Quais as diferenças entre osteopenia e osteoporose?

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Quais as diferenças entre osteopenia e osteoporose?
29 de setembro de 2021 Dra. Nubia
Quais as diferenças entre osteopenia e osteoporose?

Durante a vida, nossos ossos passam por uma constante renovação. Nesse processo –  chamado de remodelagem – frações já envelhecidas do tecido ósseo são absorvidas e recompostas com a ajuda de células novas. 

Esse sistema garante a saúde e a densidade dos nossos ossos ao longo do tempo. No entanto, à medida que envelhecemos, essa dinâmica vai perdendo eficiência. Como resultados, perdemos massa óssea e nos tornamos mais vulneráveis a fraturas.

Trata-se de um desequilíbrio natural que, no início, pode ser revertido e curado (osteopenia), mas que nos estágios mais avançados torna-se irreversível (osteoporose).

Quer saber quais são as diferenças entre osteopenia e osteoporose? Acompanhe o artigo!

Quais as diferenças entre osteopenia e osteoporose

Osteopenia e osteoporose são duas condições que têm a mesma origem, mas com riscos e possibilidades de tratamento bem diferentes.

Confira a seguir:

1. Sinais e sintomas 

Uma das principais diferenças entre osteopenia e osteoporose é que, enquanto a primeira é tratada como doença, a segunda é considerada uma condição pré-clínica, em que a densidade óssea está apenas um pouco abaixo do normal. 

Além disso, outra diferença está nos sintomas!

A osteopenia é uma condição silenciosa, não apresentando qualquer sinal de que esteja ocorrendo – o que aumenta o risco de evolução do quadro e atraso no tratamento.

Já a osteoporose, apesar de também não apresentar sintomas em alguns pacientes, pode gerar dores nas costas, deformações ósseas e, principalmente, fraturas com facilidade.

Você conhece os fatores que aumentam ou diminuem a sua densidade óssea? Então saiba quais são neste artigo do nosso Blog!

2. Riscos 

Quando falamos dos riscos oferecidos por ambas as condições, as diferenças entre osteopenia e osteoporose se tornam mais acentuadas

Nesse sentido, a osteopenia já é um sinal de que a massa óssea está enfraquecida, o que torna os ossos mais frágeis, aumentando levemente as chances de fratura

a osteoporose aumenta de forma significativa o risco de fraturas, principalmente em  regiões como fêmur, coluna e pulsos.

Os pacientes que possuem a doença, devem tomar o máximo de cuidado ao se movimentar, já que as quedas são o principal motivo para a ruptura dos ossos.

Foi diagnosticado com um quadro de osteopenia? Descubra neste artigo os cuidados mais importantes nessa fase!

3. Faixa etária 

Ambas as condições começam a aparecer por volta dos 55 anos de idade. Cerca de 50% dos homens e mulheres apresentam osteopenia ou osteoporose por volta dessa faixa etária. 

E apesar de ambos os sexos possuírem riscos de desenvolverem essas condições, as mulheres apresentam uma predisposição maior por conta da menopausa. Isso porque, nesta fase, a produção de estrogênio é reduzida, e esse hormônio é responsável por facilitar a absorção de cálcio, protegendo a saúde dos ossos.

Com menos cálcio, os ossos são enfraquecidos, aumentando os riscos de desenvolvimento de osteopenia e osteoporose. 

Você sabe quais são os maiores fatores que mais põem em risco a saúde dos seus ossos? Saiba quais são eles neste artigo do Blog!

  1. Diagnóstico 

O diagnóstico de ambas as condições é feito por meio do mesmo exame, a densitometria óssea. Trata-se de um exame seguro, rápido e indolor. 

O procedimento utiliza raios X para medir a densidade dos ossos nos locais do corpo em que há uma maior perda de massa óssea, como no fêmur e na coluna lombar. 

É a partir da avaliação do resultado desse exame de imagem que o médico vai determinar se o(a) paciente apresenta um quadro de osteopenia, osteoporose ou se está com a saúde dos ossos em dia. 

Em geral, uma perda óssea inferior a 30% é classificada com uma osteopenia, enquanto que perdas superiores a essas já são consideradas como um quadro de osteoporose.

Mas qual médico procurar?

Não existe um único especialista capaz de investigar, diagnosticar e tratar os quadros de osteopenia ou osteoporose. 

Por ser uma doença metabólica, esse acompanhamento pode ser feito por um endocrinologista, por um reumatologista, um ortopedista e, no caso das mulheres, até mesmo pelo seu(sua) ginecologista, já que as alterações hormonais da menopausa podem ter uma grande influência no quadro.

Você sabia que existem diferentes tipos de densitometria óssea? Saiba quais são acessando este artigo do Blog!

Avalie seu risco de osteoporose!

Como vimos, o diagnóstico de osteopenia ou de osteoporose só pode ser dado por um profissional habilitado, após avaliação com exame de densitometria óssea.

No entanto, a Fundação Internacional de Osteoporose desenvolveu uma ferramenta online, na qual você pode avaliar em apenas 1 minuto seu risco para desenvolver osteoporose. Trata-se de um teste em inglês, que você pode acessar neste link!

Respostas positivas para qualquer das perguntas não significa, necessariamente, que você terá osteoporose, mas indicam que é bastante importante buscar uma avaliação médica o quanto antes.

Para que o idioma não seja um empecilho para você se cuidar, traduzimos as perguntas do teste. Caso sua resposta seja “sim” para qualquer das perguntas, é importante buscar ajuda médica e fazer uma investigação.

Responda o questionário abaixo:

  1. Você tem mais de 50 anos?
  2. Você está abaixo do seu peso ideal (IMC menor que 19)?
  3. Seu pai ou sua mãe já tiveram fratura de quadril?
  4. Você tem ou já teve algum dos problemas abaixo?
    1. artrite reumatoide.
    2. doença inflamatória intestinal, como doença celíaca e outras.
    3. câncer de próstata ou de mamas.
    4. diabetes.
    5. doença crônica dos rins.
    6. alterações de tireoide.
    7. doenças pulmonares.
    8. baixa testosterona (homens).
    9. menopausa precoce.
    10. imobilidade prolongada (por cirurgia ou deficiência).
    11. HIV
  5. Já fez uso de alguma dessas medicações?
    1. corticoides.
    2. medicações para câncer de mama.
    3. medicações para câncer de próstata.
    4. medicações para diabetes.
    5. imunossupressores (usados após transplantes).
    6. antidepressivos.
    7. anticonvulsivantes ou antiepilépticos.
  6. Fuma ou toma bebidas alcoólicas em excesso?

Como é feito o tratamento?

O tratamento da osteopenia, na maioria dos casos, não precisa de medicação. Geralmente, são recomendadas mudanças no estilo de vida, como a prática de exercícios regulares, exposição diária ao sol e alimentação rica em cálcio e em vitamina D. 

A medicação, no quadro de osteopenia, só é indicada caso existam outros fatores que possam aumentar o risco de fraturas, como baixo peso, genética, tabagismo, alcoolismo e uso frequente de corticoides.

Já o tratamento da osteoporose é realizado com o auxílio de medicação, reposição de vitamina D e cálcio. Além disso, pode ser recomendado a prática de exercícios e fisioterapia. 

Como a osteoporose não tem cura, o paciente deverá manter acompanhamento médico regular, com a realização de exames periódicos para acompanhamento do quadro, além do acompanhamento de um fisioterapeuta, para fazer reforço muscular e proteger as estruturas ósseas, e possivelmente de um neurologista, para controle das queixas de dor.

Osteopenia e osteoporose: o diagnóstico precoce é fundamental!

Como vimos, as diferenças entre osteopenia e osteoporose estão na gravidade do quadro e dos sintomas apresentados, como o grande risco de fraturas na osteoporose.

De semelhanças, ambas são doenças silenciosas e traiçoeiras, o que as torna ainda mais perigosas, já que isso acaba retardando o diagnóstico e o tratamento.

Por isso, a prevenção é essencial para que seja possível detectar o quadro de osteopenia, que ainda é reversível, antes que evolua para osteoporose. 

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