Varíola dos macacos: o que é e como ocorre o contágio

Com mais de 200 casos já registrados no Brasil até este julho de 2022, a varíola dos macacos tem ganhado os holofotes mundo afora, que ainda se recupera da pandemia da Covid-19.

Mas você sabe o que é essa doença, como ocorre o contágio e qual o seu potencial de transmissão?

Para esclarecer estas e outras dúvidas sobre essa doença ainda envolvida em muitas interrogações, elaboramos um artigo completo com todas as respostas que você precisa.

Boa leitura!

O que é a varíola dos macacos?

A varíola dos macacos é classificada como uma zoonose silvestre, ou seja, uma doença que infecta animais silvestre, predominantemente os macacos, porém, ela também pode infectar os seres humanos que entram em contato com esses animais.

Descoberta em 1958 e detectada em seres humanos pela primeira vez no ano de 1970, a doença é classificada como endêmica em países da África Central e Ocidental.

Essa sujeição ao seu aparecimento em duas regiões levou também ao descobrimento de dois tipos de vírus, um com maior incidência na parte ocidental do continente africano e outro na parte central, se concentrando na Bacia do Congo.

Dentro os dois tipos, o vírus que circula na atual epidemia da varíola dos macacos é o da África Ocidental.

Veja também: Qual a relação entre miocardite e Covid-19?

Qual é a diferença entre a varíola dos macacos e a humana?

O vírus da varíola dos macacos pertence à família dos ortopoxvírus, a mesma da varíola humana e, apesar de apresentarem alguns sintomas semelhantes, a principal diferença entre as doenças está em sua taxa de mortalidade.

A varíola humana, que já foi erradicada, chegou a uma taxa de 30% de mortalidade, enquanto a varíola dos macacos apresenta condições bem mais brandas e apenas 1% de taxa de mortalidade.

Inclusive a erradicação da varíola humana é uma das causas estudadas pelos cientistas para o alastramento da varíola dos macacos.

Como os programas de vacinação foram suspensos há cerca de 40 anos, a proteção gerada contra os vírus da família ortopoxvírus pode ter caído, facilitando a transmissão desse tipo de varíola até então desconhecidos por muitos.

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Como ocorre o contágio e quais são os sintomas

O contágio da varíola dos macacos acontece a partir do contato direto com pessoas infectadas ou itens e objetos que elas utilizaram, sendo transmitida por:

A partir da infecção, o vírus entra em um período de incubação, podendo levar de 5 a 21 dias para se manifestar, e os sintomas geralmente surgem como:

Como é feito o diagnóstico da varíola dos macacos?

O diagnóstico é feito principalmente a partir de observação clínica do paciente, considerando os sintomas que ele apresenta e o seu histórico de contato com pessoas ou animais infectados.

Para um diagnóstico definitivo, é necessária a realização de exame laboratorial de PCR, que detecta o vírus a partir das lesões na pele.

Qual o tratamento e prevenção para a varíola dos macacos

Por ser considerada uma doença leve, que apresenta complicações em poucas pessoas, a varíola dos macacos não envolve um tratamento específico, apenas o isolamento, repouso, hidratação e eventualmente o uso de remédios para diminuir a coceira, a febre e possíveis dores.

Já a prevenção, por enquanto, deve ser focada em evitar contato com pessoas e animais que possam estar infectados.

A vacina para varíola humana também tem uma boa efetividade contra a varíola dos macacos, porém, ela parou de ser distribuída, mas pode ser retomada caso a epidemia continue a avançar. 

O surto da varíola dos macacos é similar ao da Covid-19?

O surto da varíola dos macacos não é similar ao da Covid-19, tendo em vista sua menor taxa de infecção, casos graves e mortalidade, além disso, a varíola dos macacos:

Veja também: Trombose e Covid-19: entenda tudo sobre essa relação

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