O que são trombos e como evitá-los

A circulação é essencial no transporte de oxigênio e nutrientes para manter o bom funcionamento do corpo.

Então, o surgimento de trombos em veias e artérias pode levar a consequências graves, prejudicando o funcionamento de órgãos vitais como o pulmão, o coração e o cérebro.

Neste artigo, você vai entender o que são trombos, quais são as principais causas, como evitá-los e quando você deve procurar ajuda médica, impedindo que o quadro se agrave. 

Boa leitura!

O que são trombos?

Trombos são coágulos sanguíneos formados nas veias ou artérias que dificultam a circulação do sangue para outras partes do corpo, gerando aquilo que chamamos trombose.

O que são trombos e como evitá-los

Saiba mais sobre a trombose em nosso artigo completo sobre a doença:

Trombose: sintomas, diagnóstico e tratamento

Os principais fatores de risco para a formação de trombos são:

  • Presença de varizes;
  • Uso de anticoncepcional;
  • Tabagismo;
  • Obesidade;
  • Pacientes com tumores malignos;
  • Pacientes com insuficiência cardíaca;
  • Infecções graves;
  • Traumatismo;
  • Imobilização de membros;
  • Puerpério (pós-parto);
  • Cirurgia de médio e/ou grande porte.

Os trombos geralmente afetam os membros inferiores e podem levar a complicações graves, sendo a principal delas a embolia.

A embolia acontece quando um trombo se desprende e passa a se movimentar na corrente sanguínea.

Esse coágulo, então, pode ficar preso em locais críticos do corpo — como cérebro, coração e pulmão — que quando impossibilitados de receber sangue, começam a ter o funcionamento prejudicado.

A trombose pode ser superficial ou profunda e dividida em duas categorias:

1. Trombose venosa

Ocasionada pelo trombo formado em uma veia, a trombose venosa pode ser considerada superficial ou profunda, conforme a veia afetada. 

O que são trombos e como evitá-los

Quando profunda, a trombose venosa — também conhecida por TVP —  pode desencadear a embolia pulmonar, que ocorre quando o trombo desprendido na veia se aloja no pulmão.

A TVP é considerada comum e em 90% dos casos o coágulo se forma nas pernas.

Já ao contrário das veias profundas, as veias superficiais não são rodeadas de músculos que podem comprimir e desalojar um coágulo de sangue. Por essas razões, em apenas 3% dos casos de TVS ocorre o desprendimento de um trombo (embolia).

2. Trombose arterial

A trombose arterial corresponde ao trombo que se desenvolveu em uma artéria. Ela é mais difícil de tratar, sendo muitas vezes solucionada apenas por cirurgia, e pode causar gangrena dos tecidos e amputação do membro

O que são trombos e como evitá-los

O coágulo formado e levado até uma artéria coronária – vasos fundamentais para o funcionamento do coração – pode causar um infarto.

Saiba mais sobre os problemas cardíacos e suas relações com as dores no peito:

Dor no peito é sempre sinal de problemas cardíacos?

Quando afeta a circulação cerebral, a trombose arterial pode levar a um acidente vascular cerebral – AVC.

O que causa o trombo e como evitá-los?

Agora que você já sabe o que são trombos, confira quais são as 3 principais categorias de causas da condição:

1. Lesão no vaso sanguíneo

A lesão na parede de um vaso, seja ele veia ou artéria, pode levar a formação de um coágulo.

Isso pode acontecer por procedimentos cirúrgicos que de alguma forma lesionam o vaso ou através de exames que utilizam cateter venoso.

2. Hipercoagulação

A hipercoagulação ocorre quando há um desequilíbrio no processo natural de coagulação, que pode ser ocasionado por processos inflamatórios, como:

  • Obesidade;
  • Doenças reumatológicas;
  • Tabagismo;
  • O uso de remédios que podem levar a formação de trombos como efeito colateral, como os anticoncepcionais;
  • Gravidez;
  • Período pós-parto, pois os anticoagulantes do corpo ainda não voltaram aos seus níveis normais;
  • Intervenções cirúrgicas;
  • Histórico familiar, indicando condições hereditárias para o desenvolvimento de trombos.

3. Redução de velocidade do fluxo sanguíneo

Passar longos períodos com um membro imobilizado, principalmente a perna, pode levar a formação de coágulos. 

Por isso, para viagens longas e outras condições nas quais o corpo fique parado por horas, é sempre indicado colocar o corpo em movimento.

Como evitar os trombos

Algumas atitudes simples podem ser tomadas para evitar que os trombos apareçam. Elas são:

  • Manter o peso em padrões saudáveis;
  • Fazer exercícios físicos regularmente;
  • Evitar o tabagismo;
  • Não ficar longos períodos sentado;
  • Se hidratar durante o dia.

Como identificar um trombo e quando procurar ajuda?

Além de saber o que são trombos e como você pode evitá-los, ter o conhecimento de seus sintomas é o ideal para que você consiga identificar os sinais e possa procurar ajuda médica o mais rápido possível, evitando o agravamento do caso.

Os sintomas mais notórios da trombose no seu local de formação são:

  • Inchaços;
  • Dor;
  • Vermelhidão;
  • Enrijecimento da pele;
  • Veias superficiais mais evidentes;
  • Sensação de calor na parte do corpo onde os sintomas estão aparecendo.

Ao identificar um desses sintomas e principalmente se você estiver enquadrado nos fatores de risco de desenvolver trombos, procure um centro de saúde imediatamente.

Uma das formas de identificar se você tem propensão para desenvolver trombos, principalmente o arterial, é através de um check up vascular

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Aqui na Clínica Viver estamos preparados para realizar o seu check up cardiovascular e auxiliar no cuidado da sua saúde. Realizamos vários exames capazes de identificar a trombose ainda em seu estágio inicial.

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Pré-diabetes: Sintomas, Diagnóstico e Como Prevenir?

Pré-diabetes, você sabe o que é? Você com certeza já ouviu falar da diabetes.

Condição apresentada por muitos brasileiros, mas desconhecida pela maioria, é o estágio que antecede o diagnóstico da diabetes propriamente dito, sendo a fase em que ainda permite a reversão e a cura.

Conheça, em detalhes, o que é pré-diabetes, como ela é diagnosticada e as formas de prevenção.

Boa leitura!

O que é pré-diabetes?

A pré-diabetes é um estágio intermediário entre os níveis normais de açúcar no sangue e o ponto em que se estabelece o diagnóstico de diabetes. Em linhas gerais, uma pessoa é diagnosticada como pré-diabética quando ao menos dois exames de glicemia – em dias diferentes e feitos em jejum – revelam valores entre 100 mg/dL e 125 mg/dL.

É importante saber que os pré-diabéticos têm grande chance de desenvolver diabetes tipo 2 em cinco anos (em torno de 30%), se não mudarem o estilo de vida, com medidas como perda de peso e atividades físicas. Além disso,  o pré diabetes  já aumenta o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto e AVC.

Para entender melhor o que é pré-diabetes, precisamos primeiro saber o que é a diabetes!

Diagnosticada quando os níveis de açúcar no sangue (glicose) se mostram permanentemente acima de 125 mg/dL, a diabetes é uma doença metabólica crônica e potencialmente perigosa para o funcionamento de diversos órgãos do nosso organismo.

Dividida em duas categorias – diabetes tipo 1 e 2 – a doença é diagnosticada em sua grande maioria (90%) como do tipo 2, modalidade relacionada principalmente ao estilo de vida, como sedentarismo e má alimentação.

Esse tipo de diabetes costuma ser resultado de um processo lento e progressivo, resultado de anos de elevação dos níveis de açúcar na corrente sanguínea.

Já a diabetes do tipo 1 está relacionada a questões autoimunes, em que o próprio organismo passa a destruir células do pâncreas responsáveis pela produção de insulina, levando ao quadro.

Ambos os tipos de diabetes podem levar a inúmeros riscos e complicações, como problemas de visão (até cegueira), doenças cardiovasculares (como AVC e entupimento de artérias), danos aos rins, feridas difíceis de cicatrizar e até infarto.

O que é pré-diabetes e como prevenir?

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Quais são os sintomas do pré-diabetes? 

Ao contrário da diabetes já instalada, a pré-diabetes dificilmente apresenta sintomas, por tanto só pode ser diagnosticada por meio de exames, como veremos abaixo:

1. Exame de glicemia

A forma mais utilizada para avaliar a presença ou não do quadro é o exame laboratorial para avaliar a glicemia no sangue com o paciente em jejum.

Para ser considerado pré-diabético, o resultado do exame precisa estar entre 100 e 125 mg/dL. É importante confirmar esse resultado em outro exame.

2. Tolerância à glicose

Outro exame que pode indicar a pré diabetes é o teste oral de tolerância à glicose, no qual o nível do açúcar no sangue é medido em jejum, e novamente 2 horas após a ingestão de 75 g de glicose.

Se o resultado estiver entre 140 mg/dl e  199 mg/dL, o indivíduo é considerado pré-diabético. 

3. Hemoglobina glicada

Finalmente, existe também o exame laboratorial para dosagem da hemoglobina glicada, que permite avaliar a glicose no sangue nos últimos três meses. Caso o resultado esteja entre 5,7% e 6,4%, também indica pré-diabetes.

Como não apresenta sintomas, a pré-diabetes é o primeiro passo é passar por uma avaliação médica, especialmente se você possui fatores para o problema.

Confira quais são os principais fatores de risco para a pré-diabetes:

  • História de diabetes tipo 2 na família.
  • Antecedentes de diabetes na gestação. 
  • Idade superior a 45 anos.
  • Sobrepeso ou obesidade.
  • Medida abdominal superior a 94 cm em homens e 88 cm em mulheres.
  • Sedentarismo.
  • Hipertensão arterial (pressão alta).
  • Níveis baixos de colesterol bom (HDL).
  • Elevação dos triglicerídeos.
  • Síndrome do ovário policístico (SOP).

Como prevenir a pré-diabetes

Agora que você já sabe o que é pré-diabetes e como ela pode ser diagnosticada, descubra como ela pode ser prevenida.

Como a condição é representada pelo estágio intermediário da diabetes tipo 2, causada na maioria dos casos por fatores relacionados ao estilo de vida, a melhor maneira de se prevenir da pré-diabetes é justamente manter hábitos de vida saudáveis.

Na alimentação, devem ser evitados alimentos ricos em açúcar, e aqui é importante lembrar que não estamos falando somente dos doces e guloseimas. Os carboidratos – especialmente os refinados – são um grupo alimentar que facilmente se transforma em açúcar a partir da digestão.

Como prevenir a pré-diabetes

Nesse sentido, é preciso uma atenção maior a alimentos como pães, macarrão, biscoitos e os feitos de farinha branca em geral e ainda mais às opções ricas em açúcar, como mel, refrigerantes, sucos adoçados e doces de todos os tipos.

Devemos lembrar que mesmo alimentos considerados saudáveis também podem ser ricos em açúcar e precisam de moderação no consumo, como as frutas.

Como opções, devem ser priorizados os alimentos integrais e ricos em fibras, como grãos integrais, legumes e verduras.

🚨 O ideal é buscar uma avaliação com um profissional de nutrição, para que você seja orientado e receba uma recomendação individualizada.

Além disso, os exercícios físicos são importantes aliados na prevenção da pré-diabetes (e da diabetes), devendo ser incluídos na rotina do dia a dia e praticados regularmente.(150 minutos por semana )

Esse estilo de vida saudável deve ser procurado por todos, especialmente aquelas que têm casos de diabetes na família.

Outra forma de cuidado é fazer medições periódicas da glicemia, de preferência no check-up anual, quando será avaliada tanto sua glicemia quanto sua saúde como um todo. 

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Pré-diabetes: a prevenção é o cuidado mais importante!

Se você recebeu o diagnóstico de pré-diabetes, é provável que o profissional de saúde que solicitou seus exames já tenha te passado algumas orientações, mas sempre vale a pena reforçar.

Na fase de pré-diabetes, ainda é possível agir para reverter o quadro, evitando que a diabetes se estabeleça, o que torna o problema crônico e incurável.

Para isso, adote hábitos mais saudáveis de vida – como os sugeridos neste artigo – e, principalmente, faça avaliações médicas e exames regulares. Caso haja indício de elevação de sua glicemia, busque orientação  de um(a) endocrinologista. 

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Sopro cardíaco é perigoso?

Ao realizar um exame de rotina, um dos procedimentos mais comuns é o médico fazer a ausculta de nosso coração com um estetoscópio.

A principal razão para se realizar essa avaliação é verificar a presença ou não de sopro cardíaco, um som diferente do normal produzido pela passagem do sangue pelas estruturas do coração.

Descubra o que é essa condição, quais seus possíveis riscos e quando é preciso se preocupar.

Acompanhe!

O que é e quais as causas do sopro cardíaco?

A primeira informação importante a ser mencionada é que sopro cardíaco não é uma doença, mas um sinal de que algo pode estar errado com a saúde cardiovascular do(a) paciente. Foi dito “pode”, pois também existe o sopro que não representa qualquer risco.

O termo “sopro” vem do tipo de ruído percebido nessa condição que, diferentemente dos sons das batidas usuais do coração, lembra mais um “chiado” ou um “sopro”.

Além disso, vale citar ainda que existem diferentes tipos de sopro, em variadas localizações no tórax, com alterações de sonoridade e intensidade, de acordo com os motivos causadores, que também podem ser diversos, desde uma válvula cardíaca que não se fecha totalmente, ou a passagem do sangue por uma válvula mais estreita.

Sopro cardíaco é perigoso?

Imagem: Medline Plus

Divididos em duas categorias, os sopros podem ser diagnosticados das seguintes formas:

1. Fisiológico ou inocente

Tipo de sopro que aparece por conta de condições consideradas normais, principalmente em crianças. Nesses casos, é comum que a grande maioria se resolva espontaneamente, sem precisar de qualquer intervenção médica. 

Entre as causas mais comuns,de sopros fisiológicos estão condições que interferem no bombeamento do sangue, desde questões momentâneas, como febre ou a prática de exercícios físicos, anemia ou gravidez.

2. Patológico

Bem mais raro, o sopro considerado patológico é o tipo que realmente está relacionado a problemas no funcionamento do coração.

Esse tipo de sopro pode ser causado por sequelas de doenças, como uma má formação nas estruturas do coração ou o estreitamento de válvulas, que podem – ou não – necessitar de intervenção cirúrgica.

Vale reforçar que, mesmo nos casos que envolvem alterações cardíacas reais, muitas vezes a indicação é de somente manter o acompanhamento médico regular.

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Sopro cardíaco é perigoso?

Como vimos até aqui, os sopros cardíacos patológicos são os que estão ligados a um problema real nas estruturas cardíacas e podem, sim, oferecer riscos à qualidade de vida e até à vida do paciente.

Para avaliar a gravidade do problema, um dos fatores avaliados pelo(a) médico(a) é o nível de sopro, que vai de 1 a 6, de acordo com o som gerado.

O nível mais baixo (nível 1) pode ser difícil de se perceber mesmo com o uso do estetoscópio, sendo que o mais intenso (nível 6) pode ser ouvido mesmo sem o aparelho, apenas aproximando o ouvido no peito do(a) paciente.

Além da condição patológica, o sopro requer mais atenção quando acompanhado de outros sintomas, como:

  • Desmaios.
  • Dores no peito.
  • Tonturas regulares.
  • Falta de ar.
  • Palpitações constantes.
  • Transpiração excessiva, mesmo em repouso.
  • Lábios, mãos e/ou língua arroxeados.
Sopro cardíaco é perigoso?

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Tratamentos para sopro cardíaco

A melhor maneira de evitar que o sopro cardíaco evolua para um caso grave é descobri-lo em sua fase inicial. Para isso, as consultas médicas regulares – desde a infância – são fundamentais.

Além disso, alguns fatores de risco tornam esse tipo de acompanhamento ainda mais importante, como:

  • Histórico familiar de problemas cardíacos.
  • Histórico pessoal de problemas cardíacos.
  • Sobrepeso ou obesidade.
  • Tabagismo.
  • Consumo elevado de bebidas alcoólicas.
  • Hipertensão pulmonar.
  • Passado de febre reumática.

Em caso de suspeita, os exames geralmente solicitados para realizar a investigação e confirmação são o eletrocardiograma, o raio X do tórax e o ecocardiograma.

Como dissemos no início, o sopro cardíaco não é uma doença, mas somente um sintoma de que algo pode estar errado.

Caso realmente se verifique um sopro patológico, o caminho será identificar o problema que está provocando esse sinal, e o tratamento será direcionado a essa condição de origem, não ao sopro.

Novamente, lembramos que a maioria dos casos não exigem qualquer intervenção, mas somente o acompanhamento regular com o cardiologista, o que não dispensa uma abordagem correta e atenta.

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Quando procurar ajuda médica?

Neste artigo, mostramos quando um sopro cardíaco é perigoso e quando não representa maior gravidade. 

Como sempre, o segredo para questões de saúde – especialmente as cardíacas – é o acompanhamento preventivo e regular, com as consultas e exames.

Se você (ou alguém próximo) possui histórico familiar, fatores de risco ou algum dos sintomas citados neste artigo, não deixe de buscar uma avaliação com um(a) cardiologista, para avaliação e diagnóstico.

E se você está em Brasília ou Entorno, considere a Clínica Viver como sua melhor opção para realização dos exames de imagem, como eletrocardiograma, ecocardiograma, entre vários outros.

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Conheça os 4 principais problemas de circulação e como evitá-los!

A circulação sanguínea é um processo vital para o corpo humano, já que é por meio dele que todos os órgãos e tecidos do corpo recebem os nutrientes – e o oxigênio – necessários para nossa sobrevivência.

No entanto, esse complexo sistema está passível de diferentes problemas e alterações, o que pode levar a riscos bastante graves, inclusive à morte.

Confira abaixo quais são os principais problemas de circulação e como você pode se prevenir, evitando que eles ocorram ou evoluam. 

Acompanhe!

Principais problemas de circulação

Selecionamos 4 principais problemas de circulação dentre os que mais afetam a população brasileira, para que você os conheça e saiba como evitá-los.

1. Hipertensão arterial

Popularmente conhecida também como pressão alta, a hipertensão arterial é uma doença que ataca os vasos sanguíneos, podendo por consequência atingir o coração, o cérebro, os olhos e até os rins.

Muitas vezes a hipertensão surge por conta de tendências hereditárias, porém, pessoas obesas, fumantes, sedentárias ou aquelas que consomem bebidas alcoólicas ou (principalmente) sal em excesso, têm mais chance de desenvolver o problema.

Conheça os 4 principais problemas de circulação e como evitá-los

O tratamento da hipertensão arterial é feito tanto com por meio de mudanças de hábitos, como a prática de atividades físicas e alterações na dieta, assim como com o uso de medicamentos anti-hipertensivos.

Por se tratar de um problema crônico, é possível controlá-lo, mas não curá-lo, sendo necessário manter os cuidados, o acompanhamento e o monitoramento da pressão arterial por toda a vida.

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2. Acidente vascular cerebral (AVC)

O acidente vascular cerebral é uma condição que afeta o fluxo sanguíneo do cérebro, podendo deixar sequelas ou levar inclusive à morte.

Esse problema pode se apresentar de duas formas:

  • Isquêmica: quando ocorre um entupimento de vasos sanguíneos cerebrais, principalmente pela presença de placas de gordura (aterosclerose).
  • Hemorrágica: quando o AVC é causado pelo rompimento de uma artéria cerebral, levando a sangramentos intracranianos, daí ser referido como “derrame”. 
Conheça os 4 principais problemas de circulação e como evitá-los

Entre os principais causadores do AVC estão a hipertensão arterial não controlada e comportamentos nocivos à saúde, como o consumo excessivo de álcool, o tabagismo e a má alimentação.

Níveis elevados de colesterol e triglicerídeos também podem levar a acidentes vasculares cerebrais – principalmente do tipo isquêmico.

Os principais sinais são a perda da movimentação de um dos lados do corpo, com perda da função do braço e da perna, paralisia facial e dificuldade para falar. Episódios de AVC são uma emergência médica, devendo a vítima ser levada a serviço de pronto-socorro o quanto antes.

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3. Aneurisma

De origem muito semelhante a AVC, o aneurisma também pode ser causado tanto pela hipertensão arterial não tratada quanto por hábitos danosos ao corpo.

Trata-se de um dos principais problemas circulatórios devido ao grande risco de morte que ele traz.

O problema se caracteriza pela dilatação da parede de uma artéria que, quando se rompe, causa sangramentos e hemorragia interna. Também é possível que essa dilatação se mantenha durante anos (ou toda a vida) sem se romper.

Aneurismas podem ocorrer em praticamente qualquer artéria do corpo, como cérebro, coração, rins e abdômen, sendo que os quadros mais graves se dão nos casos em que o rompimento ocorre em artérias cerebrais, na aorta torácica ou abdominal, podendo levar à morte.

Ressonância magnética mostrando sangramento cerebral
Ressonância magnética mostrando sangramento cerebral

Assim como os demais problemas, o aneurisma pode ser evitado a partir do controle da hipertensão e da adoção de hábitos saudáveis.

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4. Trombose

Por fim, a trombose também aparece como um dos principais problemas circulatórios e um dos que mais oferecem risco à vida.

Causada pela presença de coágulos – ou trombos – que são formações endurecidas de sangue que se deslocam geralmente das pernas e seguem pela corrente sanguínea, podendo chegar a outras regiões, como pulmões ou cérebro, levando ao entupimento dessas estruturas, impedindo a circulação; quadro conhecido como embolia.

Esse fenômeno pode levar a complicações graves, inclusive à morte.

Conheça os 4 principais problemas de circulação e como evitá-los

Um dos maiores problemas da trombose é que ela pode passar despercebida por muito tempo, sem manifestar qualquer sintoma. No entanto é possível que se manifeste na forma de dor, inchaço, aumento de temperatura ou mudança de cor nas pernas.

O problema pode ser causado como consequência de varizes não tratadas, longos períodos de imobilidade (internações), cirurgias, cigarro, obesidade, uso de anticoncepcionais, entre outras razões.

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Quando procurar ajuda médica?

Diferentes tipos de problemas circulatórios pedem a ação de diferentes especialidades.

Para iniciar um acompanhamento, é possível buscar inclusive um médico clínico, que fará o devido encaminhamento para o especialista mais adequado.

Esses – e outros – problemas de circulação podem ser investigados, tratados e acompanhados por um(a) cardiologista (como no caso da pressão alta), um(a) angiologista (varizes e trombose) ou mesmo neurologista ou neurocirurgião (AVC e aneurisma).

Se você possui histórico familiar ou fatores de risco para algum dos problemas citados, o ideal é passar por uma avaliação o quanto antes e manter um acompanhamento regular, para monitorar sua saúde vascular.

Uma das principais características da maioria dos problemas circulatórios é serem silenciosos, ou seja, não costumam dar sinais claros até que o quadro esteja bastante avançado.

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Colesterol alto tem sintomas?

Provavelmente você já conheça alguns dos possíveis riscos que o colesterol alto pode trazer para nossa saúde, como:

  • Infarto.
  • Insuficiência cardíaca.
  • Acidente vascular cerebral.

Mas um problema tão perigoso manifesta algum sintoma que sirva de alerta para buscarmos logo um tratamento?

A resposta, infelizmente, é não! O colesterol é uma daquelas doenças silenciosas, o que faz com que elas sejam ainda mais perigosas, pois não dão sinais até que algo mais grave aconteça.

Mas continue a leitura para conhecer quando o colesterol é considerado alto, seus riscos para nossa saúde e, principalmente, o que fazer para se proteger.

Acompanhe!

Quando o colesterol é considerado alto?

Antes de tudo, é importante entender que o que chamamos de “colesterol” é, na verdade, o conjunto de diferentes tipos de gorduras, chamadas de frações. Cada uma dessas frações é avaliada separadamente, para que possa ser definido se existe ou não o aumento do colesterol considerado nocivo.

Confira quais são os tipos de colesterol e quando ele é considerado alto:

Colesterol LDL (Colesterol ruim):

  • Normal menor que  130 mg/dL para pessoas com baixo risco cardiovascular. 
  • Normal  menor que 70 mg/dL para pessoas de alto risco para doenças cardiovasculares. 

Colesterol HDL (Colesterol bom)

  • Normal: acima de 40 mg/dL.
  • Baixo: abaixo de 40 mg/dL.

Triglicerídeos

  • Normal: menor que  150 mg/dL com jejum e  menor que 175 mg/dL sem jejum.
  • Valores acima destes já são considerados preocupantes.

Colesterol total

  • Normal menor que  190 mg/dL.
  • Valores acima desse limite já são considerados preocupantes, especialmente em pessoas com fatores de risco.

O colesterol total representa a soma das frações de colesterol, porém, para o diagnóstico de alta desse esteroide no organismo, a análise deve ser feita de maneira separada. Afinal, no cálculo do colesterol total também estão englobadas as suas frações.

A redução do LDL colesterol é um dos pilares na prevenção de doenças cardiovasculares, que se reduz à medida em que se diminuem os níveis deste colesterol.  

O risco cardiovascular é o risco que uma pessoa tem de desenvolver doenças como infarto, acidente vascular cerebral (AVC), insuficiência cardíaca (coração fraco) ou uma doença arterial periférica.  

Este risco é classificado como muito alto, alto, intermediário ou baixo, de acordo com cálculos feitos, que são chamados, em conjunto, de escore de risco.

Para este cálculo, considera-se a presença de alguns fatores, como: diabetes, doença renal crônica, calcificações nas artérias do coração, histórico de infarto ou AVC e presença de LDL maior ou igual a 190 mg/dl.

A partir desse cálculo, determina-se em quais níveis se deve manter o colesterol bom (HDL) e o colesterol ruim (VLDL) para cada pessoa. 

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Colesterol alto tem sintomas?

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, o colesterol alto não apresenta sintomas na maioria dos casos. Isso reforça ainda mais a importância da realização de exames de rotina, onde serão medidos esses valores e, se for necessário, iniciado o tratamento.

Apesar de o colesterol não apresentar sinais, as doenças ocasionadas pelo seu aumento podem vir a se manifestar de formas bastante graves e perigosas, principalmente em decorrência da aterosclerose, que é  o acúmulo de placas de gordura nas artérias, obstruindo o fluxo de sangue, levando a uma série de riscos, sendo os principais o infarto ou o acidente vascular cerebral (AVC).

Colesterol alto tem sintomas?
Formação de placas de gordura nas artérias

E esse risco é ainda maior para pessoas diabéticas ou com pré-diabetes, que possuem 3 a 4 vezes mais chance de apresentar entupimento das artérias.

E engana-se quem pensa que somente pessoas com sobrepeso ou obesidade têm risco de apresentar colesterol alto. Apesar desses grupos terem maior risco, mesmo pessoas consideradas magras também podem vir a apresentar o problema.

Sendo assim, o ideal é manter o hábito de verificar os níveis de colesterol no sangue – realizando exame de lipidograma ou perfil lipídico – no mínimo uma vez ao ano, de preferência com o acompanhamento de um cardiologista ou endocrinologista.

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Como prevenir ou baixar o colesterol alto?

Apesar de 70% do colesterol ser produzido por nosso próprio organismo, hábitos de vida saudáveis têm grande influência na regulação das diferentes frações de colesterol, permitindo que os riscos à saúde sejam diminuídos.

Com relação à alimentação, algumas mudanças no cardápio já podem trazer grandes benefícios:

  • Trocar queijos amarelos por queijos brancos ou reduzidos em gordura.
  • Adicionar as consideradas gorduras boas à dieta, como abacate, azeite de oliva e as provenientes de oleaginosas, como a castanha de caju e do Pará.
  • Excluir a gordura vegetal hidrogenada da dieta, presente em salgadinhos, batata-palha, macarrões instantâneos, bolachas recheadas etc (na dúvida, procure no rótulo do alimento).
  • Reduzir o consumo de açúcares e carboidratos, especialmente doces e massas.
  • Incluir na dieta o consumo de ômega 3, que pode ser obtido por meio do consumo de peixes de águas frias, como atum, sardinha ou salmão, ou ainda com suplementação oral.
  • Dar preferência para o consumo de grãos e cereais integrais.
  • Diminuir o consumo de carnes com alto nível de gordura, preferindo cortes magros, como patinho, alcatra, coxão mole, peito de frango e tilápia.
  • Diminuir o consumo de álcool,  que aumenta a produção do colesterol ruim no fígado.  

Além de cuidar da parte nutricional, é fundamental a prática de exercícios físicos de maneira regular para a prevenção ou diminuição do colesterol alto e, principalmente, dos triglicerídeos.

Existem alguns medicamentos que podem ser indicados para o tratamento do colesterol alto, sendo as estatinas as mais utilizadas. 

É importante lembrar que o colesterol também é influenciado por nossas propensões genéticas, ou seja, algumas pessoas vão produzir mais, enquanto outras, menos.

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Monitore o seu colesterol através das avaliações de rotina

Como você viu, a melhor forma de acompanhar e diagnosticar o colesterol alto é por meio dos exames de rotina, que visam monitorar os níveis dessas gorduras, possibilitando uma abordagem mais rápida, seja por mudanças de hábito ou o uso de medicamentos.

Para isso, o ideal é buscar o acompanhamento de um médico endocrinologista (especialista em hormônios e metabolismo),  ou cardiologista (referência em cuidados com o coração) .

A partir disso, caso sejam verificadas alterações preocupantes em seu colesterol, esses profissionais podem fazer orientações iniciais e, se for o caso, te encaminhar para orientações específicas com um(a) nutricionista.

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Por que a menopausa aumenta o risco de doenças cardiovasculares?

Muitas mulheres não sabem, mas a menopausa aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Trata-se de um período em que um acompanhamento com um cardiologista é fundamental.

Segundo um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, as características dos ciclos menstruais no período pré-menopausa podem ser um indicador de problemas futuros relacionados à saúde cardiovascular. 

Ainda segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a menopausa pode aumentar a ocorrência de doenças no coração em até duas vezes.

Neste artigo, você vai entender o porque isso acontece, quais são as enfermidades mais comuns e como preveni-las.

Acompanhe!

Por que a menopausa aumenta o risco de doenças cardiovasculares?

Na menopausa, o organismo da mulher reduz a produção de alguns hormônios, como estradiol e progesterona. 

Contudo, é a diminuição dos níveis de estrogênio que causam o maior impacto. 

Isso porque ele influencia a dilatação dos vasos sanguíneos, facilitando a circulação do sangue, além de trabalhar na proteção das artérias, atuando na prevenção de problemas como o infarto.

A queda nos níveis do estradiol também causa dislipidemia, que é o aumento do colesterol ruim (VLDL), responsável pela  formação de placas nas paredes das artérias, e a queda do colesterol bom (HDL), que retira o colesterol do sangue e leva para o fígado.

Além disso, ocorre uma mudança na distribuição da gordura corporal, que passa a se acumular no abdômen – a chamada gordura androide – relacionada ao aumento do risco de diabetes e doenças cardiovasculares. 

Com a diminuição da produção do estrogênio, até mulheres sem fatores de risco para problemas cardíacos podem ter mais chance de vir a ter.

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As doenças cardiovasculares mais comuns nas mulheres após a menopausa

As alterações hormonais que ocorrem durante a menopausa levam a importantes alterações no organismo das mulheres, o que pode levar ao desenvolvimento de doenças cardíacas.

As mais comuns são: 

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC) – Rompimento (AVC hemorrágico) ou entupimento (AVC isquêmico) de vasos sanguíneos no cérebro, podendo levar a perda de funções motoras ou até a óbito.
  • Hipertensão arterial – O aumento da pressão arterial definido como pressão maior ou igual a 140 x 90 mmHg é  comum na pós menopausa,  e aumenta o risco de doenças coronarianas e AVC.
  • Doença arterial coronariana – Acúmulo de gordura nos vasos do coração, podendo reduzir (ou mesmo bloquear) o fluxo de sangue para o músculo cardíaco, com possibilidade de insuficiência cardíaca e até infarto do miocárdio.
  • Insuficiência cardíaca – Perda da capacidade de funcionamento do coração, seja para se encher de sangue, seja para bombear o sangue com a devida potência, gerando diversos problemas.

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Como minimizar os riscos de doenças cardiovasculares após a menopausa?

Através de hábitos saudáveis de vida, como a prática regular de exercícios físicos e uma alimentação nutritiva e equilibrada

Isso porque o sedentarismo e a má alimentação são fatores que, sabidamente, aumentam os riscos cardiovasculares. A prática de exercícios ajuda a dilatar os vasos (melhorando a circulação), controla a frequência cardíaca, regula a pressão arterial, além de ajudar a reduzir o colesterol ruim (LDL).

Já especificamente no período do climatério/menopausa, é fundamental manter um acompanhamento médico regular – com ginecologista e cardiologista – para que sejam monitoradas as mudanças hormonais dessa fase e como isso se reflete na saúde cardiovascular.

Dessa forma, é possível que sejam adotadas condutas que minimizem os riscos.

Além da menopausa, outros fatores também elevam os riscos cardiovasculares e também devem ser evitados, como:

  • Obesidade.
  • Tabagismo.
  • Pressão arterial alta.
  • Altos níveis de colesterol ruim.
  • Aumento da circunferência abdominal (que não deve ultrapassar 88  cm).
  • Uso prolongado de alguns tipos de anticoncepcionais.
  • Sedentarismo.
  • Estresse. 

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Saúde cardiovascular pós-menopausa: consultas e exames!

Neste artigo você conheceu por que a menopausa aumenta o risco de doenças cardiovasculares. Viu também a importância de se adotar certos cuidados para minimizar os riscos.

Entre os cuidados mais importantes está o acompanhamento médico, com as consultas e exames regulares.

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Ronco persistente pode causar problemas cardíacos?

O ronco persistente é frequentemente motivo de brincadeiras e até de brigas entre os casais. 

Contudo, nem sempre ele é inofensivo para a saúde de quem o apresenta. Quando não tratado, o ronco pode dificultar a respiração, atrapalhar o sono (da pessoa e de quem perto), gerando cansaço no dia seguinte.

Mas o ronco persistente também pode causar problemas cardíacos? Infelizmente sim!

Para entender melhor essa relação entre o ronco e alguns problemas cardiovasculares, confira as informações deste artigo!

O ronco persistente pode causar problemas cardíacos?

O ronco ocorre quando as vias respiratórias superiores estão estreitas ou obstruídas durante o sono, o que dificulta a passagem do ar e causa vibrações nessas estruturas. 

Quando esse ruído não está acompanhado de outros sintomas, ele pode ser considerado normal (apesar de poder incomodar). Mas é preciso estar atento, pois ele pode indicar a existência da síndrome da apneia obstrutiva do sono (SAOS).

Na apneia, as vias aéreas superiores do paciente ficam obstruídas, levando a rápidas interrupções respiratórias, em intervalos de minutos ou segundos. Nesses curtos períodos sem respirar, os órgãos não são devidamente oxigenados, o que aumenta a pressão arterial e a frequência cardíaca, além de estreitar os vasos sanguíneos.

À medida que essas paradas respiratórias vão se tornando mais frequentes, o coração precisa se esforçar mais para manter o bombeamento do sangue. Com o desgaste, podem surgir doenças cardíacas, como hipertensãoarritmia, infarto e AVC ( derrame cerebral ).

Além disso, por conta da falta de oxigênio, o cérebro também é afetado, o que pode levar a um mau funcionamento, como dificuldade de memória, falta de concentração, irritação e ansiedade ou depressão. 

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Causas do ronco persistente

O ronco persistente tem, como causa, alguns fatores naturais e outros em relação aos hábitos e estilo de vida do paciente. São eles:

  • Envelhecimento: à medida que a idade aumenta, há um aumento de flacidez nos músculos da garganta e da boca.
  • Crescimento das amígdalas e das adenoides (tecidos localizados atrás das cavidades nasais), que costuma causar apneia do sono na infância. 
  • Desvio de septo: deslocamento lateral da parede alocada entre as narinas.
  • Alterações no palato mole (tecido que integra a parte posterior do céu da boca).
  • Crescimento de tecido anormal no nariz.
  • Sinusite, rinite e outras obstruções nasais.
  • Úvula aumentada.
  • Queixo retraído.
  • Pescoço curto ou grosso.
  • Obesidade.
  • Tabagismo.
  • Alcoolismo.
  • Uso de calmantes ou remédios para dormir.
  • Refluxo.
  • Excessos alimentares próximos ao horário de dormir.
  • Hipotireoidismo 

É importante ressaltar que as causas da apneia são as mesmas do ronco persistente. O que difere um do outro são os sintomas. 

Nesse sentido, além das paradas respiratórias, os sinais da apneia são mais facilmente identificados no dia seguinte, como:

  • Acordar com a boa seca ou garganta dolorida.
  • Sonolência excessiva.
  • Sensação de cansaço logo ao acordar.
  • Dor de cabeça matinal.
  • Falta de concentração e dificuldade de memorizar informações.
  • Irritabilidade.
  • Queda de produtividade.

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Quando fazer um check-up cardíaco?

O ronco é algo normal e, muitas vezes, pode ser resolvido apenas com uma mudança de posição. Porém, quando atrelado aos sintomas listados de apneia, é preciso ter uma atenção redobrada.

É importante lembrar que, muitas vezes, quem possui ronco persistente ou tem paradas respiratórias durante o sono, não percebe. Por isso, é muito importante que a família ou o parceiro observem bem o “roncador” durante a noite. 

Ao perceber pausas repetidas na respiração durante o sono, é preciso buscar a ajuda de um médico.  

Como a apneia afeta o sistema  cardiovascular,  o ideal é realizar um check-up cardíaco para avaliar a saúde do coração e dar início ao tratamento mais adequado. Os pacientes devem ser orientados a perder peso, diminuir o consumo de álcool e suspender o uso de sedativos para dormir.  

Para se confirmar o diagnóstico deve ser feito o exame de polissonografia , realizado em clínica especializada onde o paciente é monitorado durante o sono por um aparelho que registra a pressão arterial,  frequência cardíaca,  os episódios de apneia do sono , a oxigenação e movimentos dos membros . 

O tratamento geralmente é  feito com o uso de um equipamento que mantém o fluxo de oxigênio durante o sono, chamado CPAP , e em alguns casos,  com cirurgia. 

Para isso, considere a Clínica Viver como sua melhor opção em exames de imagem e consultas cardiológicas.  

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Miocardite associada ao coronavírus e influenza: quais os sintomas e como detectar

A miocardite, quando associada ao coronavírus e ao vírus influenza, pode causar danos muito mais sérios ao coração do que se sabia até então. 

 Existe  um aumento significativo do risco de inflamação do músculo cardíaco, levando à complicações,  quando o(a) paciente apresenta doenças que afetam o sistema respiratório, como gripes, pneumonias, bronquites, dentre outros. Porém, essa relação com o coronavírus, o H1N1 e o H3N2 são descobertas relativamente novas.  Sabemos que as infecções por vírus são as causas mais comuns de miocardites. 

Para entender porque isso acontece e qual a relação entre miocardite, coronavírus e influenza, continue acompanhando o artigo!

Relação entre miocardite, coronavírus e influenza

A miocardite é uma inflamação que afeta o músculo cardíaco. A principal causa é uma reação desproporcional do sistema imunológico, que está tentando proteger o organismo de algum vírus, seja o coronavírus, influenza, dengue, herpes, dentre outros. 

Contudo, o vírus também pode atacar o miocárdio diretamente, alterando seu funcionamento e impedindo que o sangue e o oxigênio cheguem até os órgãos como deveriam. 

Embora haja uma chance desse tipo de inflamação ser revertida pela atuação do próprio sistema imunológico, nem sempre isso ocorre. Então, se não há tratamento, há a possibilidade de desenvolvimento de sintomas cardíacos mais graves, como arritmias, infarto e até insuficiência cardíaca ( coração fraco ) .

Um estudo, realizado em conjunto por pesquisadores alemães, da Universidade de Göttingen e da Escola de Medicina de Hannover, avaliou de forma mais detalhada os efeitos desses vírus no coração.

Ao analisar as estruturas cardíacas de pacientes saudáveis e aqueles que sofreram miocardite pela Covid-19, percebeu-se que, no primeiro grupo, o coração estava íntegro. Já naqueles que foram acometidos pela ação do vírus, essas estruturas apresentavam danos, causados pela morte de células cardíacas, com fibrose ,  perda da contração normal do músculo cardíaco e dilatação do coração.  Ocorreu também a formação de coágulos nas artérias coronárias,  levando a  infartos. 

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Quais os sintomas da miocardite associada ao coronavírus e influenza?

Os sintomas mais comuns da miocardite associada a esses tipos de vírus podem variar muito. Isso porque os pacientes podem apresentar tanto somente sintomas ligados à Covid-19 ou gripe, sinais típicos de miocardite,  ou uma mistura de ambos.

Portanto, fique atento se apresentar:

  • Dor na região torácica e no peito.
  • Batimentos cardíacos acelerados.
  • Tontura.
  • Desmaios 
  • Náuseas e vômitos.
  • Falta de ar.
  • Inchaço nos membros inferiores.
  • Cansaço excessivo.

Além disso, as manifestações da miocardite vão depender das áreas cardíacas afetadas pela inflamação, que tanto pode ser bastante localizada quanto pode se espalhar. A insuficiência cardíaca é mais comum em casos mais graves.

Mesmo que os sinais apresentados sejam leves, é fundamental procurar um médico para o diagnóstico, pois se o paciente tiver sido infectado pela Influenza ou Covid-19, estes podem indicar um quadro de miocardite associado a esses vírus.

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Como é feito o diagnóstico da miocardite

O primeiro passo para essa definição é a avaliação de um(a) cardiologista, que fará o exame clínico e vai colher o histórico do paciente, em busca de informações que levem a essa conclusão.

Um dos primeiros sinais que levam suspeita para miocardite é quando pacientes sem histórico de problemas cardíacos apresentam sintomas desse tipo.

A partir disso, existe uma série de exames que podem ser realizados para fechar o diagnóstico de miocardite, como:

  • Eletrocardiograma, para monitorar o ritmo cardíaco.
  • Ecocardiograma, que avalia as estruturas e o funcionamento do coração.
  • Ressonância magnética do coração, o melhor método  para o diagnóstico. 
  • Marcadores cardíacos, que são exames de sangue que mostram  a presença de substâncias que indicam danos no coração.
  • Biópsia, para avaliação em laboratório de patologia de um fragmento do coração (solicitada em casos muito específicos).

Dos pacientes que evoluem com disfunção cardíaca, 50% irão se recuperar completamente,  25% irão permanecer com algum grau de dilatação do coração,  e 25% irão evoluir para uma grave disfunção cardíaca.  

Se confirmado o diagnóstico, o tratamento envolve o uso de medicação imunossupressora  e antiviral , e em caso de constatação de arritmia e insuficiência, outras medicações específicas também podem ser prescritas.

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Miocardite: a importância das consultas e exames

A miocardite tem cura. Por isso, independente de seu desenvolvimento ter sido causado pelo coronavírus, influenza ou qualquer outro tipo de vírus, é extremamente necessário procurar o auxílio de um médico o quanto antes para que a condição não resulte em complicações cardíacas.

Portanto, ao menor sinal de alterações – como as citadas no texto – não deixe de buscar ajuda médica o quanto antes, para realização da avaliação clínica e dos exames específicos.

E para a realização de seus exames de imagem, considere a Clínica Viver como sua opção!

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Qual a relação entre os problemas da tireoide e o coração?

Você sabia que há relação entre os problemas da tireoide e o coração?

Os hormônios produzidos e regulados por essa pequena (mas importante glândula), como o T3 (tri-iodotironina) e o T4 (tiroxina), são fundamentais para o funcionamento do nosso organismo.

Eles atuam, por exemplo, na regulação do humor, da memória, do peso e até no trânsito intestinal, sendo importantes também para o bom funcionamento do coração. 

Para saber mais sobre a relação entre os hormônios da tireoide e o coração, e como diagnosticar algum distúrbio no funcionamento dessa glândula, acompanhe o artigo!

A relação entre problemas na tireoide e o coração

Como dito acima, a relação entre problemas da tireoide e o coração tem a ver com a produção alterada dos hormônios tireoidianos, quando são produzidos em excesso (hipertireoidismo) ou de forma deficiente (hipotireoidismo), afetando assim o sistema cardiovascular. 

Entenda, com as informações a seguir, como cada uma afeta o coração.

Conheça as causas do hipotireoidismo, sintomas e como funciona o diagnóstico! 

1. Hipotireoidismo

No hipotireoidismo, todos os processos metabólicos sofrem redução, devido à deficiência de produção dos hormônios T3 e T4. Além das repercussões para diversas funções do corpo, no caso do coração, isso leva a:

  • Batimentos mais lentos.
  • Constrição dos vasos sanguíneos.
  • Aumento da pressão arterial.
  • Elevação dos níveis de colesterol e de triglicérides.

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Além disso, em casos mais graves ou que não tenham recebido o tratamento adequado, há o risco de insuficiência cardíaca, aumento do coração (cardiomegalia), infarto do miocárdio, acúmulo de líquido na camada que reveste o órgão (derrame pericárdio), problemas que podem levar à morte. 

Mas você pode estar se perguntando: mas quais os principais sintomas que indicam a ocorrência do hipotireoidismo?

  • Fadiga e baixa resistência ao esforço físico.
  • Fraqueza.
  • Sonolência.
  • Constipação intestinal.
  • Unhas e cabelos fracos e quebradiços.
  • Dores musculares e nas articulações.
  • Pele seca.
  • Diminuição da libido.
  • Retenção de líquido.
  • Depressão.

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2. Hipertireoidismo

Já no hipertireoidismo, devido à produção em excesso dos hormônios, o oxigênio passa a ser consumido pelos tecidos de forma mais rápida que o normal, levando a aceleração do metabolismo.

Por conta disso, o coração começa a bater mais rápido, bombear mais sangue e a trabalhar com mais intensidade, o que desgasta o órgão e altera todo o sistema cardiovascular.

Dentre as possíveis consequências, podemos destacar:

  • Palpitação.
  • Arritmias (mudanças repentinas no ritmo dos batimentos).
  • Aumento na espessura do músculo cardíaco, podendo levar a insuficiência cardíaca.
  • Maior risco de AVC (acidente vascular cerebral).

No caso do hipertireoidismo, os sintomas mais perceptíveis costumam ser:

  • Perda de peso rápida sem causa aparente.
  • Insônia.
  • Nervosismo.
  • Ansiedade e nervosismo.
  • Tremores. 

Veja como é feito e para que serve o exame Ecodoppler de Aorta e Ilíacas!

Como descobrir uma disfunção na tireoide?

Como vimos, a relação entre os problemas da tireoide e o coração pode acarretar sérios danos à saúde do coração. Por isso, é preciso manter o check-up médico sempre em dia e observar atentamente o surgimento de qualquer sintoma, pois mais leve que seja. 

É importante ressaltar que, apesar de as disfunções na tireoide serem mais comuns nas mulheres após os 40 anos e nos homens após os 60, elas podem surgir em qualquer idade, de acordo com a predisposição de cada indivíduo.

Caso você desconfie que possa estar com algum problema nessa glândula, o ideal é buscar uma avaliação médica (de preferência com endocrinologista) o quanto antes, para uma avaliação.

Para avaliar o seu quadro, os exames mais frequentemente solicitados são:

  • Exames de sangue: avaliação laboratorial dos hormônios como o T3, o T4 livre e o TSH, para avaliar se estão normais, aumentados ou diminuídos.
  • Ecografia da tireoide: exame de imagem para avaliar a região da tireoide, em busca de nódulos, cistos ou tumores. É indolor, não utiliza radiação e pode ser realizado por qualquer pessoa, sem contraindicações.
  • Ecografia da tireóide com doppler: trata-se de uma ultrassonografia mais detalhada, já que a técnica doppler permite avaliar a circulação sanguínea na região da tireoide, gerando mais informações importantes para o(a) médico(a).
  • Punção aspirativa da tireoide por agulha fina: procedimento que permite colher amostra de material de um nódulo ou tumor, para avaliação em laboratório e confirmação diagnóstica. É geralmente indicada quando os outros exames levantaram suspeitas. Trata-se de um exame rápido, feito sob anestesia.

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Exames para a tireoide: procure a Clínica Viver!

Lembre-se que identificar e tratar qualquer doença é mais fácil, rápido e barato quando diagnosticada precocemente. No caso de problemas da tireoide, não é diferente.

Mesmo em casos mais graves, como o câncer, as chances de cura são muito maiores quando o problema é identificado em seu estágio inicial.

Para realizar exames como a ecografia da tireoide (com e sem doppler) e a punção aspirativa da tireoide por agulha fina, considere a Clínica Viver como sua melhor opção!

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Além disso, a entrega dos laudos de ecografia é imediata. 

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Ecografia da tireoide: para que serve e como funciona esse exame?

Alterações na tireoide são mais comuns do que parece. A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia estima que 60% dos brasileiros vão ter nódulos na tireoide em algum momento durante a vida. 

Apesar disso, somente de 5% a 10% dos casos são cancerígenos, e os índices de cura costumam ser bem altos. Porém, isso  não dispensa os cuidados preventivos e a necessidade de um acompanhamento médico próximo em casos confirmados. 

E uma das medidas mais tomadas pelos médicos, em casos de alterações nesse órgão, é solicitar uma ecografia, também chamada ultrassonografia da tireoide. Este é um  dos exames mais importantes nesses casos.

Quer saber para que serve e como funciona este procedimento? Acompanhe!

Para que serve o exame de ecografia de tireoide?

O exame de ecografia de tireoide trata-se de um ultrassom que investiga a existência de nódulos e cistos na região, por meio de ondas sonoras de alta frequência. Assim, não há qualquer tipo de radiação durante o exame. 

Geralmente, ele é indicado para pacientes que tenham apresentado alterações hormonais em exames de sangue e/ou caso o(a) médico(a) tenha percebido alguma suspeita ao exame físico

A ecografia de tireoide também é importante quando há casos de câncer de tireoide na família. 

Em resumo, esse procedimento pode identificar e avaliar quadros da tireoide, como:

  • Nódulos: que podem ser sólidos, císticos ou mistos.
  • Doença de Hashimoto: doença autoimune, que afeta principalmente as mulheres, e que, quando progride, leva ao funcionamento inadequado da glândula, que passa a produzir hormônios em quantidade insuficiente, geralmente precisando ser repostos por meio de tratamentos específicos.
  • Bócio: aumento anormal da glândula tireoide, que forma ou não nódulos em seu interior.
  • Cânceres da tireoide: que podem ser do tipo  carcinoma (papilífero, folicular, medular ou anaplásico) ou ainda um linfoma da tireoide.
  • Calcificações: quando há acúmulo dos sais de cálcio no tecido da tireoide. As calcificações podem ser benignas ou malignas, e a ecografia tem como diferenciá-las pelo seu aspecto. 

A partir da análise das características do nódulo, é possível ao médico avaliar se é algo benigno (que não exige maiores intervenções), ou se é uma alteração suspeita, que requer uma investigação mais aprofundada; por exemplo, com realização de punção e análise, em laboratório, de uma amostra do tecido coletado.

Os cistos da tireoide são formações arredondadas, constituídas por líquido e sempre benignos, devendo somente ser controlados através da ultrassonografia.

Já os nódulos podem ser sólidos ou mistos (constituídos por uma parte sólida e outra líquida).

Os nódulos benignos geralmente são menores que 1,0 cm, mais claros, com contorno regular, e não apresentam calcificações em seu interior. Eles  podem ser acompanhados por ecografia a cada 6 meses. 

Por outro lado, os nódulos malignos comumente são escuros, irregulares e podem conter calcificações. 

Normalmente, se indica punção por agulha fina (PAAF) para nódulos maiores que 1,0 cm e com características de malignidade. Este procedimento é muito simples e feito no próprio consultório, guiado pela ecografia. 

Você sabe quais sintomas podem indicar que algo não vai bem com a sua tireoide? Descubra neste artigo do nosso Blog!

Como funciona o exame de ecografia da tireoide?

No exame de ecografia de tireoide, são utilizados 3 instrumentos, que trabalham em conjunto para produzir, captar e registrar as imagens:

  • Ecógrafo – aparelho que transmite ondas sonoras de alta frequência (ultrassons).
  • Transdutor – Instrumento que faz contato com a região investigada, sendo responsável por captar os sinais sonoros e transmitir ao computador, para serem processados.
  • Computador: onde os sinais captados serão recebidos, processados e exibidos num monitor.

Conheça as causas do hipotireoidismo, sintomas e como funciona o diagnóstico! 

Para que o transdutor deslize melhor sobre a pele da região que será avaliada, é utilizado um gel incolor. Durante o procedimento, o médico pode solicitar que o paciente faça alguns movimentos, como: virar o pescoço, engolir, prender a respiração, dentre outros. 

De forma geral, o tempo de realização do exame de ecografia de tireoide é de 10 a 15 minutos. 

Ecografia da tireoide: para que serve e como funciona esse exame?

Por não utilizar radiação, o exame não possui contraindicações, podendo ser realizado por qualquer pessoa, inclusive crianças e mulheres grávidas. 

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Como se preparar para o exame de ecografia de tireoide?

O exame de ecografia da tireoide não exige nenhuma preparação em especial. O paciente pode comer e beber tranquilamente, antes do procedimento, e não há necessidade de interromper o uso de medicamentos, por exemplo.

Ou seja, trata-se de um exame tranquilo e indolor, mas que pode ser crucial para permitir a qualidade de vida e o bem-estar do paciente.

Até porque, por menores que sejam as alterações na tireoide, já são capazes de causar grande impacto na nossa saúde. Por essa razão, é sempre importante estar atento a sintomas que possam indicar algum desequilíbrio hormonal.

E como mencionamos no começo deste artigo, mais da metade dos brasileiros terão problemas na glândula tireoide em algum momento. Por isso, o acompanhamento médico é fundamental.

Lembre-se também que identificar e tratar qualquer doença é mais fácil, simples e rápido quanto mais cedo ela for diagnosticada. No caso de problemas da tireoide, mesmo em casos mais graves, como o câncer, a situação não é diferente e as chances de cura são muito grandes.

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