ventrículo.

A maioria das pessoas com PVM não apresenta sintomas e geralmente não precisa de tratamento. No entanto, o prolapso da válvula mitral pode, em alguns casos, levar a complicações mais sérias, incluindo:

Regurgitação mitral

É a complicação mais comum do PVM, onde o sangue vaza de volta para o átrio esquerdo quando o ventrículo se contrai. Isso pode levar a palpitações, cansaço, falta de ar, ou, em casos mais graves, a insuficiência cardíaca.

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Arritmias

Algumas pessoas com prolapso mitral podem desenvolver arritmias (batimentos cardíacos irregulares), especialmente na forma de taquicardia supraventricular ou de fibrilação atrial, que podem causar palpitações, tonturas ou desconforto no peito.

Endocardite infecciosa

Essa alteração cardíaca também pode aumentar ligeiramente o risco de desenvolver endocardite infecciosa, uma infecção do revestimento interno do coração (endocárdio).

Ataque cardíaco ou acidente vascular cerebral (AVC)

Embora seja raro, em casos graves, o PVM pode levar a um ataque cardíaco ou AVC, especialmente se houver formação de coágulos no átrio esquerdo.

Prolapso severo

Em casos raros, as cordas que sustentam as folhetas da válvula podem romper, o que pode causar um prolapso severo e requerer cirurgia reparadora ou de substituição da válvula.

Síndrome do prolapso da válvula mitral

Alguns pacientes podem experimentar sintomas não específicos, como fadiga, tontura e ansiedade, mesmo na ausência de regurgitação mitral significativa ou arritmias.

A maioria dos casos de PVM é leve e pode ser monitorada sem tratamento. No entanto, é importante que pessoas com PVM façam acompanhamento regular com um cardiologista, especialmente se houver sintomas ou se o prolapso for grave. 

Quais as causas desse problema?

As causas exatas do prolapso da válvula mitral não são completamente compreendidas, mas algumas causas conhecidas e fatores de risco associados incluem:

Anormalidades estruturais

O prolapso da válvula mitral pode ser causado por anormalidades nas estruturas da válvula, como folhetos valvares excessivamente grandes ou espessos, cordas tendíneas alongadas ou enfraquecidas, ou anormalidades no músculo papilar. Essas anormalidades estruturais podem ser congênitas (presentes desde o nascimento) ou adquiridas ao longo da vida.

Fatores genéticos

O prolapso da válvula mitral tende a ocorrer em famílias, sugerindo uma predisposição genética para a condição. Certas mutações genéticas podem predispor uma pessoa ao desenvolvimento do PVM.

Síndrome de Marfan

A síndrome de Marfan é um distúrbio genético do tecido conjuntivo que pode afetar várias partes do corpo, incluindo as válvulas cardíacas. Pessoas com síndrome de Marfan têm maior probabilidade de desenvolver prolapso da válvula mitral devido a anormalidades estruturais do tecido conjuntivo.

Síndrome de Ehlers-Danlos

Assim como a síndrome de Marfan, a síndrome de Ehlers-Danlos é um distúrbio genético do tecido conjuntivo que pode predispor ao prolapso da válvula mitral devido a anormalidades nas estruturas valvares.

Degeneração mixomatosa

A degeneração mixomatosa é uma condição na qual o tecido das válvulas cardíacas se degenera e se torna excessivamente espesso, flexível e gelatinoso. Essa degeneração pode levar ao prolapso da válvula mitral.

Trauma no peito

Trauma no peito, como ferimentos causados por acidentes de carro ou quedas, pode causar danos às estruturas da válvula mitral e predispor ao prolapso.

Outras condições médicas

Certas condições médicas, como febre reumática, endocardite infecciosa, hipertireoidismo e distúrbios do tecido conjuntivo, podem aumentar o risco de prolapso da válvula mitral.

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Quais os sintomas? Como perceber?

Embora muitas pessoas com prolapso da válvula mitral (PVM) não apresentem sintomas, algumas podem experimentar sinais e sintomas que servem como alerta. 

É importante observar que a presença destes sintomas não significa necessariamente a presença de um quadro sério, mas eles podem ser indicativos de que uma avaliação médica é aconselhável. Os sintomas mais comuns incluem:

✅ Palpitações cardíacas – Sensação de batimentos cardíacos rápidos, fortes ou irregulares. Isso pode ocorrer devido a arritmias que às vezes estão associadas ao PVM.

✅ Fadiga – Cansaço ou fraqueza, que pode ser mais notável durante ou após esforços físicos.

✅ Falta de ar – Dificuldade para respirar, especialmente durante atividades físicas ou quando deitado, pode ser um sinal de regurgitação mitral significativa.

✅ Tontura ou desmaios – Episódios de tontura ou desmaios (síncope) podem ocorrer, embora sejam menos comuns.

✅ Dor no peito – Algumas pessoas relatam dor ou desconforto no peito, que não é necessariamente associado a doença arterial coronariana.

✅ Ansiedade – Uma sensação anormal de nervosismo, que pode ser acompanhada por palpitações.

✅ Migranea  – Dor de cabeça frequente ou severa, incluindo enxaquecas.

Lembre-se de que a presença de um ou mais desses sintomas não confirma automaticamente o PVM, pois eles podem ser associados a várias outras condições de saúde. Portanto, é crucial consultar um médico para um diagnóstico preciso. 

Quais os tratamentos disponíveis?

O tratamento do prolapso da válvula mitral (PVM) depende da gravidade dos sintomas e da presença de complicações. Para a maioria das pessoas com PVM, especialmente aquelas sem sintomas ou com sintomas leves, o tratamento pode não ser necessário. 

No entanto, para aqueles que requerem intervenção, as opções de tratamento incluem:

✅ Acompanhamento regular – Para casos leves ou assintomáticos, o médico pode apenas recomendar acompanhamento regular para monitorar a condição.

✅ Medicamentos – Se houver sintomas ou complicações, podem ser prescritos medicamentos para ajudar a controlar os sintomas ou tratar complicações específicas. Estes podem incluir:

✅ Beta-bloqueadores – Para reduzir as palpitações e ajudar a controlar a frequência cardíaca.

✅ Anticoagulantes – Em casos com arritmias significativas, como fibrilação atrial, para reduzir o risco de formação de coágulos.

✅ Diuréticos – Para aliviar os sintomas de insuficiência cardíaca, como inchaço e falta de ar.

✅ Mudanças no estilo de vida – Mudanças de estilo de vida podem ajudar a gerenciar os sintomas e a saúde cardiovascular em geral. Isso inclui manter um peso saudável, fazer exercícios regularmente (conforme recomendado pelo médico), evitar o uso de estimulantes (como cafeína e álcool) e parar de fumar.

✅ Cirurgia de válvula mitral – Em casos raros, quando há regurgitação mitral severa que causa sintomas significativos ou danos ao coração, pode ser necessária a cirurgia para reparar ou substituir a válvula mitral. 

Quando a opção é pela cirurgia, existem algumas opções disponíveis, como:

✅ Reparo da válvula mitral – É geralmente preferido sobre a substituição, pois mantém a própria válvula e estrutura do coração.

✅ Substituição da válvula mitral – Em casos onde o reparo não é viável, a válvula mitral pode ser substituída por uma artificial.

É importante que o tratamento seja personalizado para cada indivíduo, levando em consideração a gravidade da condição, sintomas, risco de complicações e saúde geral do paciente. 

Consultas regulares com um cardiologista são essenciais para um manejo eficaz do prolapso de válvula mitral.

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Bócio nodular: sintomas, causas e diagnóstico?

Apesar de ter sido reduzida bastante sua incidência na população em geral, o bócio nodular ainda afeta milhares de pessoas pelo mundo, trazendo diversos impactos para a qualidade de vida.

Também conhecida como “papo”, essa alteração na tireoide tem o potencial de impactar diretamente o funcionamento dessa glândula, levando ao hipo ou hipertireoidismo, com seus inúmeros sintomas.

Veja a seguir o que é realmente o bócio nodular, seus sintomas, causas, diagnóstico e tratamento.

Boa leitura!

O que é bócio nodular e quais os seus riscos?

O bócio nodular é uma condição caracterizada pelo aumento anormal do tamanho da glândula tireoide, formando nódulos na sua estrutura. 

A tireoide é uma glândula em forma de borboleta localizada na parte frontal do pescoço, responsável por produzir hormônios que desempenham um papel crucial no metabolismo do corpo.

Quando ocorre o bócio nodular, a tireoide desenvolve nódulos, que são pequenos caroços ou massas na glândula. Esses nódulos podem variar em tamanho e podem ser únicos ou múltiplos. O bócio nodular é uma condição comum, e na maioria dos casos, os nódulos não são cancerígenos.

Os riscos associados ao bócio nodular estão relacionados principalmente ao seu potencial de impactar a função da tireoide. Dependendo do tamanho e da localização dos nódulos, pode haver alterações na produção normal de hormônios tireoidianos, levando a distúrbios como hipotireoidismo ou hipertireoidismo

Embora muitos casos de bócio nodular sejam benignos, é importante avaliar a condição para garantir um diagnóstico adequado e determinar a melhor abordagem de tratamento, se necessário.

Causas e fatores de risco?

O bócio nodular pode ter várias causas, e também vários fatores de risco podem contribuir para seu desenvolvimento. Alguns dos principais incluem:

Deficiência de Iodo

A deficiência de iodo é uma causa comum de bócio nodular, pois o iodo é um componente essencial na produção dos hormônios tireoidianos. Áreas geográficas com baixo teor de iodo no solo podem resultar em deficiência desse mineral na dieta.

Idade

O risco de desenvolver bócio nodular aumenta com a idade. Pessoas mais velhas têm uma probabilidade maior de desenvolver nódulos na tireoide.

Gênero

Mulheres têm uma incidência maior de bócio nodular do que homens, e isso está relacionado à maior flutuação hormonal pela qual elas passam, seja pelos ciclos menstruais mensais, seja por gestações e maternidade; fatores que influenciam a função da tireoide.

História familiar

Se houver casos de bócio nodular na família, o risco pode ser maior, sugerindo uma predisposição genética. Nesses casos, acompanhar de tempos em tempos o funcionamento da tireoide pode ser indicado.

Radiação

A exposição à radiação na região do pescoço, especialmente durante a infância, pode aumentar o risco de desenvolver nódulos na tireoide.

Hormônios

O uso de terapia de reposição hormonal pode influenciar o desenvolvimento do bócio nodular, pela possível influência que esses medicamentos podem ter sobre a glândula tireoide.

É essencial considerar esses fatores ao avaliar o risco de bócio nodular e, se necessário, buscar orientação médica para um diagnóstico preciso e um plano de gerenciamento adequado.

Bócio nodular: diagnóstico e tratamento

O diagnóstico do bócio nodular geralmente envolve uma combinação de exames clínicos, testes laboratoriais e exames de imagem. Alguns dos métodos comuns incluem:

✅ Exame físico: O médico – em geral, endocrinologista – pode realizar um exame físico para avaliar o tamanho e a textura da tireoide, bem como verificar a presença de nódulos.

Exames de sangue: Testes laboratoriais para medir os níveis de hormônios tireoidianos no sangue podem ser realizados para avaliar a função da tireoide.

Ultrassonografia: Também conhecida  como ecografia, este exame de imagem utiliza ondas sonoras para criar uma imagem detalhada da tireoide, permitindo identificar o tamanho, número de nódulos e suas características.

Biópsia de tireoide: Em alguns casos, uma punção aspirativa por agulha fina pode ser realizada para avaliar a natureza dos nódulos, determinando se são benignos ou cancerígenos.

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Como é feito o tratamento?

Os tratamentos para o bócio nodular dependem da causa, do tamanho dos nódulos e da presença de sintomas. Alguns dos métodos de tratamento incluem:

Observação ativa: Se os nódulos são pequenos e não causam sintomas significativos, o médico pode optar por monitorar a condição ao longo do tempo.

✅ Medicação: Em alguns casos, medicamentos podem ser prescritos para regular a função da tireoide.

✅ Iodoterapia: Em situações em que a deficiência de iodo é identificada, suplementos de iodo podem ser recomendados.

✅ Cirurgia: Em casos mais graves, ou se houver suspeita de câncer, a remoção cirúrgica dos nódulos ou da tireoide como um todo pode ser necessária.

✅ Tratamento com radioiodo: Para nódulos hiperativos, a terapia com radioiodo pode ser usada para reduzir o tamanho dos nódulos.

O tratamento específico será determinado com base na avaliação de cada paciente, considerando a gravidade dos sintomas, o tamanho e a natureza dos nódulos, bem como outros fatores relevantes. 

É importante consultar um profissional de saúde para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.

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Tumores filoides (phyllodes): sintomas, causas e diagnóstico?

Cistos, nódulos e massas nas mamas são sinais que sempre preocupam as mulheres; e não é para menos, já que o câncer de mama é a principal causa de morte por câncer em mulheres no Brasil.

Um dos tumores que, apesar de raros, costumam gerar bastante receio, é o tumor phyllode (ou filoide), que podem ser benignos ou malignos.

A seguir você vai descobrir o que são esses tumores, seus sintomas, causas, diagnósticos e formas de tratamento.

Confira!

O que são tumores (filoides) phyllodes e quais os seus sintomas?

Os tumores phyllodes – ou tumores filoides – são uma forma rara de tumor, que se desenvolve nas glândulas mamárias, predominantemente nas mulheres. Esses tumores possuem características específicas, que os diferenciam dos tumores mamários mais comuns, como os carcinomas.

Ressonância magnética mostrando o tumor (fonte: Unicamp)

Entre os principais sinais e sintomas dos tumores phyllodes, podemos citar:

✅ Presença de nódulo ou massa na mama: O sintoma mais comum é a detecção de uma massa ou nódulo na mama durante o autoexame ou exame clínico.

✅ Crescimento rápido do nódulo: Os tumores phyllodes têm a tendência de crescer mais rapidamente do que os tumores benignos mais comuns, podendo levar a um aumento notável no tamanho da massa.

✅ Alterações na forma ou textura da mama: Podem ocorrer mudanças na forma ou textura da mama devido ao crescimento do tumor, o que pode ser percebido pela paciente.

✅ Dor ou sensibilidade na mama: Algumas mulheres podem experimentar dor ou sensibilidade na área afetada, embora nem sempre seja um sintoma presente.

É importante notar que muitos tumores phyllodes são benignos, mas alguns podem ser classificados como malignos. Diferenciar entre tumores benignos e malignos é crucial para determinar o curso adequado de tratamento. 

Devido à raridade desses tumores, é fundamental que qualquer massa mamária suspeita seja avaliada por um profissional de saúde para um diagnóstico preciso.

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Quais as causas desse tipo de tumor?

Até o momento, a comunidade médica não identificou causas específicas para o desenvolvimento de tumores phyllodes nas glândulas mamárias. No entanto, alguns fatores de risco e características foram observados em pacientes com esse tipo de tumor. Esses fatores incluem:

Idade e gênero

Tumores phyllodes são mais comuns em mulheres, geralmente entre 45 e 49 anos. No entanto, eles podem ocorrer em mulheres mais jovens e, em casos raros, até em homens.

Histórico familiar

Pacientes com histórico familiar de câncer de mama ou tumores mamários podem ter um risco ligeiramente aumentado de desenvolver tumores phyllodes.

Alterações genéticas

Alguns estudos sugerem que alterações genéticas específicas podem estar associadas ao desenvolvimento de tumores phyllodes. No entanto, a relação não é totalmente compreendida.

Exposição a radiações ionizantes

A exposição prévia a radiações ionizantes, especialmente durante a adolescência, pode estar associada a um aumento do risco de desenvolvimento de tumores phyllodes.

Outras condições mamárias

Certas condições mamárias pré-existentes, como fibroadenomas ou lesões císticas, podem estar relacionadas ao desenvolvimento de tumores phyllodes.

É importante notar que a maioria dos tumores phyllodes é benigna, e apenas uma pequena proporção é classificada como maligna. Além disso, devido à raridade desses tumores, a compreensão completa de seus fatores de risco ainda é uma área de pesquisa em andamento. 

Diagnóstico Tumores filoides

O diagnóstico de tumores phyllodes geralmente começa com um exame clínico da mama, realizado por um profissional de saúde – em geral um(a) mastologista. Isso pode envolver a identificação de qualquer massa ou alteração na textura da mama.

Exames de imagem – como mamografia ou ecografia – podem ser realizados para obter uma visão mais detalhada da massa e sua composição.

Uma biópsia é essencial para confirmar o diagnóstico e determinar se o tumor é benigno ou maligno. A biópsia pode ser feita por aspiração com agulha fina (PAAF) ,biópsia por agulha grossa ( Core biópsia) ou  biópsia por excisão.( cirurgia) 

Se o tumor for diagnosticado como maligno, procedimentos adicionais, como ressonância magnética  podem ser realizados para avaliar a extensão do câncer.

Como é feito o tratamento?

O tratamento primário para tumores phyllodes é a remoção cirúrgica do tumor. Em casos benignos, a cirurgia pode ser curativa. Em casos malignos, pode ser necessária a retirada da mama ( mastectomia ) ou apenas das glândulas mamárias ( adenomastectomia ),  que pode ser acompanhada da retirada de linfonodos axilares .

Após a cirurgia, o paciente é acompanhado de perto para monitorar qualquer recorrência. Nesses casos, exames de imagem regulares e avaliações clínicas são parte integrante do acompanhamento.

Em alguns casos de tumores phyllodes malignos, a radioterapia pode ser recomendada após a cirurgia, para reduzir o risco de recorrência.

A quimioterapia é raramente usada para tratar tumores phyllodes e é geralmente reservada para casos de malignidade avançada e resistentes a outros tratamentos.

É crucial que o diagnóstico e o plano de tratamento sejam personalizados com base nas características específicas do tumor, garantindo a abordagem mais eficaz e adequada para cada paciente. 

O acompanhamento contínuo é essencial para monitorar a resposta ao tratamento e detectar qualquer sinal de recorrência.

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Lesões mamárias: o que são e como diagnosticar?

Lesões mamárias – quando detectadas em um exame de imagem ou mesmo à palpação – estão entre os maiores receios das mulheres, devido ao risco de evolução para câncer de mama.

No entanto existem muitas diferenças entre os tipos de lesões, e cada tipo requer uma abordagem diferente, dados os seus riscos igualmente diferentes.

A seguir vamos te mostrar o que são lesões mamárias, quais os tipos mais ou menos perigosos, além de te apresentar os métodos mais modernos de diagnóstico.

Acompanhe!

O que são lesões mamárias?

Afinal, o que são lesões mamárias?

Lesões mamárias referem-se a qualquer alteração, anormalidade ou dano nos tecidos da mama. Essas lesões podem envolver diferentes componentes do tecido mamário, incluindo os ductos, glândulas, tecido conjuntivo e vasos sanguíneos. 

As lesões mamárias podem variar em natureza e gravidade, e sua presença pode ser identificada por meio de exames clínicos, como palpação ou exames de imagem, como a mamografia. 

É importante destacar que nem todas as lesões mamárias são cancerígenas, e muitas delas são benignas, sendo importante a avaliação médica para determinar a natureza da lesão e orientar o tratamento adequado, quando necessário.

Já as lesões pré-cancerígenas nas mamas são alterações celulares que indicam um risco aumentado de desenvolver câncer de mama, em comparação com células saudáveis. Essas alterações podem envolver anormalidades que sugiram um estágio inicial de transformação que, se não tratado, pode evoluir para câncer de mama. 

Identificar e monitorar essas lesões é crucial para intervenções preventivas e estratégias de vigilância, visando evitar a progressão para o câncer de mama. 

Tipos de lesões mamárias, conforme seu risco

Vejamos agora os diferentes tipos de lesões mamárias, classificados a partir do seu risco de evoluir para um quadro de câncer de mama.

Lesões sem risco aumentado para câncer de mama

Existem lesões que aparecem frequentemente em exames de mamografia – e naturalmente preocupam as mulheres – mas que não têm risco aumentado para o câncer de mama, como:

Certamente, vou fornecer uma breve explicação sobre cada uma das lesões mamárias mencionadas:

✅ Adenose – Aumento do número de glândulas mamárias, muitas vezes associado a alterações na estrutura do tecido mamário.

✅ Ectasia ductal – Caracterizada pelo alargamento dos ductos mamários, muitas vezes acompanhado por inflamação.

✅ Macro e microcistos – Cistos são pequenos sacos cheios de líquido. Macro e microcistos referem-se a cistos de diferentes tamanhos.

✅ Hiperplasia simples – Aumento no número de células nas glândulas mamárias, sem atipias celulares ( alterações nas células) significativas.

✅ Fibroadenoma – São tumores sólidos, benignos , compostos por tecido glandular e conjuntivo, comuns em mulheres jovens.

✅ Metaplasia apócrina – Alteração no tipo de células nas glândulas mamárias. 

Lesões com risco levemente aumentado para câncer de mama

Já no grupo de lesões que apresentam algum risco de evoluírem para um câncer de mama, as lesões abaixo representam uma chance de 1,5 a 2 vezes maior de se tornarem uma neoplasia mamária. 

Certamente, vou fornecer uma breve explicação sobre cada uma das lesões mamárias mencionadas:

✅ Hiperplasia moderada e florida – Envolve um aumento no número de células nas glândulas mamárias, com características específicas nas células que revestem os ductos.

✅ Adenose esclerosante – Caracterizada pelo crescimento anormal de glândulas mamárias em meio a um tecido conjuntivo mais denso.

✅ Papiloma – Crescimentos benignos que podem ocorrer nos ductos mamários, frequentemente associados a secreções sanguinolentas.

✅ Cicatriz radial – Refere-se a lesões constituídas por um centro fibroso, e envolvidas por células,  formando um aspecto estrelado ou irradiado.

Lesões com risco aumentado para câncer de mama

Neste grupo estão as lesões que apresentam um risco aumentado de evolução para o câncer de mama; segundo pesquisas, de até 5 vezes. São elas:

Certamente, vou fornecer uma breve explicação sobre cada uma das lesões mamárias mencionadas com risco aumentado para câncer de mama:

✅ Hiperplasia ductal atípica – Aumento anormal no número de células nas glândulas mamárias, com atipias celulares específicas nos ductos. Está associada a um aumento significativo no risco de câncer de mama, em comparação com a hiperplasia simples.

✅ Hiperplasia lobular atípica – Crescimento anormal de células nas glândulas lobulares, com características celulares atípicas. Está associada a um aumento substancial no risco de câncer de mama, especialmente no seio contralateral.

Lesões com risco aumentado para câncer de mama

Finalmente, listamos abaixo as lesões mamárias que oferecem o maior risco para o câncer de mama – em até 10 vezes – e requerem toda a atenção, que são:

✅ Carcinoma lobular in situ (CLIS) – Envolve o crescimento anormal de células nas glândulas lobulares da mama, mas permanecendo confinado no local de origem sem invadir os tecidos circundantes. 

✅ Carcinoma ductal in situ (CDIS) – Caracterizado pelo crescimento anormal de células nos ductos mamários, sem invasão nos tecidos circundantes. Existe um risco significativo de evoluir para câncer invasivo, e a intervenção médica é frequentemente necessária.

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Alzheimer: sintomas, diagnóstico e tratamentos

Como é feito o diagnóstico das lesões mamárias?

Os métodos diagnósticos para lesões mamárias podem incluir uma variedade de abordagens para avaliar e caracterizar as alterações nos tecidos mamários. Aqui estão alguns dos métodos comumente utilizados:

Mamografia

A mamografia é um exame de imagem que utiliza raios-X de baixa dose para criar imagens detalhadas das mamas. Considerado o exame “padrão ouro” para avaliar lesões nas mamas, é amplamente utilizado para rastreamento e detecção precoces de lesões, incluindo microcalcificações associadas a condições como carcinoma ductal in situ (CDIS).

É indicado como exame de rotina para mulheres a partir dos 40 anos, ou mesmo antes, por indicação médica, em casos de história familiar ou pessoal positiva para câncer de mama.

Ultrassonografia mamária

A ultrassonografia usa ondas sonoras para criar imagens das estruturas internas das mamas. É útil para avaliar nódulos detectadas na mamografia, especialmente em mulheres com mamas densas (mulheres mais jovens). Pode ser utilizado para diferenciar cistos de tumores sólidos.

Ressonância magnética mamária

A ressonância magnética usa campos magnéticos e ondas de rádio para gerar imagens detalhadas das mamas. Pode ser recomendada em casos de avaliação adicional, especialmente para mulheres com alto risco de câncer de mama. 

É mais sensível na detecção de algumas lesões, porém sua indicação deve ser bem avaliada, já que também apresenta uma chance maior de falsos positivos.

Biópsia por agulha

A biópsia por agulha (fina ou grossa) envolve a remoção de uma amostra de tecido para análise laboratorial. Procedimento essencial para confirmar a natureza e a possível malignidade das lesões. Pode incluir biópsias do tipo core, aspirativas ou estereotáxicas, dependendo da situação.

Biópsia Cirúrgica

A biópsia cirúrgica envolve a remoção de uma amostra maior de tecido para análise patológica. Geralmente realizada quando uma lesão precisa ser completamente removida para avaliação mais precisa.

Tomossíntese mamária (mamografia 3D)

A tomossíntese mamária é uma variação da mamografia, que cria imagens tridimensionais das mamas. Pode melhorar a detecção de lesões, especialmente em mamas densas.

Cintilografia óssea

A cintilografia óssea é usada para avaliar se há disseminação de câncer para os ossos. Pode ser recomendada para casos em que há suspeita de metástases.

Biópsia de linfonodos sentinela

Neste procedimento, o linfonodo sentinela – o primeiro a receber drenagem da área afetada – é removido para análise. Esse tipo de biópsia é realizada para avaliar se o câncer se disseminou para os linfonodos.

O método diagnóstico escolhido depende da situação clínica específica, das características da lesão e das necessidades individuais da paciente. 

A abordagem multidisciplinar, envolvendo radiologistas, patologistas e oncologistas, é crucial para um diagnóstico preciso e um plano de tratamento adequado.

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Ataque cardíaco: sinais e como evitar?

O ataque cardíaco (ou infarto) é hoje a maior causa de mortes no país, à frente do câncer ou dos acidentes de trânsito, por exemplo.

Segundo dados do Ministério da Saúde, estima-se que, no Brasil, ocorram de 300 mil a 400 mil casos anuais de infarto e que a cada 5 a 7 casos, ocorra um óbito.

Mas o que fazer para se proteger? Quais os sinais e como evitar um ataque cardíaco?

A seguir trazemos as respostas. Vamos lá! 

O que é e por que acontece um ataque cardíaco?

Um ataque cardíaco, também conhecido como infarto do miocárdio, ocorre quando o suprimento de sangue para uma parte do músculo cardíaco é bloqueado, geralmente devido à formação de um coágulo sanguíneo. 

Esse bloqueio impede a chegada de oxigênio e nutrientes à região afetada do coração, levando à lesão ou morte das células cardíacas.

ataque cardíaco (ou infarto)

As causas por trás de um ataque cardíaco estão frequentemente associadas à doença coronariana, na qual as artérias coronárias, responsáveis por fornecer sangue ao músculo cardíaco, tornam-se estreitas ou bloqueadas devido à acumulação de placas de gordura, colesterol e outras substâncias.

Diversos fatores de risco podem contribuir para o desenvolvimento da doença coronariana e, consequentemente, para a ocorrência de um ataque cardíaco, entre eles:

✅ Tabagismo: O fumo do cigarro é um fator de risco significativo para doenças cardíacas.

✅ Hipertensão arterial: Pressão arterial elevada pode danificar as artérias coronárias ao longo do tempo.

✅ Colesterol elevado: Níveis elevados de colesterol podem levar à formação de placas nas artérias.

✅ Diabetes: A diabetes não controlada aumenta o risco de doença cardíaca.

✅ Idade avançada: O risco de doenças cardíacas aumenta com a idade.

✅ Histórico familiar: Ter familiares com histórico de doenças cardíacas pode aumentar a predisposição genética.

✅ Inatividade física: A falta de atividade física regular é um fator de risco.

✅ Obesidade: O excesso de peso coloca pressão adicional no coração e aumenta o risco de doenças cardíacas.

✅ Estresse: O estresse crônico pode contribuir para a doença cardíaca.

Durante um ataque cardíaco, é crucial buscar ajuda médica imediatamente. Para isso, é fundamental identificar possíveis sinais e sintomas característicos, já que a cada minuto que passa reduzem-se as chances de vida da vítima. Conheça esses sinais a seguir.

Quais os sinais e como identificar o ataque cardíaco?

Quais os sinais e como identifica infarto

É fundamental reconhecer os sinais de um ataque cardíaco para buscar ajuda médica imediata, pois a intervenção rápida salva vidas. Aqui estão alguns dos sinais comuns de um ataque cardíaco:

Dor ou desconforto no peito

Muitas pessoas descrevem uma sensação de aperto, pressão, plenitude ou dor no centro do peito, que pode durar mais de alguns minutos ou desaparecer e retornar. Este sintoma é o mais comum, estando presente em 75%-85% dos casos.

Desconfortos

Dor ou desconforto pode se espalhar para os braços, especialmente o braço esquerdo, bem como para áreas como pescoço, mandíbula, costas e estômago.

Falta de ar

A dificuldade em respirar, muitas vezes acompanhada de dor no peito, é um sinal comum de ataque cardíaco.

Suor excessivo

Suor frio e pegajoso pode ocorrer durante um ataque cardíaco.

Náusea ou vômito

Algumas pessoas podem sentir náuseas ou vomitar durante um ataque cardíaco.

Tontura ou desmaio

Tontura súbita ou desmaio pode ser um sintoma, especialmente em mulheres.

Ansiedade ou medo intenso

Sentimentos de ansiedade, pavor ou uma sensação iminente de morte podem ocorrer.

Sensação de indigestão

Algumas pessoas podem confundir os sintomas de um ataque cardíaco com indigestão ou azia.

É crucial lembrar que os sintomas podem variar de pessoa para pessoa, e nem todos experimentarão todos os sinais. Mulheres, idosos e pessoas com diabetes podem apresentar sintomas atípicos. 

Se você (ou alguém próximo) apresentar suspeitas de um ataque cardíaco, chame imediatamente os serviços de emergência, como o SAMU, pelo número 192, já que o tempo de socorro faz toda diferença. Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 50% das pessoas não sobrevivem a tempo de serem atendidas.

É possível evitar o ataque cardíaco?

É possível evitar um infarto?

Sim, é possível tomar medidas para reduzir o risco de um infarto do miocárdio (ataque cardíaco) através da adoção de um estilo de vida saudável e do controle de fatores de risco. Aqui estão algumas estratégias que podem ajudar na prevenção:

Alimentação saudável

Adote uma dieta equilibrada, rica em frutas, vegetais, grãos integrais, proteínas magras e gorduras saudáveis. Reduza o consumo de alimentos processados, gorduras saturadas e alimentos ricos em sódio.

Atividade física regular

Mantenha-se fisicamente ativo com exercícios regulares. O exercício aeróbico, como caminhada, corrida, natação ou ciclismo, pode fortalecer o coração e melhorar a saúde cardiovascular.

Controle do peso

Mantenha um peso saudável, pois o excesso de peso está associado a um maior risco de doenças cardíacas.

Não fumar

Pare de fumar e evite a exposição ao tabagismo passivo. O tabaco é um fator de risco significativo para doenças cardíacas.

Controle da pressão arterial

Monitore regularmente a pressão arterial e tome medidas para mantê-la dentro de faixas saudáveis. Isso pode envolver mudanças na dieta, medicação prescrita pelo médico ou ambos.

Controle do colesterol

Gerencie os níveis de colesterol por meio de uma dieta saudável, atividade física e, se necessário, medicamentos prescritos.

Controle do açúcar no sangue

Se você tem diabetes, controle rigorosamente os níveis de açúcar no sangue. Isso inclui monitoramento regular, dieta equilibrada e, se necessário, medicação.

Gerenciamento do estresse

Encontre maneiras eficazes de lidar com o estresse, como a prática de técnicas de relaxamento, ioga ou meditação.

Limitação do consumo de álcool

Se consumir álcool, faça-o com moderação. O consumo excessivo pode aumentar a pressão arterial e contribuir para problemas cardíacos.

Exames médicos regulares

Realize exames médicos regulares para monitorar a saúde cardiovascular e identificar precocemente qualquer fator de risco.

Cumprimento do tratamento médico

Se você tem condições médicas, como hipertensão ou diabetes, siga as orientações do seu médico e tome os medicamentos conforme prescrito.

Conheça seus fatores de risco

Compreender os fatores de risco pessoais e familiares pode ajudar na prevenção. Converse com seu médico sobre seu histórico familiar e faça ajustes no estilo de vida conforme necessário.

Ao adotar essas práticas saudáveis, é possível reduzir significativamente o risco de um infarto do miocárdio e promover a saúde cardiovascular a longo prazo. Para isso, é fundamental manter acompanhamento médico regular, com consultas e exames. Com isso, é possível evitar o problema ou identificar precocemente os sinais e tratá-los em tempo.

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