O que diminui a densidade óssea?

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O que diminui a densidade óssea?
15 de setembro de 2021 Dra. Nubia
O que diminui a densidade óssea?

O que diminui a densidade óssea?

Ao longo da vida, ocorre uma perda natural de massa óssea. Quando somos mais jovens, esse processo de perda é equilibrado, já que a perda é lenta e a reposição ocorre num ritmo adequado.

À medida que envelhecemos, porém, duas coisas acontecem: o ritmo da perda óssea se acelera e a reposição dessas células se torna mais lenta, fazendo com que tenhamos ossos cada vez mais frágeis e porosos.

Diversos outros fatores também influenciam esse processo, como a alimentação, falta de atividades físicas, uso de medicamentos, entre outros.

Conheça o que diminui a densidade óssea e saiba como proteger sua saúde!

O que diminui a densidade óssea?

Como dito acima, a diminuição da densidade óssea pode ocorrer por diversos fatores, não apenas a idade. Conheça abaixo os principais:

1. Doenças e medicamentos

Certos problemas de saúde têm o poder de afetar nossa capacidade de absorção de cálcio e minerais que são fundamentais para a composição dos ossos.

Dentre o que diminui a densidade óssea, podemos citar:

  • Hiperparatireoidismo – Nessa condição, ocorre uma liberação exagerada do hormônio PTH pela glândula paratireoide. Entre outras coisas, esse hormônio pode fazer com que os rins e o intestino absorvam mais cálcio, bem como retirar cálcio dos ossos. Tudo isso junto leva a um enfraquecimento dos ossos.
  • Uso prolongado de corticoides e outros medicamentos – O uso prolongado de corticoides é tido como o fator medicamentos mais importante para se desenvolver osteoporose. Isso porque os corticoides influenciam o equilíbrio entre a massa óssea perdida e a que é produzida pelo nosso organismo.
  • Doenças inflamatórias e neoplasias – Algumas doenças inflamatórias, como a Doença de Crohn. Estudos indicam que de 30% a 60% dos pacientes com esse tipo de doença apresentam densidade óssea abaixo do normal.
  • Hipertireoidismo – Essa condição é caracterizada por uma aceleração do metabolismo do nosso corpo, causada por um aumento na produção dos hormônios da tireoide. Um desses hormônios é a tiroxina, que tem o poder de acelerar a perda de células ósseas.

É fundamental detectar a perda óssea em seus estágios iniciais (osteopenia), para que ainda haja possibilidade de tratamento. Neste artigo você vai saber o que fazer nos casos de osteopenia!

2. Má alimentação

Na alimentação, o consumo insuficiente de alimentos ricos em cálcio, proteínas e vitamina D podem tanto prejudicar o crescimento e fortalecimento ósseo na infância, levando a perda de massa precoce, como comprometer a sua proteção na fase adulta. 

Para evitar que isso ocorra, é essencial o consumo de leite e derivados, como queijo e iogurte, e também sardinha e salmão, que também fornecem cálcio, mas em uma quantidade inferior.

Além disso, também é recomendada a ingestão de legumes e vegetais, como espinafre, brócolis e outras hortaliças. 

A densitometria óssea é o principal exame para diagnosticar a osteoporose. Conheça neste artigo os diferentes tipos de densidade que você pode realizar!

3. Vitamina D insuficiente

A vitamina D é tida como fundamental para auxiliar o corpo a absorver o cálcio, favorecendo a produção de osteoblastos; células responsáveis pela produção de “tecido de osso novo”.

As principais formas de repor os níveis de vitamina D em nosso organismo é pela alimentação, via suplementação e pela exposição ao sol.

Na alimentação, você pode obter boas quantidades de vitamina D por meio do consumo de alimentos como gema de ovo, atum, salmão e fígado.

Já uma forma de estimular que nosso próprio organismo produza mais dessa substância é expondo grandes áreas do corpo aos raios solares nos horários mais quentes do dia, já que são os raios UVA e UVB os responsáveis por esse efeito. Mas fique atento: 15 minutos diários já são suficientes.

Finalmente, caso isso não seja suficiente, e os exames mostrem que você ainda apresenta deficiência, converse com seu médico quanto à possibilidade de uma suplementação por via oral de vitamina D.

4. Climatério / Menopausa

As mulheres são as mais afetadas pela diminuição da densidade óssea, especialmente a partir do climatério e menopausa.

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), no mundo há mais de 200 milhões de mulheres afetadas pela osteoporose, sendo que 1 em cada 3 mulheres com mais de 50 anos vão sofrer alguma fratura por esse motivo.

A razão para essa incidência tão alta, a partir dessa do climatério/menopausa, são as mudanças hormonais ocorridas nessa fase, especialmente a redução do hormônio estrogênio, que exerce uma ação protetora da saúde óssea.

A perda óssea só tem cura nos estágios iniciais (osteopenia), mas mesmo o quadro mais avançado (osteoporose) tem tratamento e controle. Veja neste artigo como tratar a osteoporose!

5. Sedentarismo

Outro importante responsável pela diminuição da densidade óssea é o sedentarismo. Isso, porque as atividades físicas possuem um papel importante tanto no ganho de massa óssea, quanto na redução de inflamações. 

Nesse sentido, tanto os exercícios de força (musculação, pilates) quanto os aeróbicos (corrida ou caminhada) são importantes, já que todos eles são úteis para trazer mais densidade óssea, sendo que os exercícios de força ainda trazem reforço muscular, ajudando ainda mais na proteção dos ossos.

Incluí-los na rotina ainda na infância ou adolescência auxilia no crescimento ósseo. Já na fase adulta, ajuda a evitar a perda da densidade dos ossos.  

6. Álcool em excesso e cigarro

Outros dois vilões que são responsáveis por diminuir a densidade óssea são o tabagismo e o consumo excessivo de álcool. 

A nicotina, substância encontrada no cigarro, age diretamente no metabolismo ósseo, prejudicando seu funcionamento. Além disso, ela também pode antecipar o início da menopausa, que também é uma das causas de osteoporose em mulheres. 

Já o uso excessivo de álcool, principalmente na adolescência, também afeta diretamente a saúde dos ossos e aumenta de modo significativo o risco de desenvolvimento de osteoporose. 

Você sabia que diversos fatores determinam a força e a resistência dos seus ósseos, não somente a genética? Conheça, neste artigo, quais fatores determinam a densidade óssea?

Importância da densitometria óssea preventiva

Como vimos, existem diversos fatores que podem diminuir a densidade dos seus ossos e, felizmente, para todos eles existem formas de controlar, seja melhorando sua alimentação, realizando exercícios físicos regulares, tomando sol regularmente, evitando cigarro e bebidas alcoólicas em excesso e, no caso das mulheres, acompanhando os efeitos da menopausa.

No entanto, é importante ressaltar que a osteopenia – condição anterior à osteoporose e que pode ser revertida – não possui sintomas. Quando os sinais de enfraquecimento ósseo começam a aparecer, é porque a osteoporose (que não tem cura) já se desenvolveu. 

Portanto, é fundamental realizar exames de prevenção para checar a saúde e a densidade dos ossos, como a densitometria óssea. Trata-se de um exame semelhante a um raio X, rápido e indolor, que analisa como está a saúde dos seus ossos.

Caso seja diagnosticada a osteopenia ou mesmo a osteoporose, o ideal é buscar o acompanhamento médico o quanto antes.

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