Como tratar a osteoporose?

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Como tratar a osteoporose?
27 de janeiro de 2021 Dra. Nubia
Como tratar a osteoporose

A osteoporose é uma doença que afeta os ossos, tornando-os frágeis, porosos e mais sujeitos a fraturas.

De acordo com a Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo (Abrasso), há mais de 10 milhões de brasileiros afetados pela doença. Apesar de atingir homens e mulheres, é bem mais expressiva entre a população feminina, e representa 200 milhões de casos no mundo. 

Apesar de ser uma doença crônica, há como tratar a osteoporose. Inclusive, alguns estudos mostraram melhoras significativas na qualidade de vida e na diminuição de fraturas em pacientes que receberam tratamento adequado.

Neste artigo falaremos sobre as melhores opções de tratamento disponíveis para a osteoporose.

Como é o tratamento para osteoporose?

A partir do momento em que é feito o diagnóstico da osteoporose, é importante que o tratamento seja iniciado o mais rápido possível, a fim de retardar a progressão da doença.

O diagnóstico da osteoporose é geralmente feito através do exame de densitometria óssea, recebendo confirmação os quadros em que a perda óssea seja superior a 30%.

Os quadros de perda óssea inferiores a esse percentual são definidos como osteopenia, e podem ser revertidos com orientações adequada

Já os tratamentos para a osteoporose englobam mudanças de hábito, uso de medicamentos e, às vezes, reposição hormonal (no caso de mulheres no climatério). Confira abaixo os principais métodos utilizados: 

Reforço pela alimentação 

A principal causa da osteoporose está ligada a deficiências na absorção do cálcio pelos ossos, já que esse mineral é responsável por estimular a renovação das células de massa óssea. Além disso, a diminuição da vitamina D também contribui para esse processo, já que essa substância também tem um papel crucial para a saúde óssea.

O cálcio pode ser encontrado em abundância no leite e seus derivados. Também pode ser encontrado em alguns peixes, como a sardinha, e em vegetais de cor escura, como o brócolis. Já a vitamina D pode ser encontrada em frutos do mar, ovos, carnes e cogumelos.

Aumentar o consumo de alimentos ricos em cálcio e vitamina D pode auxiliar no tratamento, especialmente nos estágios iniciais da doença (fase da osteopenia).

Um estudo publicado no portal do Ministério da Saúde confirmou os benefícios do consumo de cálcio e vitamina D para evitar fraturas não vertebrais em pacientes acima de 65 anos.

Porém, a melhor forma de estimular seu corpo a produzir vitamina D é através do bom banho de sol. 

Mas, fique atento! Para ter esse benefício, você precisa tomar sol nos horários mais quentes do dia (entre 10h e 15h), por 10-15 minutos, de preferência expondo grandes áreas do corpo, como as costas e a barriga.

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Exercícios físicos e a saúde óssea 

Atividades físicas e saúde dos ossos são dois fatores que andam juntos. Uma das razões é porque os exercícios estimulam a tireoide a produzir o hormônio calcitonina, que ajuda a preservar a saúde óssea. 

Um estudo analisou o efeito da tensão de exercícios físicos sobre certos ossos do nosso corpo, como o fêmur, que é um dos mais sensíveis a fraturas em quadros de osteoporose. Após um ano de atividades físicas, o estudo verificou aumento da massa óssea na região e uma maior atividade dos osteoblastos (células que renovam os ossos). 

Qual a recomendação para exercícios físicos? 

A OMS recomenda pelo menos 150 minutos de atividades físicas moderadas por semana, para a manutenção da saúde. Além disso, manter-se ativo no seu dia a dia também já contribui muito para a manutenção da saúde óssea. 

exercícios físicos como forma de tratar a osteoporose

Reposição hormonal 

O climatério e a menopausa são processos naturais na vida de toda mulher, mas geralmente provocam uma diminuição progressiva de hormônios, como o estrogênio e a progesterona.

Esses hormônios, especialmente o estrogênio, exercem um papel fundamental na fixação do cálcio pelos ossos. Com essa redução, as mulheres se tornam muito mais suscetíveis a uma série de problemas, entre eles a osteoporose.

Esse, inclusive, é um dos motivos que fazem com que as mulheres tenham mais chance de desenvolver osteoporose que os homens.

O acompanhamento médico pode ajudar as mulheres a atravessarem essa fase com mais conforto e menos riscos de doenças. Sendo assim, a partir do início do processo de climatério, é importante que as taxas de hormônio sejam monitoradas. 

Como a reposição hormonal pode ajudar? 

A reposição hormonal busca restabelecer ou reequilibrar os níveis dos hormônios, especialmente o estrogênio e a progesterona, ajudando a minimizar os possíveis sinais e sintomas relacionados à carência dessas substâncias, como a osteoporose.

A reposição hormonal pode ser feita por meio de medicamentos via oral, adesivos ou injeções.

Detalhe importante!

Reposição hormonal é um tipo de tratamento prescrito de maneira muito personalizada, de acordo com as características de cada paciente e pelo que o médico observa nos exames. Por isso, jamais use de medicações hormonais sem a prescrição do ginecologista ou do endocrinologista. 

reposição hormonal como forma de tratar a osteoporose

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Medicamentos 

Os medicamentos para tratar a osteoporose estão ligados à ação das duas principais células que agem na composição dos ossos: osteoblastos e osteoclastos. Algumas medicações agem estimulando a produção de massa óssea, já outras têm a função de reduzir as perdas

Alguns medicamentos utilizados no tratamento da osteoporose são:

  • Denosumab: atua inibindo a atividade de osteoclastos. Costuma ser administrado semestralmente, por meio de injeções subcutâneas.
  • PTH: age estimulando os osteoblastos. É receitado especialmente quando existe um alto nível de fraturas. É usado diariamente, geralmente pelo período de 18-24 meses. 
  • Bisfosfonatos: são comprimidos que atuam prevenindo a reabsorção óssea e inibindo a atividade de osteoclastos. 
  • Calcitonina: atua aumentando os níveis de cálcio no sangue. Podem ser injetados ou inalados.  

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E se a osteoporose não for tratada?

A osteoporose é uma doença crônica e silenciosa, que não demonstra sinais até a ocorrência da primeira fratura. Também é uma doença progressiva e, caso não seja tratada, resulta em ossos cada vez mais frágeis que, com o tempo, podem até mesmo quebrar-se sozinhos. 

Fraturas na coluna, punhos, fêmur e quadris são frequentes em casos mais avançados de osteoporose. Além de apresentarem uma difícil recuperação, também podem prejudicar a qualidade de vida e representar grandes riscos para os pacientes.

Diversos estudos relacionam fraturas de fêmur e quadris a um maior risco de morte para pacientes idosos, especialmente pela possibilidade de complicações em cirurgias. 

A osteoporose não tem cura, mas pode (e precisa) ser tratada para garantir sua saúde, segurança e qualidade de vida. As mulheres a partir do climatério ou menopausa e homens a partir dos 65 anos devem conversar com seu médico para incluir a avaliação da saúde óssea em seus exames de rotina.

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