O sangramento vaginal após a menopausa é grave?

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O sangramento vaginal após a menopausa é grave?
31 de julho de 2020 Dra. Nubia
O sangramento vaginal após a menopausa é grave

Uma dúvida comum e que preocupa muitas mulheres é quanto aos motivos que levam ao sangramento vaginal após a menopausa. Pode ser algo grave? Devo agir de alguma forma? 

Hoje veremos quais são as causas mais comuns e quais medidas devem ser adotadas em cada uma delas. Continue a leitura deste artigo e acabe com as suas dúvidas sobre o assunto de uma vez por todas. 

 

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Por que ocorre o sangramento vaginal após a menopausa? 

 

Isso ocorre na maioria das vezes por um processo benigno, a atrofia do endométrio, que consiste no afinamento dessa camada que reveste o útero e se dá em razão da queda da produção hormonal na menopausa.

Antes da menopausa, o endométrio se espessa pela ação do estrogênio e depois se descama pela ação da progesterona, o que resulta na menstruação. 

Acontece que sem a presença destes hormônios, o endométrio fica atrofiado, perdendo espessura e chega até mesmo a se romper, o que vai ocasionar  o chamado Sangramento Transvaginal na Menopausa.

 

É grave?

Apesar da causa mais comum decorrer de um processo natural, toda a paciente que apresente sangramento na menopausa deve procurar o ginecologista. Isso porque há outras doenças que podem ocasioná-lo, como é o caso do câncer de  endométrio, que pode ser grave se não for diagnosticado no início. 

Dentre outros sintomas que podem surgir em se tratando de câncer de endométrio, citamos: sangramento vaginal, corrimento aquoso e amarelado, dor pélvica e dor durante a relação sexual.

Os principais fatores de risco para o câncer de endométrio são mulheres que nunca tiveram filhos, com idade acima de 50 anos, obesas, hipertensas e diabéticas, portadoras de síndrome dos ovários micropolicísticos ou que façam reposição hormonal com o estrogênio sem associação com progesterona.

Outras patologias que podem causar sangramento vaginal após a menopausa são os pólipos uterinos e a hiperplasia endometrial

Pólipos são nódulos em forma de badalo de sino, que se desenvolvem no endométrio ou no canal endocervical a partir da proliferação de células glandulares localizadas. A maioria dos pólipos é benigna. São mais comuns após a menopausa e geralmente nesta fase não causam sintomas. 

 

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a hiperplasia endometrial é o espessamento do endométrio em resposta ao estímulo estrogênico sem a oposição da progesterona, podendo ser simples (benigna) ou atípica (possui células alteradas, com propensão para malignidade).

O principal sintoma da hiperplasia endometrial é o sangramento uterino anormal, sendo responsável por 15% dos sangramentos na menopausa.

Os fatores que podem ocasionar esta doença são os mesmos que causam o câncer de endométrio,  tais como: obesidade, diabetes, hipertensão e nuliparidade (mulheres que nunca tiveram filhos). 

 

Diagnóstico

Destacamos que o diagnóstico das patologias mencionadas acima – pólipos uterinos e a hiperplasia endometrial é feito com a Ecografia Transvaginal com Estudo Dopplerfluxométrico, que permite avaliar as características e espessura endometrial, além do útero e ovários. 

Um endométrio de até 4.0 mm de espessura na mulher pós menopáusica que não usa reposição hormonal é considerado normal. 

Já um endométrio acima de 8.0 mm de espessura, heterogêneo e vascularizado em uma mulher que realiza terapia de reposição hormonal  é suspeito e deve ser investigado

O próximo exame a ser realizado nos casos suspeitos de Hiperplasia Endometrial ou Câncer de Endométrio é a histeroscopia com biópsia,  que vai retirar o material do útero para estudo anatomopatológico, determinando se a lesão é benigna ou maligna. 

Assista ao nosso vídeo sobre o assunto:

Se você estiver com o pedido médico em mãos, basta clicar aqui para agendar seu exame! 

 

 

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A partir daí podem ser indicados outros exames, como a Ressonância Magnética da Pelve para se avaliar se há extensão para outros órgãos.

No caso dos pólipos, eles podem também ser retirados pela histeroscopia endoscópica.

Como dissemos, o sangramento vaginal após a menopausa geralmente resulta de um processo natural do atrofiamento do endométrio, não sendo nesse caso motivo para se preocupar. 

Ainda assim, o acompanhamento médico é essencial, sendo indicado sempre que você perceber essa ou outras anormalidades. Caso já tenha passado pelo ginecologista e tenha algum pedido de exame médico em mãos, agende seu exame de diagnóstico com a Clínica Viver.

 

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