Alzheimer: sintomas, diagnóstico e tratamentos

Segundo o Ministério da Saúde, cerca de 1,2 milhão de pessoas vivem com alguma forma de demência no Brasil e 100 mil novos casos são diagnosticados por ano. Em todo o mundo, o número chega a 50 milhões de pessoas.

Esses números impressionantes mostram a importância de se informar mais sobre esse tema que, direta ou indiretamente, quase todos nós ainda teremos contato.

Abaixo você vai entender o que é o Alzheimer, seus sintomas, diagnóstico e formas de tratamento.

Acompanhe!

Afinal, o que é o Mal de Alzheimer?

O Mal de Alzheimer é uma doença neurodegenerativa progressiva e a forma mais comum de demência entre idosos. Caracteriza-se pela deterioração contínua das funções cognitivas, afetando principalmente a memória, a capacidade de raciocínio, o julgamento, a linguagem e eventualmente a habilidade de realizar as tarefas mais simples do dia a dia.

Na essência da doença de Alzheimer está a degeneração e morte de neurônios cerebrais, processo que acarreta uma diminuição significativa do tecido cerebral e afeta a funcionalidade dos neurotransmissores, que são substâncias químicas essenciais para a comunicação entre as células nervosas. À medida que a doença avança, observa-se uma redução na massa cerebral, especialmente nas regiões associadas à memória e ao pensamento.

Embora a causa exata do Mal de Alzheimer ainda não esteja completamente entendida, acredita-se que envolva uma combinação de fatores genéticos, ambientais e do estilo de vida, que contribuem para o desenvolvimento da doença. Pesquisas identificaram a formação anormal de placas beta-amiloides e emaranhados neurofibrilares dentro e ao redor das células cerebrais, como marcas distintas da condição, interferindo nas funções neuronais e levando à morte celular.

O Mal de Alzheimer é tipicamente uma doença de início tardio, com a maioria dos casos ocorrendo em pessoas com 65 anos ou mais. No entanto, existe uma forma menos comum, conhecida como “Alzheimer de início precoce”, que pode afetar indivíduos tão jovens quanto na faixa dos 30 a 60 anos. Esta forma tende a ter uma progressão mais rápida e frequentemente tem uma base genética mais clara.

A doença tem um impacto significativo não apenas nos pacientes, mas também em seus familiares e cuidadores, exigindo uma abordagem multidisciplinar para o manejo e apoio ao longo de sua progressão.

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Quais os principais sintomas? Como identificar?

Os sintomas do Mal de Alzheimer variam ao longo de suas fases, começando sutilmente e tornando-se mais severos com o tempo. Aqui estão os principais sintomas e sinais de alerta que indicam a necessidade de investigação profissional:

Sintomas iniciais

Os primeiros sinais da demência de Alzheimer, e que costumam passar despercebidos, são:

Perda de memória de curto prazo: Dificuldade em reter informações recentes, como esquecer conversas, compromissos ou onde objetos foram colocados.

Dificuldades de linguagem: Problemas em encontrar as palavras certas durante conversas, substituição de palavras por outras inapropriadas ou uso de frases genéricas para descrever objetos específicos.

Desorientação temporal e espacial: Perder-se em lugares familiares, confundir datas e ter noção imprecisa do tempo.

Dificuldade em tomar decisões: Problemas em julgar situações que requerem decisão, como gerenciar finanças ou seguir instruções de receitas.

Alterações de humor e comportamento: Mudanças repentinas de humor sem uma razão clara, incluindo irritabilidade, ansiedade ou apatia.

Sintomas moderados

À medida que os sintomas evoluem – especialmente quando não são identificados e tratados – outros sinais passam a surgir, como:

Dificuldades cognitivas mais acentuadas: Problemas com a fala, compreensão e realização de sequências de tarefas.

Esquecimento de eventos ou informações pessoais importantes: Como esquecer o próprio endereço, telefone ou eventos significativos da vida pessoal.

Confusão sobre lugar e tempo: Não reconhecer sua própria casa ou confundir noite com dia.

Dificuldade em reconhecer familiares e amigos: Falha em reconhecer rostos familiares, podendo até confundir pessoas.

Alterações de personalidade e comportamento: Sintomas como paranoia, agitação, agressividade ou andar sem direção aparente.

Sintomas avançados:

Já no estágio final da doença, o quadro se agrava bastante, tornando o paciente extremamente dependente e limitado. Nesse estágio, os sinais costumam ser:

Incapacidade de comunicar-se: Dificuldade severa ou incapacidade de falar, ler ou escrever.

Dependência total de cuidados: Necessidade de assistência contínua para atividades diárias, como se vestir, tomar banho e comer.

Problemas de mobilidade: Dificuldade para caminhar, mudar de posição ou necessidade de cadeira de rodas.

✅ Problemas de saúde geral: Aumento do risco de infecções, problemas de pele, dificuldades alimentares e perda de peso.

Como dito, no início alguns sinais podem ser bastante sutis, o que leva ao atraso na busca por ajuda médica e tratamento precoce. No entanto, alguns sinais de alerta devem ser observados para buscar uma investigação profissional, como dificuldade notável em lembrar novas informações, lidar com tarefas cotidianas, resolver problemas simples, usar linguagem corretamente, entender imagens visuais e julgamentos espaciais, mudanças no julgamento ou decisão, retraimento social e alterações de humor ou personalidade sem causas aparentes.

Quando esses sintomas começam a afetar significativamente a vida diária de uma pessoa, é crucial buscar avaliação médica. Um diagnóstico precoce pode abrir caminhos para o manejo dos sintomas e planejamento para o futuro, além de possibilitar que o paciente e seus familiares busquem recursos e suporte adequados.

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Alzheimer: diagnóstico e tratamentos

O diagnóstico de Alzheimer é complexo e envolve a exclusão de outras possíveis causas de demência. Não existe um único teste que confirme a doença, então o processo diagnóstico combina avaliação clínica detalhada com uma série de exames complementares.

Em relação ao diagnóstico, o processo costuma incluir:

Histórico médico e avaliação de sintomas: Inclui conversas com o paciente e familiares para entender os sintomas, histórico de saúde, medicamentos utilizados e mudanças comportamentais.

Exames físicos e neurológicos: Avaliação da função neurológica para verificar reflexos, força muscular, movimento dos olhos, coordenação e equilíbrio.

Testes cognitivos e de memória: Avaliações padronizadas que medem memória, capacidade de resolver problemas, atenção, linguagem e outras habilidades mentais.

Exames de imagem: Ressonância magnética ou tomografia computadorizada do cérebro podem ajudar a identificar mudanças cerebrais típicas da doença de Alzheimer, como atrofia do hipocampo ou presença de placas senis e emaranhados neurofibrilares. A tomografia por emissão de pósitrons (PET) também pode ser usada em casos selecionados.

Testes Laboratoriais: Exames de sangue para descartar outras condições que podem causar sintomas semelhantes, como deficiências vitamínicas ou problemas de tireoide.

👉 Como funciona o tratamento?

Atualmente, não há cura para o Mal de Alzheimer, mas existem tratamentos disponíveis que podem ajudar a gerenciar os sintomas da doença.

Medicamentos

Inibidores da colinesterase: esses medicamentos podem ajudar a melhorar os sintomas cognitivos (memória, comunicação e julgamento) em pessoas com Alzheimer leve a moderado.

Antagonistas dos receptores NMDA: essa classe de medicamentos, usada para tratar os sintomas de Alzheimer moderado a grave, pode melhorar a memória, atenção, razão, linguagem e a capacidade de realizar tarefas simples.

Intervenções não medicamentosas

Terapias cognitivo-comportamentais: Para ajudar a gerenciar comportamentos problemáticos e promover um ambiente tranquilo e seguro.

✅ Atividades estimulantes: Como jogos de memória, música, artes e exercícios físicos que podem melhorar o bem-estar e retardar o declínio cognitivo.

✅ Suporte nutricional e controle de fatores de risco: Dieta equilibrada, controle de hipertensão, diabetes e colesterol, que podem influenciar a progressão da doença.

Apoio a cuidadores e familiares

Educação sobre a doença, estratégias de manejo comportamental, suporte emocional e orientação sobre serviços de apoio disponíveis são essenciais para cuidadores e familiares.

Embora o tratamento atual se concentre na gestão dos sintomas e na melhoria da qualidade de vida, a pesquisa continua avançando na busca por tratamentos mais eficazes, incluindo abordagens para retardar ou interromper a progressão da doença.

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